Protestos Irã 2025-2026
Adicionado evento de 17/01/2026 sobre o reconhecimento de mortes por Ali Khamenei e novas acusações contra Donald Trump, além da atualização do número de mortos e a inclusão da declaração conciliatória de Trump em 16/01/2026.
Os protestos no Irã em 2026 referem-se a uma série de manifestações que eclodiram no país a partir de dezembro de 2025, impulsionadas principalmente por uma grave crise econômica, inflação elevada superior a 40% e o aumento do custo de vida, com o rial iraniano perdendo metade de seu valor em relação ao dólar. Consideradas as maiores demonstrações contra o regime desde 2009, e as maiores em décadas, as manifestações espalharam-se por mais de 100 cidades e 25 das 31 províncias. O conflito resultou em confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança, com o número de mortos atingindo pelo menos 2.677 pessoas (segundo o grupo de direitos humanos HRANA em 16 de janeiro), incluindo 2.478 manifestantes e 163 pessoas ligadas ao governo, além de centenas de feridos e mais de 19.000 detidos. A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA) reportou 2.571 mortes confirmadas até 15 de janeiro, incluindo 2.403 manifestantes, 147 pessoas ligadas ao governo, 12 menores de 18 anos e nove civis não participantes dos protestos, embora a verificação independente desses dados seja difícil devido à interrupção das comunicações. Um membro do governo iraniano, falando à agência Reuters em 13 de janeiro, afirmou que cerca de 2.000 pessoas morreram na repressão aos protestos. Em 17 de janeiro, o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, reconheceu pela primeira vez que os protestos resultaram em "milhares" de mortos. Uma ONG reportou que o número de mortos subiu para mais de 3.400. A repressão promovida pelo Irã parece ter contido os protestos, com moradores e grupos de direitos humanos relatando uma diminuição na intensidade das manifestações, mas com uma forte presença militar e de segurança. A mídia estatal informou novas prisões em 16 de janeiro. O governo iraniano, liderado pelo presidente Masoud Pezeshkian e pelo líder supremo Aiatolá Ali Khamenei, reconheceu as reivindicações, mas ampliou medidas repressivas, incluindo a imposição de um apagão total de internet e a ameaça explícita de aplicação da pena de morte aos manifestantes detidos, com a primeira execução confirmada em 14 de janeiro. No entanto, em 15 de janeiro, a Justiça iraniana afirmou que o manifestante Erfan Soltani não foi condenado à pena de morte, e sua execução foi adiada. Em 16 de janeiro, Trump declarou que as execuções foram suspensas no país. Países do Golfo também solicitaram contenção militar por parte dos Estados Unidos. Khamenei chamou os manifestantes de "inimigos do Irã" e, em 17 de janeiro, acusou o presidente dos EUA, Donald Trump, de incitar os protestos mortais, considerando-o um "criminoso" pelas mortes, danos e calúnias infligidas à nação iraniana, conforme divulgado pela mídia estatal. Ele descreveu os manifestantes como "soldados rasos" dos Estados Unidos, que destruíram mesquitas e centros educacionais. Esta acusação reflete a crescente tensão nas relações entre Irã e Estados Unidos.