Protestos Irã 2025-2026
Artigo adicionado: "Protestos rompem o Irã e país vive “momento muro de Berlim”; entenda a situação". Atualizado visão geral e linha do tempo com detalhes sobre apagão total de internet e comparação ao 'momento Muro de Berlim' em 09/01/2026
Os protestos no Irã em 2026 referem-se a uma série de manifestações que eclodiram no país a partir de dezembro de 2025, impulsionadas principalmente por uma grave crise econômica, inflação elevada e o aumento do custo de vida. As manifestações, que se espalharam por mais de 100 cidades, resultaram em confrontos entre manifestantes e forças de segurança, com dezenas de mortes e feridos reportados. O governo iraniano reconheceu as reivindicações, ampliou medidas repressivas, incluindo a imposição de um apagão total de internet para restringir comunicações, enquanto a comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, manifestou preocupação com a situação. Alguns analistas compararam a situação ao "momento Muro de Berlim" devido à sua magnitude histórica.
A crise econômica no Irã tem raízes profundas, agravadas pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos em 2018, após a saída do então presidente Donald Trump do acordo nuclear internacional. Em 2025, com o retorno de Trump à Casa Branca, a política de pressão máxima contra o Irã foi retomada, e sanções adicionais foram impostas pelas Nações Unidas em setembro do mesmo ano. A situação foi ainda mais complicada por um conflito com Israel em junho de 2025, que incluiu ataques a alvos ligados ao programa nuclear iraniano.
Este cenário levou a uma inflação anual superior a 40% e à desvalorização do rial iraniano, que perdeu cerca de metade do seu valor em relação ao dólar em 2025, atingindo uma mínima histórica. O descontentamento popular também foi alimentado pela percepção de desigualdade e denúncias de corrupção. Em 29 de dezembro de 2025, comerciantes iniciaram uma paralisação em Teerã, e as manifestações se intensificaram, espalhando-se com o apoio de estudantes e outros grupos sociais, alcançando escala nacional com mais de 100 cidades afetadas, conforme grupos de monitoramento. Os protestos de 2026 são considerados os maiores desde a "Revolução Feminina" de 2022, desencadeada pela morte de Mahsa Jina Amini.