Protestos Irã 2025-2026
Adicionado evento de 16/01/2026 sobre a diminuição dos protestos após repressão, atualização do número de mortos pelo HRANA, e detalhes sobre a diplomacia internacional e a postura dos EUA.
Os protestos no Irã em 2026 referem-se a uma série de manifestações que eclodiram no país a partir de dezembro de 2025, impulsionadas principalmente por uma grave crise econômica, inflação elevada superior a 40% e o aumento do custo de vida, com o rial iraniano perdendo metade de seu valor em relação ao dólar. Consideradas as maiores demonstrações contra o regime desde 2009, e as maiores em décadas, as manifestações espalharam-se por mais de 100 cidades e 25 das 31 províncias. O conflito resultou em confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança, com o número de mortos atingindo pelo menos 2.677 pessoas (segundo o grupo de direitos humanos HRANA em 16 de janeiro), incluindo 2.478 manifestantes e 163 pessoas ligadas ao governo, além de centenas de feridos e mais de 19.000 detidos. A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA) reportou 2.571 mortes confirmadas até 15 de janeiro, incluindo 2.403 manifestantes, 147 pessoas ligadas ao governo, 12 menores de 18 anos e nove civis não participantes dos protestos, embora a verificação independente desses dados seja difícil devido à interrupção das comunicações. Um membro do governo iraniano, falando à agência Reuters em 13 de janeiro, afirmou que cerca de 2.000 pessoas morreram na repressão aos protestos. A repressão promovida pelo Irã parece ter contido os protestos, com moradores e grupos de direitos humanos relatando uma diminuição na intensidade das manifestações, mas com uma forte presença militar e de segurança. A mídia estatal informou novas prisões em 16 de janeiro. O governo iraniano, liderado pelo presidente Masoud Pezeshkian e pelo líder supremo Aiatolá Ali Khamenei, reconheceu as reivindicações, mas ampliou medidas repressivas, incluindo a imposição de um apagão total de internet e a ameaça explícita de aplicação da pena de morte aos manifestantes detidos, com a primeira execução confirmada em 14 de janeiro. No entanto, em 15 de janeiro, a Justiça iraniana afirmou que o manifestante Erfan Soltani não foi condenado à pena de morte, e sua execução foi adiada. Khamenei chamou os manifestantes de