Pouco se sabe sobre a vida de Pilatos antes de se tornar governador ou as circunstâncias de sua nomeação. As evidências sobreviventes incluem moedas que ele cunhou e a inscrição da Pedra de Pilatos. Fontes antigas como Josefo, Fílon e o Evangelho de Lucas documentam vários incidentes de conflito entre Pilatos e a população judaica, frequentemente citando sua insensibilidade aos costumes religiosos judaicos. Os evangelhos cristãos, bem como Josefo e Tácito, atribuem a crucificação de Jesus às ordens de Pilatos.
Josefo relata que Pilatos foi demitido após reprimir violentamente uma revolta samaritana no Monte Gerizim. Ele foi ordenado a retornar a Roma pelo legado sírio para enfrentar o imperador Tibério, mas Tibério morreu antes da chegada de Pilatos, e seu destino posterior permanece desconhecido. Algumas fontes antigas sugerem que ele se aposentou. Historiadores modernos divergem sobre a governança de Pilatos; alguns o veem como brutal e inepto, enquanto outros apontam sua relativa longa permanência no cargo como evidência de competência moderada. Uma teoria que atribuía as ações de Pilatos ao antissemitismo é hoje amplamente rejeitada.
Na Antiguidade Tardia e na Idade Média, Pilatos tornou-se uma figura proeminente na literatura apócrifa cristã, conhecida como o "ciclo de Pilatos". Tradições orientais frequentemente o retratavam, e sua esposa, como convertidos cristãos e até santos, enquanto textos ocidentais o apresentavam negativamente, ligando sua morte ao suicídio e associando seu local de sepultamento a lugares amaldiçoados. Pilatos apareceu extensivamente na arte, especialmente em representações do julgamento de Jesus, e em peças teatrais medievais, seu personagem variava de juiz relutante a vilão malévolo. Ele foi retratado na literatura e no cinema modernos, notavelmente por Anatole France, Mikhail Bulgakov e Chingiz Aitmatov, com atenção literária crescente após a Segunda Guerra Mundial.