Sanae Takaichi assumiu o cargo de Primeira-Ministra em outubro de 2025. Desde então, seu governo tem buscado implementar uma estratégia de segurança nacional revisada, que inclui o aumento dos gastos do governo para reativar o crescimento econômico e elevar os investimentos em defesa. A decisão de convocar eleições antecipadas surgiu após Takaichi romper laços com seu antigo parceiro liberal, o Komeito, e formar uma nova coalizão com o Partido da Inovação do Japão (Ishin), de direita (também conhecido como Nippon Ishin no Kai). A justificativa para a dissolução do parlamento, segundo o secretário-geral do Partido Liberal Democrático (PLD), Shunichi Suzuki, foi permitir que os eleitores se manifestassem sobre a mudança na parceria de coalizão, já que a eleição anterior ocorreu sob a aliança PLD-Komeito. A convocação de eleições também ocorreu em meio a uma disputa diplomática com a China, desencadeada por declarações de Takaichi sobre Taiwan, e antes de uma visita planejada a Washington para se encontrar com o presidente Donald Trump. A vitória consolidada nas eleições de 8 de fevereiro de 2026, onde a coalizão superou a marca de dois terços das cadeiras do Parlamento, reforça a posição de Takaichi e valida sua estratégia. O governo dos Estados Unidos, incluindo o presidente Donald Trump, manifestou publicamente seu apoio à primeira-ministra japonesa, classificando-a como uma aliada estratégica na região do Indo-Pacífico, e confirmou um encontro na Casa Branca em março para discutir temas comerciais e de segurança. Em 18 de fevereiro de 2026, Takaichi negou a intenção de concentrar poder apesar da supermaioria parlamentar, enfatizando que seu foco será a aprovação rápida de leis orçamentárias e reformas fiscais, incluindo o orçamento do ano fiscal de 2026. Ela também anunciou uma reforma estrutural na elaboração do Orçamento, com a introdução de orçamentos plurianuais ao longo de aproximadamente dois anos para impulsionar investimentos e pesquisa. Na defesa, Takaichi reiterou o compromisso de fortalecer as capacidades e políticas de segurança nacional, com planos para reforçar a inteligência, criar uma agência nacional de inteligência e endurecer a triagem de investimentos estrangeiros.