Adicionado evento de 28/01/2026 sobre a admissão de Stephen Miller de possíveis falhas de protocolo no caso Alex Pretti e o recálculo da estratégia de Trump em Minnesota.
Visão geral
A política imigratória dos Estados Unidos é um conjunto complexo de leis, regulamentos e práticas que governam a entrada, permanência e saída de estrangeiros do país. Ela abrange desde a segurança das fronteiras até a integração de imigrantes, passando por vistos, asilo e deportação. As abordagens variam significativamente entre diferentes administrações e são frequentemente objeto de debate político e social, gerando inclusive ondas de protestos e insatisfação pública com as agências de aplicação da lei, como o ICE. A morte de indivíduos durante operações do ICE e as diferentes narrativas sobre esses eventos, como a de Renee Good e Alex Pretti, intensificam o escrutínio público e as investigações federais e estaduais sobre as ações da agência. Incidentes como o baleamento de um homem venezuelano em Minneapolis pelo ICE reforçam as questões sobre a conduta da agência e a escalada de tensões, levando a protestos e até mesmo ameaças de intervenção federal, como a de Donald Trump de instaurar um 'ato de insurreição' caso os protestos persistam. Mais recentemente, um tiroteio envolvendo agentes federais durante um protesto contra o ICE em Minneapolis, em 24 de janeiro de 2026, intensificou ainda mais os apelos para o fim das operações de imigração no estado, com o governador de Minnesota, Tim Walz, criticando a presença de "milhares de policiais violentos e despreparados". A suspensão da concessão de vistos para cidadãos de diversos países, incluindo o Brasil, sinaliza uma revisão dos critérios migratórios e pode indicar uma mudança na política de imigração americana, com impactos notáveis no setor de turismo. O congelamento da emissão de vistos de imigrantes para 75 países, anunciado em 14 de janeiro de 2026 e com início em 21 de janeiro de 2026, é parte de um conjunto de medidas anti-imigração determinadas pela administração Trump em seu segundo mandato, que incluem aumento de custos para vistos específicos, maior burocracia e vigilância, e restrições diretas de entrada. Essa medida, que afeta especificamente vistos de imigração e não os de turismo ou negócios, visa revisar os critérios para barrar estrangeiros que possam se tornar um "encargo público" para os EUA. Segundo o Departamento de Estado, a medida busca garantir que imigrantes que entrem nos EUA tenham condições de se sustentar financeiramente e não representem custos para os contribuintes americanos. "O Departamento de Estado está realizando uma revisão completa de todas as políticas, regulamentos e diretrizes para garantir que imigrantes desses países de alto risco não utilizem programas de assistência social nos Estados Unidos nem se tornem um ônus para o Estado", diz um comunicado oficial. A suspensão não cancela vistos já emitidos, e solicitantes com entrevistas agendadas podem comparecer, embora nenhum visto de imigrante seja emitido durante o período de suspensão. Há uma exceção para pessoas com dupla nacionalidade que solicitem visto usando um passaporte válido de um país não afetado. A medida faz parte de uma nova estratégia militar e de política externa lançada em dezembro de 2025, focada em restringir a imigração legal. Críticos, como Shev Dalal-Dheini, diretora de relações governamentais da Associação de Advogados de Imigrantes dos EUA, afirmam que essa política visa desativar o sistema de imigração legal do país. Além disso, há estudos para barrar a entrada de pessoas com sobrepeso, mais velhas e com doenças crônicas, e estudantes já precisam desbloquear perfis em redes sociais para análise. A administração Trump também tem utilizado uma comunicação agressiva e direcionada, como a mensagem em português do Departamento de Estado em 15 de janeiro de 2026, alertando novos imigrantes sobre prisão e deportação, como parte de sua política anti-imigração. Em 2025, o governo Trump reportou a deportação de 605 mil pessoas, além de 1,9 milhão de "autodeportações" voluntárias, influenciadas por incentivos financeiros e ameaças veiculadas nas redes sociais. A controvérsia em torno das ações do ICE se aprofundou com a comparação de seus métodos à polícia da Alemanha nazista por parte de figuras públicas, como o influenciador Joe Rogan, um apoiador de Donald Trump, que questionou a militarização e a abordagem dos agentes. Dados oficiais indicam um aumento significativo no número de mortes sob custódia do ICE, com 30 óbitos em 2025 e pelo menos 4 em 2026, tornando 2025 o ano mais letal para a agência desde sua criação. O México solicitou explicações formais sobre a morte de um de seus cidadãos detido pelo ICE. O governo Trump tem ampliado a capacidade de atuação do ICE, multiplicando por dez o orçamento do Departamento de Segurança Interna e concedendo "autorização total" para os agentes agirem, além de estabelecer metas diárias de detenção de imigrantes irregulares. Em 23 de janeiro de 2026, dezenas de empresas em Minnesota fecharam as portas em um protesto coordenado por líderes religiosos e sindicatos contra o envio de milhares de agentes do ICE para Minneapolis pelo presidente Donald Trump, em uma demonstração de oposição que incluiu panfletos com mensagens como "FORA ICE!" e "SEM TRABALHO. SEM AULA. SEM COMPRAS.". O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e outros democratas compararam a presença de agentes federais a uma invasão. A mobilização foi intensificada pela morte de Renee Good e por incidentes como o uso de uma criança de 5 anos como "isca" por agentes do ICE para prender familiares. Cerca de 3 mil agentes federais de segurança pública permanecem em Minnesota, no que o Departamento de Segurança Interna descreveu como a maior operação de imigração da história do país. A visita do vice-presidente JD Vance a Minneapolis, para "acalmar os ânimos", foi interpretada como um sinal de que Trump estaria perdendo apoio público em sua política de deportações em massa. Além disso, a detenção de Matheus Silveira durante uma entrevista para green card em novembro de 2025, sob a alegação de permanência irregular após o vencimento do visto, levanta questões sobre a conduta do ICE em processos de imigração legal e a terminologia utilizada pelas autoridades, como a classificação de "estrangeiro ilegal criminoso" para indivíduos sem histórico criminal, mesmo quando em processo de regularização. O caso de Matheus Silveira, detido durante a etapa final de sua entrevista para green card em 24 de novembro de 2025, ilustra a aplicação rigorosa e por vezes controversa das leis de imigração, mesmo em estágios avançados de processos de imigração legal, e as consequências da permanência irregular após o vencimento do visto, que pode levar à detenção e à proibição de retorno aos EUA por uma década, mesmo com a aprovação da saída voluntária. Em 24 de janeiro de 2026, um homem morreu após ser baleado por agentes do ICE durante uma operação em Minneapolis, conforme confirmado pelo chefe de polícia Brian O’Hara ao jornal local "The Minnesota Star Tribune". Testemunhas relataram que o homem foi atingido várias vezes no peito, e manobras de reanimação cardiopulmonar foram realizadas no local. O governador de Minnesota, Tim Walz, denunciou o incidente como "mais um ataque a tiros atroz" por agentes federais, expressando sua indignação à Casa Branca e afirmando que "Minnesota não aguenta mais". O Departamento de Segurança Interna, por sua vez, alegou que o suspeito possuía uma arma e dois carregadores. Após o ocorrido, moradores foram às ruas protestar novamente contra a atuação do ICE. O vice-presidente JD Vance defendeu as ações do ICE, em um movimento constante de apoio da Casa Branca à agência e ao agente Jonathan Ross, responsável pela morte de Renee Good. A tensão em Minnesota é intensificada pela notícia da detenção de pelo menos quatro crianças, uma delas, Liam Conejo Ramos, de 5 anos, teria sido usada como "isca" por agentes do ICE para prender familiares em 20 de janeiro de 2026, com o caso vindo à tona em 22 de janeiro de 2026. Em 25 de janeiro de 2026, democratas, incluindo Alexandria Ocasio-Cortez e Chuck Schumer, exigiram a saída dos agentes federais de imigração de Minnesota e ameaçaram cortar o financiamento do Departamento de Segurança Interna após a morte de Alex Pretti, um enfermeiro de UTI baleado por um agente da Patrulha de Fronteira em Minneapolis no dia anterior. A família de Pretti negou as acusações federais de que ele estava armado e interveio em uma operação, afirmando que ele estava desarmado e tentava proteger uma mulher. Um juiz federal emitiu uma ordem para impedir o governo Trump de destruir provas relacionadas ao tiroteio, e o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, afirmou que o estado liderará a investigação. Os protestos continuaram em Minneapolis e outras cidades, com manifestantes exigindo a saída do ICE e criticando a violência policial. Em outro incidente, um brasileiro, Luis Peterson Rohr Ferreira Borges, se declarou culpado em 23 de janeiro de 2026 por agredir agentes do ICE em Connecticut em 25 de junho de 2025, durante o cumprimento de um mandado de prisão por permanência irregular, resistindo violentamente à prisão e agredindo os agentes. Este caso se insere no contexto da atuação do governo dos EUA contra a imigração irregular. Em 26 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump anunciou o envio de Tom Homan, seu "czar da fronteira", para Minnesota, com a missão de reforçar a repressão a imigrantes. Homan, ex-agente da patrulha de fronteira, é encarregado de realizar a maior campanha de deportação da história do país, com foco inicial em imigrantes ilegais com condenações criminais, mas alertando para a possibilidade de prisões "colaterais" de pessoas indocumentadas sem antecedentes criminais. No mesmo dia, Trump defendeu a atuação do ICE em Minneapolis como um "trabalho fenomenal", apesar da morte de Alex Pretti, e criticou Pretti por estar armado, descrevendo sua arma como "muito perigosa" e "imprevisível". Ele também sinalizou uma possível retirada de agentes de imigração da região, mas indicou que outro grupo permaneceria para investigar fraudes financeiras, citando um suposto amplo escândalo em programas de assistência social em Minnesota. Internamente, assessores de Trump, como Susie Wiles e Stephen Miller, debatem os impactos políticos da situação em Minneapolis e da política de deportações, com alguns avaliando que a situação se tornou um passivo político. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, pediu maior cooperação de autoridades estaduais e locais para retirar pessoas em situação irregular. A repressão do governo Trump em Minneapolis-St. Paul resultou em mais de 3.000 prisões desde o início de dezembro de 2025. Em resposta a essas táticas agressivas, moradores de Minneapolis se organizaram para abrigar e apoiar famílias imigrantes, fornecendo moradia, alimentos e assistência legal, como exemplificado pela família Wampash Tuntuam, que foi abrigada por voluntários após a mãe ser detida. Feliza Martinez, uma ex-eleitora de Trump, mudou sua percepção sobre as políticas de imigração após testemunhar as táticas agressivas dos agentes federais e trabalhar diretamente com as famílias afetadas, como a família Wampash Tuntuam, cuja mãe, Melida Rita Wampash Tuntuam, foi detida no início de janeiro de 2026. O Departamento de Segurança Interna defende que o ICE não separa famílias e que a mãe detida teve direito ao devido processo legal, com ordem de deportação final, embora a família relate que agentes armados e mascarados cercaram sua casa segura duas vezes. A organização cristã sem fins lucrativos Source MN expandiu seu programa de banco de alimentos para atender centenas de famílias imigrantes abrigadas. Em 27 de janeiro de 2026, o governo Trump abandonou sua tática inicial de negar e atacar após a morte de Alex Pretti, devido à repercussão de vídeos e à deterioração da opinião pública, mudando o foco para culpar os democratas e minimizando as ações do enfermeiro. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, se recusou a repetir declarações agressivas de assessores, indicando uma investigação completa. O presidente Trump classificou a morte como "trágica" e conversou com o governador de Minnesota, Tim Walz, em um aparente esforço para reduzir as tensões. Pesquisas de opinião mostraram que 61% dos entrevistados consideram o ICE "duro demais" e 58% desaprovam a política de imigração como um todo. O comandante da Patrulha da Fronteira, Gregory Bovino, foi removido do cargo após a morte de Pretti, e o "czar da fronteira" Tom Homan foi enviado para Minneapolis para comandar as operações, em uma tentativa de amenizar a estratégia da Casa Branca após a pressão de republicanos preocupados com o impacto eleitoral da truculência do ICE. O republicano Chris Madel desistiu de sua candidatura ao governo de Minnesota por não concordar com a operação federal, descrevendo-a como inconstitucional e prejudicial ao partido no estado. Senadores republicanos, como Ted Cruz, também pediram moderação e uma investigação sobre a morte de Pretti. Em 28 de janeiro de 2026, Donald Trump continuou a mudar o tom em relação às operações anti-imigração em Minnesota, passando de uma defesa total dos agentes para um discurso de "reduzir a tensão", após forte pressão política e a repercussão negativa da morte de Alex Pretti. O presidente conversou com o governador Tim Walz e o prefeito Jacob Frey, pedindo colaboração. A Casa Branca concordou em reduzir o número de agentes federais em Minneapolis e realocou Gregory Bovino, comandante da Patrulha de Fronteira, para a Califórnia. Tom Homan, o "czar da fronteira", assumiu o comando da operação em Minneapolis, prometendo uma abordagem mais tradicional e menos focada em grandes operações de busca em bairros. Até mesmo Stephen Miller, conselheiro de Trump, admitiu que agentes podem ter violado o "protocolo". Trump expressou condolências à família de Pretti e prometeu acompanhar a investigação, embora ainda questionasse o porte de arma do enfermeiro. A mudança de postura foi influenciada por alertas de lideranças republicanas e pela avaliação de que a violência das ações do ICE estava corroendo a credibilidade da agenda anti-imigração e gerando risco político eleitoral. Organizações pró-armas, tradicionalmente aliadas de Trump, também criticaram as falas de integrantes do governo que questionaram o porte de arma de Pretti, que tinha autorização legal para isso.
Contexto e histórico
Historicamente, a política imigratória dos EUA tem sido moldada por fatores econômicos, sociais e de segurança nacional. Desde as primeiras ondas de imigração europeia até as atuais discussões sobre a fronteira sul, o país tem buscado equilibrar a necessidade de mão de obra e diversidade cultural com preocupações sobre controle de fronteiras e segurança interna. Leis como o Immigration and Nationality Act (INA) de 1952 e suas emendas posteriores formam a base do sistema atual, que é frequentemente criticado por sua complexidade e inconsistências. A atuação de agências como o ICE tem sido alvo de crescentes críticas e mobilizações populares, especialmente após incidentes como o assassinato de Renee Good, o baleamento de um homem venezuelano em Minneapolis e a morte de Alex Pretti, que geraram protestos e levantaram questões sobre a conduta dos agentes e a transparência das investigações. As versões conflitantes sobre tais eventos, com o governo federal defendendo a legítima defesa e autoridades locais contestando, evidenciam a polarização e a complexidade do debate. O governador de Minnesota, Tim Walz, tem sido uma voz ativa contra as operações do ICE em seu estado, especialmente após o tiroteio de 24 de janeiro de 2026 que resultou na morte de Alex Pretti, pedindo o fim imediato das ações e criticando a presença de agentes federais. A recente decisão de pausar a concessão de vistos para dezenas de nacionalidades, a partir de 21 de janeiro de 2026, reflete uma contínua reavaliação e endurecimento dos critérios migratórios por parte do Departamento de Estado. Em 14 de janeiro de 2026, foi reportado que o governo dos EUA congelou a emissão de vistos de imigração para 75 países, incluindo o Brasil, Irã, Rússia, Afeganistão, Iraque e Tailândia. A medida, que entrou em vigor a partir de 21 de janeiro de 2026, visa uma pausa temporária para que o governo avalie os critérios de concessão de vistos de entrada, abrangendo especificamente vistos de imigrantes. Vistos de turismo, estudo ou negócios não são afetados, e vistos de imigrantes já emitidos não serão cancelados. Solicitantes com entrevistas agendadas podem comparecer, embora nenhum visto de imigrante seja emitido durante a suspensão, que permite exceções para pessoas com dupla nacionalidade usando passaporte de um país não afetado. As políticas anti-imigração dos EUA têm sido apontadas por especialistas do setor de turismo, como o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), como um fator que desvia turistas para outros destinos, como países europeus e o Japão. A escalada de protestos em Minneapolis, após o baleamento de um imigrante venezuelano e a morte de Renee Good e Alex Pretti, levou o ex-presidente Donald Trump a ameaçar com a instauração de um 'ato de insurreição' caso as manifestações persistam, intensificando o clima de tensão na região. Em seu segundo mandato, a administração Trump implementou diversas outras medidas, como o aumento da taxa para o visto de trabalho qualificado H-1B para US$ 100 mil a partir de setembro de 2025, a exigência de caução de até US$ 15 mil para vistos de turismo e negócios de 38 países (principalmente da África, Oceania e Ásia) a partir de abril de 2025, e a criação do programa "gold card" em dezembro de 2025, que concede residência permanente mediante investimento de US$ 1 milhão. Houve também um aumento da burocracia e vigilância, com a obrigatoriedade de perfis de redes sociais abertos para análise de candidatos a vistos de estudante desde junho de 2025, e uma proposta para estender essa exigência a turistas de países isentos de visto. Desde outubro de 2025, menores de 14 e maiores de 79 anos também passaram a ser obrigados a realizar entrevista presencial para a obtenção de visto. Além disso, mais de 100 mil vistos foram revogados desde janeiro de 2025, e a entrada de cidadãos de 19 países (a maioria africanos) foi proibida a partir do início de 2026. A nova estratégia militar e de política externa lançada em dezembro de 2025 pelo governo Trump reforça a diretriz de restringir ao máximo a presença de imigrantes, incluindo os legais, no território norte-americano, marcando uma transição do foco em deportações para a restrição da entrada de estrangeiros. A política anti-imigração do governo Trump também se manifesta em uma comunicação direta e agressiva, como a mensagem em português do Departamento de Estado em 15 de janeiro de 2026, que alertou sobre prisão e deportação para quem viesse aos EUA "para roubar os americanos". Em 2025, a administração Trump relatou a deportação de 605 mil pessoas e 1,9 milhão de "autodeportações" voluntárias, atribuídas a ameaças e incentivos financeiros. A ampliação da atuação do ICE, com um orçamento dez vezes maior para o Departamento de Segurança Interna e a concessão de "autorização total" para os agentes, tem sido criticada por especialistas, que apontam a falta de limites legais claros e a militarização das operações. A Human Rights Watch, por exemplo, denunciou a "militarização violenta das operações de controle migratório" e pediu que o governo redirecione recursos para operações pacíficas e respeitosas aos direitos humanos. O aumento no número de mortes sob custódia do ICE, com 30 óbitos em 2025 e pelo menos 4 em 2026, tem gerado preocupação e pedidos de explicações, como o do México. A mobilização popular em Minnesota, que culminou na paralisação de empresas em 23 de janeiro de 2026, demonstra a crescente resistência local às políticas de imigração do governo Trump e à presença massiva de agentes do ICE, que é vista por autoridades locais como uma invasão. Incidentes como o uso de uma criança de 5 anos como "isca" por agentes do ICE intensificaram a revolta pública. O caso de Matheus Silveira, detido pelo ICE em 24 de novembro de 2025 durante uma entrevista para green card, ilustra a aplicação rigorosa e por vezes controversa das leis de imigração, mesmo em estágios avançados de processos de imigração legal, e as consequências da permanência irregular após o vencimento do visto, que pode levar à detenção e à proibição de retorno aos EUA por uma década, mesmo com a aprovação da saída voluntária. A morte de um homem em 24 de janeiro de 2026, baleado por agentes do ICE em Minneapolis, adiciona mais um capítulo à tensão em Minnesota, levando o governador Tim Walz a denunciar o incidente como "atroz" e a questionar a atuação federal. A defesa das ações do ICE pelo vice-presidente JD Vance e a revelação de que crianças, incluindo Liam Conejo Ramos, foram usadas como "isca" em 20 de janeiro de 2026, intensificam o confronto entre o governo federal e o estado de Minnesota. Em 25 de janeiro de 2026, a morte de Alex Pretti por um agente da Patrulha de Fronteira intensificou a batalha judicial e política, com democratas exigindo a retirada dos agentes federais de Minnesota e ameaçando cortar o financiamento do DHS, enquanto o governador Walz afirmou que o estado liderará a investigação, criticando a obstrução federal. Em Connecticut, o caso de Luis Peterson Rohr Ferreira Borges, que agrediu agentes do ICE em 25 de junho de 2025 durante uma prisão por permanência irregular, e se declarou culpado em 23 de janeiro de 2026, também reflete a intensificação das ações contra a imigração irregular. Em 26 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump anunciou o envio de Tom Homan, seu "czar da fronteira", para Minnesota, para reforçar a repressão a imigrantes, com Homan declarando que as operações do ICE já começaram e que não se desculpará pela maior campanha de deportação da história do país, que incluirá prisões "colaterais" de indocumentados sem antecedentes criminais. No mesmo dia, o presidente Trump defendeu a atuação do ICE como "fenomenal" e criticou Alex Pretti por estar armado, enquanto assessores debatem os impactos políticos da situação em Minneapolis. A resposta da comunidade em Minneapolis, com moradores abrigando famílias imigrantes e fornecendo apoio, como no caso da família Wampash Tuntuam, destaca a resistência local às políticas agressivas do governo Trump e do ICE. Feliza Martinez, uma ex-eleitora de Trump, exemplifica a mudança de percepção de alguns cidadãos ao testemunhar as táticas agressivas dos agentes federais e o impacto nas famílias. O Departamento de Segurança Interna, por sua vez, defende as ações do ICE, afirmando que a agência não separa famílias e que os procedimentos legais são seguidos. Em 27 de janeiro de 2026, o governo Trump mudou sua estratégia de comunicação após a morte de Alex Pretti, passando de uma postura de negação e ataque para uma de culpar os democratas e minimizar as ações de Pretti, devido à ampla circulação de vídeos e à deterioração da opinião pública. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e o conselheiro Stephen Miller inicialmente retrataram Pretti como um "terrorista doméstico", mas a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, evitou repetir essas declarações, prometendo uma investigação completa. O presidente Trump classificou a morte como "trágica" e conversou com o governador de Minnesota, Tim Walz, em um esforço para reduzir as tensões. A nomeação de Tom Homan para liderar as operações em Minneapolis é vista como uma tentativa de mudar a apresentação da política de imigração, com um operador mais comedido. Pesquisas de opinião mostraram que a maioria dos americanos desaprova a forma como o ICE está atuando e a política de imigração como um todo. O comandante da Patrulha da Fronteira, Gregory Bovino, foi removido do cargo após o incidente, e Tom Homan foi enviado para Minneapolis para comandar as operações, em uma tentativa de amenizar a estratégia da Casa Branca após a pressão de republicanos preocupados com o impacto eleitoral da truculência do ICE. O republicano Chris Madel desistiu de sua candidatura ao governo de Minnesota por não concordar com a operação federal, descrevendo-a como inconstitucional e prejudicial ao partido no estado. Senadores republicanos, como Ted Cruz, também pediram moderação e uma investigação sobre a morte de Pretti. Em 28 de janeiro de 2026, a administração Trump continuou a recalcular sua estratégia em Minnesota, com o presidente buscando "reduzir a tensão" e pedir colaboração ao governador Tim Walz e ao prefeito Jacob Frey. A Casa Branca concordou em reduzir o número de agentes federais em Minneapolis e realocou Gregory Bovino, comandante da Patrulha de Fronteira, para a Califórnia. Tom Homan, o "czar da fronteira", assumiu o comando da operação em Minneapolis, prometendo uma abordagem mais tradicional. Essa mudança de postura foi influenciada por alertas de lideranças republicanas e pela avaliação de que a violência das ações do ICE estava corroendo a credibilidade da agenda anti-imigração e gerando risco político eleitoral. Organizações pró-armas, tradicionalmente aliadas de Trump, também criticaram as falas de integrantes do governo que questionaram o porte de arma de Pretti, que tinha autorização legal para isso. Até mesmo Stephen Miller, conselheiro de Trump, admitiu que agentes de imigração podem ter violado o "protocolo".
Linha do tempo
Setembro de 2025: O governo Trump anuncia uma nova taxa de US$ 100 mil para a concessão do visto H-1B (trabalhadores qualificados), com a cobrança passando a valer para pedidos feitos a partir de 21 de setembro de 2025.
Outubro de 2025: Menores de 14 anos e maiores de 79 anos passam a ser obrigados a realizar entrevista presencial para obtenção de visto, com algumas exceções.
24 de novembro de 2025: Matheus Silveira, cidadão brasileiro, é detido por agentes do ICE em San Diego, Califórnia, durante a etapa final de sua entrevista para obtenção do green card em um escritório do U.S. Citizenship and Immigration Services (USCIS). A detenção ocorre sob alegação de que ele permaneceu no país após o vencimento de seu visto de estudante F-1 e por ter um antecedente criminal por dirigir sob influência de álcool em 2022. Ele é levado para o Centro de Detenção de Otay Mesa.
Início de dezembro de 2025: O Departamento de Segurança Interna dos EUA relata mais de 3.000 prisões de imigrantes em Minneapolis-St. Paul desde o início do mês, como parte da repressão do governo Trump.
25 de junho de 2025: Luis Peterson Rohr Ferreira Borges, brasileiro de 25 anos, agride agentes federais do ICE em Hartford, Connecticut, durante o cumprimento de um mandado de prisão por permanência irregular no país. Ele resiste à prisão, chutando, debatendo-se, gritando obscenidades, mordendo um agente e cuspindo em outro.
Dezembro de 2025: O governo Trump lança o programa "gold card", que concede residência permanente a estrangeiros mediante um investimento de US$ 1 milhão para indivíduos ou US$ 2 milhões para empresas. Cerca de 10 mil pessoas já se inscreveram no período de pré-registro.
Dezembro de 2025: O governo Trump apresenta uma proposta para ampliar a política de verificação de redes sociais para turistas de países isentos de visto, exigindo o histórico dos últimos cinco anos.
Dezembro de 2025: O governo Trump lança uma nova estratégia militar e de política externa que prevê o "fim da era da migração em massa" e a necessidade de "proteger as fronteiras contra migração descontrolada, terrorismo, drogas, espionagem e tráfico humano", indicando uma mudança de foco para a restrição da imigração legal.
25 de dezembro de 2025: O ICE lança uma campanha com temática natalina, utilizando a figura do Papai Noel, para incentivar a autodeportação de imigrantes. A campanha oferece um bônus de US$ 3 mil para a saída voluntária até o final de 2025 e associa a estética natalina a ameaças de prisão e deportação.
Início de 2026: Restrições de entrada para cidadãos de 19 países (a maioria na África) entram em vigor, após terem sido anunciadas em junho e dezembro de 2025.
: Melida Rita Wampash Tuntuam, uma indígena equatoriana de 41 anos e mãe de oito filhos, é detida em Minneapolis por agentes de imigração por ter entrado ilegalmente no país. Seus filhos mais velhos buscam refúgio para os irmãos em uma casa segura no sul de Minneapolis, com a ajuda de voluntários.
Principais atores
Serviço de Imigração e Alfândega (ICE): Agência federal responsável pela aplicação das leis de imigração dentro dos EUA, incluindo detenções e deportações, e que tem sido alvo de protestos e críticas por suas ações. Suas operações e a conduta de seus agentes, como Jonathan Ross, são frequentemente objeto de controvérsia e investigação, como evidenciado pelos incidentes envolvendo Renee Good, o homem venezuelano em Minneapolis, Alex Pretti, além do uso de uma criança de 5 anos como "isca" e a detenção de Matheus Silveira durante uma entrevista para green card. A agência tem sido alvo de críticas severas, incluindo comparações com a Gestapo nazista por figuras públicas, e tem registrado um aumento significativo no número de mortes sob sua custódia, com 30 óbitos em 2025 e pelo menos 4 em 2026. O ICE recebeu "autorização total" para adotar medidas que considerar necessárias e tem metas de detenção de 3 mil imigrantes irregulares por dia. Milhares de agentes do ICE foram enviados para Minneapolis em uma operação que o DHS descreveu como a maior da história. O tiroteio de 24 de janeiro de 2026 em Minneapolis que resultou na morte de Alex Pretti intensificou o escrutínio sobre a atuação do ICE. A detenção de Matheus Silveira em um escritório do USCIS durante uma entrevista para green card destaca a atuação do ICE em processos de imigração legal, mesmo quando há um processo de regularização em andamento. A morte de um homem em 24 de janeiro de 2026 por agentes do ICE em Minneapolis e a detenção de crianças, incluindo Liam Conejo Ramos, em 20 de janeiro de 2026, são exemplos recentes do impacto direto das operações do ICE nessas comunidades. O caso de Luis Peterson Rohr Ferreira Borges, que agrediu agentes do ICE em Connecticut em 25 de junho de 2025, também demonstra a resistência e os desafios enfrentados pelos agentes em suas operações. Com o envio de Tom Homan para Minneapolis em 26 de janeiro de 2026, as operações do ICE na região devem ser intensificadas, com foco em deportações e a possibilidade de prisões "colaterais". O presidente Donald Trump defendeu a atuação do ICE em Minneapolis como um "trabalho fenomenal" em 26 de janeiro de 2026, apesar das controvérsias. A detenção de Melida Rita Wampash Tuntuam no início de janeiro de 2026 em Minneapolis e a subsequente aparição de agentes armados e mascarados na casa segura de sua família, apesar das alegações do DHS de que o ICE não separa famílias, reforçam as críticas às táticas da agência. Após a mudança de estratégia de Trump em 28 de janeiro de 2026, o número de agentes federais em Minneapolis deve ser reduzido, e Tom Homan promete uma abordagem mais tradicional, afastando-se de grandes operações de busca em bairros.
Departamento de Segurança Interna (DHS): Departamento do governo federal que supervisiona o ICE e outras agências relacionadas à segurança de fronteiras e imigração. A Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, defendeu a ação do agente do ICE no caso Good e a ação dos agentes da Patrulha de Fronteira no caso Pretti. O DHS confirmou que o agente que baleou o imigrante venezuelano agiu em legítima defesa, alegando ter sido atacado. O orçamento do DHS foi multiplicado por dez, permitindo maiores gastos em equipamentos e pessoal para o ICE. O DHS descreveu a operação em Minnesota, com cerca de 3 mil agentes federais, como a maior operação de imigração de sua história. A secretária-assistente do DHS, Tricia McLaughlin, confirmou a custódia de Matheus Silveira pelo ICE e a classificação de "estrangeiro ilegal criminoso" para ele, citando seus antecedentes criminais e permanência irregular. Em 24 de janeiro de 2026, o DHS alegou que Alex Pretti, morto por agentes do ICE em Minneapolis, possuía uma arma e dois carregadores e que ele teria "resistido violentamente" ao ser desarmado, versão que foi contradita por imagens de testemunhas analisadas pelo The Wall Street Journal. O financiamento do DHS foi ameaçado por democratas após a morte de Pretti. A porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin, defendeu as ações da agência no caso da família Wampash Tuntuam, afirmando que o ICE não separa famílias e que os procedimentos legais são seguidos.
Casos Notáveis
Detenção de Matheus Silveira (2025-2026): Matheus Silveira, um brasileiro de 30 anos casado com uma veterana do exército americano, foi detido pelo ICE em 24 de novembro de 2025, em San Diego, Califórnia, durante a etapa final de sua entrevista para green card. Ele estava em processo de regularização após o vencimento de seu visto de estudante F-1 durante a pandemia. A detenção ocorreu em um escritório do U.S. Citizenship and Immigration Services (USCIS), um local que deveria facilitar a imigração legal. Agentes do ICE invadiram a sala de entrevista e o prenderam, apresentando um mandado de prisão relacionado à sua permanência irregular e a um antecedente criminal por dirigir sob influência de álcool em 2022. Ele foi classificado como um "estrangeiro ilegal criminoso" pelo Departamento de Segurança Interna. A mãe de Matheus, Luciana de Paula, descreveu a situação como um "pesadelo", e sua esposa, Hannah Silveira, relatou as condições precárias no Centro de Detenção de Otay Mesa, onde ele divide um quarto com 16 pessoas e passou períodos dormindo no chão. Matheus obteve o direito à saída voluntária dos EUA, o que o impede de retornar ao país por 10 anos, forçando o casal a abandonar seus planos em Minnesota e Hannah a se mudar para o Brasil. O caso gerou críticas sobre a abordagem do ICE, a militarização das operações e a desumanização de imigrantes, mesmo aqueles em busca de residência legal e com laços familiares nos EUA.
Tiroteio em protesto contra o ICE em Minneapolis (2026): Em 24 de janeiro de 2026, um tiroteio envolvendo agentes federais foi reportado em Minneapolis durante um protesto contra a atuação do ICE. O incidente foi confirmado pelo governador de Minnesota, Tim Walz, que expressou indignação e pediu o fim imediato das operações de imigração do governo Trump no estado, criticando a presença de "milhares de policiais violentos e despreparados" enviados pelo governo Trump. Este evento intensificou a tensão na região, já marcada por protestos após a morte de Renee Good e o baleamento de um imigrante venezuelano por agentes do ICE. No mesmo dia, um homem morreu após ser baleado por agentes do ICE em uma operação em Minneapolis, conforme confirmado pelo chefe de polícia Brian O’Hara, e o incidente gerou novos protestos de moradores. Em 25 de janeiro de 2026, democratas exigiram a saída dos agentes federais de imigração de Minnesota e ameaçaram cortar o financiamento do DHS, aumentando a possibilidade de uma paralisação parcial do governo. Em 26 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump defendeu a atuação do ICE em Minneapolis como um "trabalho fenomenal", apesar da morte de Alex Pretti, e criticou Pretti por estar armado, descrevendo sua arma como "muito perigosa" e "imprevisível". Ele também sinalizou uma possível retirada de agentes de imigração da região, mas indicou que outro grupo permaneceria para investigar fraudes financeiras, citando um suposto amplo escândalo em programas de assistência social em Minnesota. Internamente, assessores de Trump, como Susie Wiles e Stephen Miller, debatem os impactos políticos da situação em Minneapolis e da política de deportações, com alguns avaliando que a situação se tornou um passivo político. Em 27 de janeiro de 2026, o governo Trump abandonou sua tática inicial de negar e atacar após a morte de Alex Pretti, mudando a estratégia para culpar os democratas e minimizando as ações do enfermeiro. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, se recusou a repetir declarações agressivas de assessores e prometeu uma investigação completa. O presidente Trump classificou a morte como "trágica" e conversou com o governador de Minnesota, Tim Walz, em um aparente esforço para reduzir as tensões. O comandante da Patrulha da Fronteira, Gregory Bovino, foi removido do cargo após a morte de Pretti, e o "czar da fronteira" Tom Homan foi enviado para Minneapolis para comandar as operações, em uma tentativa de amenizar a estratégia da Casa Branca após a pressão de republicanos preocupados com o impacto eleitoral da truculência do ICE. O republicano Chris Madel desistiu de sua candidatura ao governo de Minnesota por não concordar com a operação federal, descrevendo-a como inconstitucional e prejudicial ao partido no estado. Senadores republicanos, como Ted Cruz, também pediram moderação e uma investigação sobre a morte de Pretti. Em 28 de janeiro de 2026, Donald Trump mudou o tom sobre as operações anti-imigração em Minnesota, passando de uma defesa total dos agentes para um discurso de "reduzir a tensão", após forte pressão política e a repercussão negativa da morte de Alex Pretti. O presidente conversou com o governador Tim Walz e o prefeito Jacob Frey, pedindo colaboração. A Casa Branca concordou em reduzir o número de agentes federais em Minneapolis e realocou Gregory Bovino, comandante da Patrulha de Fronteira, para a Califórnia. Tom Homan, o "czar da fronteira", assumiu o comando da operação em Minneapolis, prometendo uma abordagem mais tradicional.
Termos importantes
Autodeportação: Processo pelo qual um imigrante sem status legal decide voluntariamente deixar os Estados Unidos, muitas vezes em resposta a incentivos ou ameaças de deportação formal. Em 2025, 1,9 milhão de imigrantes se "autodeportaram" voluntariamente, influenciados por ameaças e incentivos financeiros do governo Trump. No caso de Matheus Silveira, a saída voluntária foi aprovada, mas o impede de retornar aos EUA por dez anos. Melida Rita Wampash Tuntuam, detida em Minneapolis, também planejava se autodeportar.
Deportação: A expulsão formal de um estrangeiro de um país de um país por violar suas leis de imigração. Em 2025, o governo Trump reportou a deportação de 605 mil pessoas. Com o envio de Tom Homan para Minneapolis em 26 de janeiro de 2026, a administração Trump visa realizar a "maior campanha de deportação que este país já viu". Melida Rita Wampash Tuntuam, detida em Minneapolis, tinha uma ordem final de deportação.
ICE (Immigration and Customs Enforcement): Sigla para o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, a principal agência federal encarregada da aplicação das leis de imigração dentro do país, frequentemente alvo de controvérsias e protestos, como os incidentes de baleamento em Minneapolis, a morte de Alex Pretti, o uso de uma criança de 5 anos como "isca" e a detenção de Matheus Silveira durante uma entrevista para green card. A agência tem sido criticada por seus métodos, com comparações à Gestapo nazista, e tem registrado um aumento no número de mortes sob custódia (30 em 2025, 4 em 2026). Milhares de agentes do ICE foram enviados para Minneapolis em uma operação descrita como a maior da história. O tiroteio de 24 de janeiro de 2026 em Minneapolis que resultou na morte de Alex Pretti adicionou mais um evento controverso à atuação da agência. A detenção de Matheus Silveira em um escritório do USCIS durante uma entrevista para green card destaca a atuação do ICE em processos de imigração legal, mesmo quando há um processo de regularização em andamento. A morte de um homem em 24 de janeiro de 2026 em Minneapolis após ser baleado por agentes do ICE e a detenção de crianças, incluindo Liam Conejo Ramos, em 20 de janeiro de 2026, são exemplos recentes da atuação controversa da agência. O caso de Luis Peterson Rohr Ferreira Borges, que agrediu agentes do ICE em Connecticut em 25 de junho de 2025, também demonstra a resistência e os desafios enfrentados pelos agentes em suas operações. Com a chegada de Tom Homan a Minnesota em 26 de janeiro de 2026, as operações do ICE na região devem ser intensificadas, com foco em deportações e a possibilidade de prisões "colaterais". O presidente Donald Trump defendeu a atuação do ICE em Minneapolis como um "trabalho fenomenal" em 26 de janeiro de 2026, apesar das controvérsias. A detenção de Melida Rita Wampash Tuntuam e a subsequente aparição de agentes armados e mascarados na casa segura de sua família em Minneapolis reforçam as críticas às táticas agressivas do ICE. Pesquisas de opinião realizadas antes do tiroteio de Alex Pretti mostraram que 61% dos entrevistados consideram o ICE "duro demais ao abordar e deter pessoas". Após a mudança de estratégia de Trump em 28 de janeiro de 2026, o número de agentes federais em Minneapolis deve ser reduzido, e Tom Homan promete uma abordagem mais tradicional, afastando-se de grandes operações de busca em bairros.
Início de janeiro de 2026
07 de janeiro de 2026: Renee Nicole Good, de 37 anos, é baleada e morta por um agente do ICE em Minneapolis, dentro de seu carro. O governo do presidente Donald Trump afirma que o agente agiu em legítima defesa, enquanto autoridades locais, incluindo o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, contestam essa versão, afirmando que Good não representava perigo e estava tentando sair do local.
10 de janeiro de 2026: Uma onda de protestos contra o ICE se espalha pelos Estados Unidos, incluindo cidades em Minneapolis, Austin, Seattle, Nova York, Los Angeles, Texas, Kansas, Novo México, Ohio e Flórida. A mobilização é impulsionada pelo assassinato de Renee Good. Em Minneapolis, milhares de pessoas participam dos protestos, resultando em 30 prisões e um policial ferido após ser atingido por um pedaço de gelo. Manifestantes também tentam invadir um hotel onde agentes do ICE estariam hospedados e danificam janelas de outro hotel. Congressistas democratas de Minnesota (Ilhan Omar, Kelly Morrison e Angie Craig) são impedidas de inspecionar uma instalação do ICE na cidade, denunciando obstrução.
12 de janeiro de 2026: O Departamento de Estado dos EUA divulga que mais de 100 mil vistos foram revogados desde que Donald Trump assumiu seu segundo mandato em janeiro de 2025.
14 de janeiro de 2026: A Fox News reporta que o governo dos EUA congelou a concessão de vistos de imigração para 75 países, incluindo o Brasil, Irã, Rússia, Afeganistão, Iraque e Tailândia. A medida, determinada pelo Departamento de Estado dos EUA para avaliar os critérios de concessão de vistos (especificamente de imigrantes), entrará em vigor a partir de 21 de janeiro de 2026 e não tem data para terminar. Na ocasião, o Departamento de Estado ainda não havia se pronunciado oficialmente. A medida visa revisar os critérios para barrar estrangeiros que possam se tornar um "encargo público" para os EUA. Vistos de turismo e negócios não são afetados.
14 de janeiro de 2026: É reportado que os Estados Unidos registraram uma queda de 6% no número de visitantes estrangeiros em 2025, com os turistas estrangeiros gastando 7% menos. Essa queda é atribuída, em parte, às políticas anti-imigração do país, que levaram turistas a preferir destinos como Espanha, França e Japão. Latino-americanos, incluindo colombianos e mexicanos, viajaram menos para os EUA, e os mexicanos que visitaram o país fizeram viagens mais curtas. Apesar disso, os gastos de turistas domésticos compensaram a queda, mantendo os EUA como a maior economia de viagens e turismo do mundo.
14 de janeiro de 2026 (noite): Um imigrante venezuelano é baleado na perna por um agente federal de imigração durante uma operação de fiscalização no norte de Minneapolis. O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que o agente agiu em legítima defesa após ser atacado com uma pá e uma vassoura por três indivíduos. O imigrante fugiu de carro e a pé, e duas pessoas foram detidas. O incidente ocorreu na mesma cidade onde Renee Good foi morta por um agente do ICE na semana anterior. Pelo menos 100 pessoas se reuniram no local, confrontando a polícia e exigindo a prisão dos agentes federais. Agentes federais usaram balas de pimenta e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.
15 de janeiro de 2026: O ex-presidente Donald Trump anuncia que instaurará um 'ato de insurreição' caso os protestos em Minnesota, intensificados pelos incidentes com o ICE, persistam. A cidade de Minneapolis e a vizinha St. Paul estão em estado de alerta após o DHS anunciar uma grande ofensiva migratória na região.
15 de janeiro de 2026: O governo dos Estados Unidos publica um comunicado detalhando o congelamento da emissão de vistos de imigrantes para 75 países, incluindo o Brasil, a partir de 21 de janeiro de 2026. O Departamento de Estado esclarece que a suspensão visa garantir que imigrantes tenham condições de se sustentar financeiramente e não se tornem um ônus público. Vistos de turismo, estudo ou negócios não são afetados, nem vistos de imigrantes já emitidos são cancelados. Solicitantes com entrevistas agendadas podem comparecer, mas nenhum visto será emitido durante a suspensão. Pessoas com dupla nacionalidade podem solicitar visto usando passaporte de um país não afetado. Os países afetados são: Afeganistão, Albânia, Argélia, Antígua e Barbuda, Armênia, Azerbaijão, Bahamas, Bangladesh, Belarus, Butão, Bósnia e Herzegovina, Brasil, Myanmar, Camboja, Camarões, Cabo Verde, Colômbia, Costa do Marfim, Cuba, República Democrática do Congo, Dominica, Egito, Eritreia, Etiópia, Fiji, Gâmbia, Geórgia, Gana, Granada, Guiné, Haiti, Irã, Iraque, Jamaica, Jordânia, Cazaquistão, Kosovo, Kuwait, Quirguistão, Laos, Líbano, Libéria, Líbia, Moldávia, Mongólia, Montenegro, Marrocos, Nepal, Nicarágua, Nigéria, Macedônia do Norte, Paquistão, República do Congo, Rússia, Ruanda, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Tanzânia, Tailândia, Togo, Tunísia, Uganda, Uruguai, Uzbequistão, Iêmen.
15 de janeiro de 2026: O Departamento de Estado norte-americano publica uma mensagem em português (e outras línguas) em suas redes sociais, alertando novos imigrantes: "Se você vier aos Estados Unidos para roubar os americanos, o presidente Trump vai te jogar na cadeia e te mandar de volta para o lugar de onde você veio".
15 de janeiro de 2026: O México solicita oficialmente explicações sobre a morte de um de seus cidadãos que estava detido pelo ICE no estado da Geórgia.
16 de janeiro de 2026: O influenciador conservador Joe Rogan compara os métodos do ICE aos da polícia de Adolf Hitler na Alemanha nazista, questionando a militarização da agência e a abordagem de "mostre seus documentos".
16 de janeiro de 2026: O governo Trump emite ameaças diretas a imigrantes em português, através de uma publicação que adverte que quem for aos EUA para "roubar os americanos" será preso e deportado.
20 de janeiro de 2026: Pelo menos quatro crianças são detidas por agentes do ICE em Minneapolis, incluindo Liam Conejo Ramos, de 5 anos, que teria sido usado como "isca" para prender seus familiares.
21 de janeiro de 2026: O Departamento de Estado dos EUA suspende oficialmente a emissão de novos vistos de imigração para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, conforme anunciado em 14 de janeiro. A medida afeta pedidos de residência permanente de nações classificadas como de "alto risco de utilização de benefícios sociais". Vistos de turismo, trabalho temporário e outros vistos de não imigrante permanecem válidos. As etapas administrativas para solicitação de visto continuam, mas nenhum visto de imigrante será emitido enquanto a diretriz estiver em vigor. A Agência Brasil busca posicionamento do Ministério das Relações Exteriores do Brasil sobre a suspensão.
22 de janeiro de 2026: A notícia da detenção de crianças, incluindo o uso de Liam Conejo Ramos como "isca" pelo ICE em 20 de janeiro, vem à tona, intensificando a tensão em Minnesota.
23 de janeiro de 2026: Dezenas de empresas em todo o estado de Minnesota fecham as portas em um protesto coordenado por líderes religiosos e sindicatos contra o envio de milhares de agentes do ICE para Minneapolis pelo presidente Donald Trump. O ato, que incluiu uma marcha, foi a maior demonstração de oposição ao governo Trump até o momento, com panfletos como "FORA ICE!" e "SEM TRABALHO. SEM AULA. SEM COMPRAS." afixados nos estabelecimentos. Escolas em Minneapolis e St. Paul oferecem aulas online.
23 de janeiro de 2026: Luis Peterson Rohr Ferreira Borges se declara culpado por agredir agentes do ICE em Connecticut em 25 de junho de 2025.
24 de janeiro de 2026: Notícias revelam a detenção de Matheus Silveira em 24 de novembro de 2025 pelo ICE durante uma entrevista para green card, gerando críticas da família sobre a classificação de "criminoso" e a situação de sua custódia. É reportado que Matheus Silveira teve a saída voluntária aprovada pelas autoridades americanas, o que o impede de retornar aos Estados Unidos pelos próximos dez anos, forçando ele e sua esposa, Hannah Silveira, a abandonarem seus planos em Minnesota e Hannah a se mudar para o Brasil.
24 de janeiro de 2026: Alex Pretti, um enfermeiro de UTI de 37 anos, é baleado e morto por um agente da Patrulha de Fronteira dos EUA em Minneapolis, durante uma operação. O chefe de polícia Brian O’Hara confirma a morte ao jornal local "The Minnesota Star Tribune". Testemunhas relataram que o homem foi atingido várias vezes no peito e manobras de reanimação cardiopulmonar foram realizadas. O governador de Minnesota, Tim Walz, denuncia o incidente como "mais um ataque a tiros atroz" por agentes federais e pede o fim imediato das operações de imigração no estado, criticando a presença de "milhares de policiais violentos e despreparados". O Departamento de Segurança Interna alega que Pretti possuía uma arma e dois carregadores e interveio em uma discussão entre um agente e uma mulher. Após o incidente, moradores foram às ruas protestar novamente contra a atuação do ICE. Um juiz federal emite uma ordem impedindo o governo Trump de "destruir ou alterar provas" relacionadas ao tiroteio, após autoridades estaduais e municipais entrarem com uma ação judicial. O procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, afirma que o processo judicial visa preservar as provas e que a investigação deve ser "completa, imparcial e transparente". Uma audiência é marcada para 26 de janeiro no tribunal federal de St. Paul.
25 de janeiro de 2026: Democratas, incluindo a deputada Alexandria Ocasio-Cortez e o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, exigem a saída dos agentes federais de imigração de Minnesota e ameaçam cortar o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS), aumentando a possibilidade de uma paralisação parcial do governo em 30 de janeiro. Na mesma noite, Donald Trump começa a mudar o tom, enviando recados ao governador Tim Walz e ao prefeito Jacob Frey, pedindo colaboração.
26 de janeiro de 2026: O presidente Donald Trump anuncia o envio de Tom Homan, seu "czar da fronteira", para Minnesota, com a missão de reforçar a repressão a imigrantes. Homan, que já havia declarado que não se desculparia pela operação de deportação, afirmou que as operações do ICE já começaram, focando inicialmente em imigrantes ilegais com condenações criminais, mas alertando para a possibilidade de prisões "colaterais" de pessoas indocumentadas sem passagem pela polícia.
26 de janeiro de 2026: O presidente Donald Trump defende a atuação do ICE em Minneapolis como um "trabalho fenomenal" após a morte de Alex Pretti, mas evita comentar diretamente a conduta do agente. Ele critica Pretti por estar armado e descreve a arma como "muito perigosa" e "imprevisível". Trump sinaliza uma possível retirada de agentes de imigração da região, mas indica que outro grupo permaneceria para investigar fraudes financeiras, citando um suposto amplo escândalo em programas de assistência social em Minnesota. Imagens de testemunhas analisadas pelo The Wall Street Journal contradizem a versão do DHS de que Pretti "resistiu violentamente" antes de ser baleado.
26 de janeiro de 2026: Donald Trump conversa por telefone com o governador de Minnesota, Tim Walz, pedindo colaboração.
27 de janeiro de 2026: O governo Trump abandona sua tática inicial de negar e atacar após a morte de Alex Pretti, mudando a estratégia para culpar os democratas e minimizando as ações do enfermeiro. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, se recusa a repetir declarações agressivas de assessores e promete uma investigação completa. O presidente Trump classifica a morte como "trágica" e conversa com o governador de Minnesota, Tim Walz, em um aparente esforço para reduzir as tensões. O comandante da Patrulha da Fronteira, Gregory Bovino, é removido do cargo após a morte de Pretti, e o "czar da fronteira" Tom Homan é enviado para Minneapolis para comandar as operações, em uma tentativa de amenizar a estratégia da Casa Branca após a pressão de republicanos preocupados com o impacto eleitoral da truculência do ICE. O republicano Chris Madel desistiu de sua candidatura ao governo de Minnesota por não concordar com a operação federal, descrevendo-a como inconstitucional e prejudicial ao partido no estado. Senadores republicanos, como Ted Cruz, também pedem moderação e uma investigação sobre a morte de Pretti.
28 de janeiro de 2026: Donald Trump continua a mudar o tom sobre as operações anti-imigração em Minnesota, passando de uma defesa total dos agentes para um discurso de "reduzir a tensão", após forte pressão política e a repercussão negativa da morte de Alex Pretti. O presidente conversou com o governador Tim Walz e o prefeito Jacob Frey, pedindo colaboração. A Casa Branca concorda em reduzir o número de agentes federais em Minneapolis e realoca Gregory Bovino, comandante da Patrulha de Fronteira, para a Califórnia. Tom Homan, o "czar da fronteira", assume o comando da operação em Minneapolis, prometendo uma abordagem mais tradicional e menos focada em grandes operações de busca em bairros. Stephen Miller, conselheiro de Trump, admite que agentes de imigração podem ter violado o "protocolo". Trump expressa condolências à família de Pretti e promete acompanhar a investigação, embora ainda questione o porte de arma do enfermeiro.
2025: O governo Trump reporta a deportação de 605 mil pessoas e 1,9 milhão de "autodeportações" voluntárias, influenciadas por ameaças e incentivos financeiros veiculados em redes sociais. No mesmo ano, 30 pessoas morrem sob custódia do ICE, tornando-o o ano mais letal para a agência desde sua criação em 2003. Agentes de imigração disparam armas de fogo em pelo menos 16 episódios e apontam armas em outros 15 incidentes.
Início de 2026: Pelo menos quatro pessoas morrem sob custódia do ICE.
Congresso dos EUA: Responsável pela criação e alteração das leis de imigração. Membros do Congresso, como as representantes Ilhan Omar, Kelly Morrison e Angie Craig, e a deputada Alexandria Ocasio-Cortez, também exercem papel de fiscalização sobre as agências federais. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, ameaçou cortar o financiamento do DHS, o que poderia levar a uma paralisação do governo. Republicanos também expressaram desconforto com a situação em Minneapolis, e presidentes das comissões de segurança interna da Câmara e do Senado planejam realizar audiências públicas. O senador republicano Lindsey Graham alertou a Casa Branca sobre a necessidade de mudar a narrativa sobre a morte de Alex Pretti para evitar a perda de apoio popular.
Poder Executivo (Presidência): Define a implementação e prioridades da política imigratória através de ordens executivas e diretrizes. O governo do presidente Donald Trump defendeu a ação do agente do ICE no caso de Renee Good e a ação dos agentes da Patrulha de Fronteira no caso de Alex Pretti, e o próprio Donald Trump ameaçou com a instauração de um 'ato de insurreição' em resposta aos protestos em Minneapolis. A administração Trump, em seu segundo mandato, implementou diversas medidas anti-imigração, como o congelamento de vistos de imigração e uma nova estratégia militar e de política externa lançada em dezembro de 2025. Em 2025, o governo Trump reportou a deportação de 605 mil pessoas e 1,9 milhão de "autodeportações" voluntárias. O presidente tem defendido as ações do ICE e ampliado seus poderes e recursos, além de ter ordenado o envio de milhares de agentes do ICE para Minnesota, chamando os imigrantes somalis de "lixo". Após a morte de Alex Pretti, criticou duramente o governador Walz e o prefeito Frey, acusando-os de "incitar a insurreição". Em 26 de janeiro de 2026, enviou Tom Homan, seu "czar da fronteira", para Minnesota, para liderar a maior campanha de deportação da história do país. No mesmo dia, Trump defendeu a atuação do ICE como "fenomenal" e criticou Alex Pretti por estar armado, descrevendo sua arma como "muito perigosa" e "imprevisível". Ele também sinalizou uma possível retirada de agentes de imigração da região, mas indicou que outro grupo permaneceria para investigar fraudes financeiras, citando um suposto amplo escândalo em programas de assistência social em Minnesota. Internamente, assessores de Trump debatem os impactos políticos da situação em Minneapolis e da política de deportações. Feliza Martinez, uma ex-eleitora de Trump, expressou arrependimento por seu voto após testemunhar as táticas agressivas dos agentes federais e o impacto nas famílias imigrantes, afirmando que as ações do presidente "não são cristãs" e que ela "gostaria de nunca ter votado nele". Em 27 de janeiro de 2026, o governo Trump abandonou sua tática inicial de negar e atacar após a morte de Alex Pretti, mudando a estratégia para culpar os democratas e minimizando as ações do enfermeiro. O presidente classificou a morte como "trágica" e conversou com o governador de Minnesota, Tim Walz, em um aparente esforço para reduzir as tensões. A pressão de republicanos de alto escalão levou Trump a amenizar a estratégia da Casa Branca, retirando o comandante Gregory Bovino e enviando Tom Homan, considerado mais moderado, para comandar a operação em Minneapolis. Em 28 de janeiro de 2026, Trump mudou o tom em relação à operação anti-imigração em Minnesota, passando de uma defesa total dos agentes para um discurso de "reduzir a tensão", após forte pressão política e a repercussão negativa da morte de Alex Pretti. Ele conversou com o governador Tim Walz e o prefeito Jacob Frey, pedindo colaboração, e a Casa Branca concordou em reduzir o número de agentes federais em Minneapolis e realocou Gregory Bovino para a Califórnia. Trump expressou condolências à família de Pretti e prometeu acompanhar a investigação, embora ainda questionasse o porte de arma do enfermeiro. A mudança de postura foi influenciada por alertas de lideranças republicanas e pela avaliação de que a violência das ações do ICE estava corroendo a credibilidade da agenda anti-imigração e gerando risco político eleitoral.
Departamento de Estado dos EUA: Responsável pela política externa e pela emissão de vistos, recentemente decidiu pausar a concessão de vistos para diversas nacionalidades para revisar critérios migratórios. Em 14 de janeiro de 2026, foi reportado que o Departamento de Estado determinou o congelamento da emissão de vistos de imigrantes para 75 países, visando revisar os critérios para barrar estrangeiros que possam se tornar um "encargo público". Em 15 de janeiro de 2026, o Departamento de Estado emitiu um comunicado detalhando a medida, esclarecendo que ela afeta apenas vistos de imigrantes, não cancela vistos já emitidos, e permite que solicitantes com entrevistas agendadas compareçam, embora nenhum visto seja emitido durante o período. No mesmo dia, o Departamento de Estado também publicou uma ameaça direta em português (e outras línguas) nas redes sociais, visando novos imigrantes, afirmando que "Se você vier aos Estados Unidos para roubar os americanos, o presidente Trump vai te jogar na cadeia e te mandar de volta para o lugar de onde você veio". Em 21 de janeiro de 2026, a suspensão da emissão de novos vistos de imigração para os 75 países entrou oficialmente em vigor.
Imigrantes e comunidades de imigrantes: Afetados diretamente pelas políticas e frequentemente atuam como defensores de reformas, além de serem protagonistas em movimentos de protesto. Estão sujeitos a metas de detenção e a um aumento da violência nas operações do ICE. A comunidade somali em Minnesota foi alvo de alegações de fraude por parte de Donald Trump, que os chamou de "lixo". O caso de Matheus Silveira, detido durante um processo de green card, destaca a vulnerabilidade de imigrantes mesmo em busca de regularização, especialmente aqueles com histórico de permanência irregular ou antecedentes criminais, que podem ser detidos durante entrevistas de visto permanente e enfrentar condições precárias em centros de detenção. A morte de um homem em 24 de janeiro de 2026 em Minneapolis, a morte de Alex Pretti no mesmo dia, e a detenção de crianças, incluindo Liam Conejo Ramos, em 20 de janeiro de 2026, são exemplos recentes do impacto direto das operações do ICE nessas comunidades. O caso de Luis Peterson Rohr Ferreira Borges, que agrediu agentes do ICE em Connecticut em 25 de junho de 2025, também ilustra as tensões e a resistência de alguns imigrantes durante as operações de prisão. Com a chegada de Tom Homan a Minnesota em 26 de janeiro de 2026, a comunidade imigrante na região enfrenta uma intensificação das operações de deportação, incluindo a ameaça de prisões "colaterais" de indocumentados sem antecedentes criminais.
Renee Good: Vítima de um assassinato por um agente do ICE em Minneapolis, cuja morte desencadeou uma onda de protestos nacionais contra a agência e gerou investigações federais e estaduais. Sua morte foi um dos catalisadores para a paralisação em Minnesota em 23 de janeiro de 2026. A resposta inicial do governo Trump à sua morte foi de retratá-la como uma terrorista que usou seu veículo como arma, versão contestada por autoridades locais e testemunhas.
Grupos de protesto/ativistas: Organizações e indivíduos que se mobilizam contra as políticas e ações do ICE e do governo em relação à imigração. Em Minneapolis, manifestantes confrontaram policiais e agentes do ICE após o baleamento do imigrante venezuelano e, novamente, após a morte de um homem em 24 de janeiro de 2026. A ONG Human Rights Watch denunciou a "militarização violenta" das operações de controle migratório. Líderes religiosos e sindicatos organizaram a paralisação de empresas em Minnesota em 23 de janeiro de 2026, em protesto contra o envio de agentes do ICE. O tiroteio de 24 de janeiro de 2026 em Minneapolis que resultou na morte de Alex Pretti é um evento recente que intensificou as tensões. Após a morte de Alex Pretti, manifestantes continuaram a se reunir em Minneapolis e outras cidades para protestar. Moradores de Minneapolis, motivados por apelos de ajuda e indignados com as táticas agressivas dos agentes federais, organizaram-se para monitorar, interromper e protestar contra a repressão nas ruas e de outras maneiras menos visíveis, incluindo o abrigo de famílias imigrantes e a provisão de alimentos e assistência, como a organização cristã sem fins lucrativos Source MN.
Jacob Frey: Prefeito de Minneapolis, que contestou a versão do governo federal sobre a morte de Renee Good, afirmando que ela não representava perigo, e criticou a atuação dos agentes federais. Ele, juntamente com outros democratas, comparou o fluxo de agentes do ICE para a cidade a uma invasão. Foi criticado por Donald Trump após a morte de Alex Pretti. Em 28 de janeiro de 2026, conversou com Donald Trump, que pediu colaboração e concordou em reduzir o número de agentes federais em Minneapolis.
Jonathan Ross: Agente do ICE que atirou e matou Renee Good. O governo Trump alegou que ele agiu em legítima defesa.
Kristi Noem: Secretária de Segurança Interna, que defendeu a ação do agente Jonathan Ross, afirmando que Good tentou atropelá-lo, e defendeu a ação dos agentes da Patrulha de Fronteira no caso de Alex Pretti, questionando por que ele estava armado. Inicialmente, descreveu Pretti como alguém que queria "causar danos" e estava "empunhando" uma arma, mas sua declaração foi criticada pelo senador John Curtis por ser "prematura". Ela rotulou Alex Pretti como "terrorista doméstico" após sua morte, uma narrativa que foi desmentida por imagens e gerou desconforto entre republicanos.
Ilhan Omar: Congressista democrata por Minnesota, que tentou inspecionar uma instalação do ICE e denunciou obstrução.
Kelly Morrison: Congressista democrata por Minnesota, que tentou inspecionar uma instalação do ICE e denunciou obstrução.
Angie Craig: Congressista democrata por Minnesota, que tentou inspecionar uma instalação do ICE e denunciou obstrução.
Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC): Organização global que representa o setor privado de viagens e turismo, fornecendo análises e dados sobre o impacto econômico do turismo, incluindo a influência das políticas de imigração.
Donald Trump: Ex-presidente dos EUA que ameaçou instaurar um 'ato de insurreição' em resposta a protestos persistentes e cuja administração implementou diversas medidas anti-imigração em seu segundo mandato, incluindo o congelamento de vistos de imigração e uma nova estratégia militar e de política externa para restringir a imigração legal. Sua administração também utilizou uma comunicação agressiva e direcionada, como a mensagem em português do Departamento de Estado em 15 de janeiro de 2026, alertando novos imigrantes sobre prisão e deportação. Ele tem defendido o ICE e ampliado seus poderes e recursos, além de ter ordenado o envio de milhares de agentes do ICE para Minnesota, chamando os imigrantes somalis de "lixo". Após a morte de Alex Pretti, criticou duramente o governador Walz e o prefeito Frey, acusando-os de "incitar a insurreição". Em 26 de janeiro de 2026, enviou Tom Homan, seu "czar da fronteira", para Minnesota, para liderar a maior campanha de deportação da história do país. No mesmo dia, Trump defendeu a atuação do ICE como "fenomenal" e criticou Alex Pretti por estar armado, descrevendo sua arma como "muito perigosa" e "imprevisível". Ele também sinalizou uma possível retirada de agentes de imigração da região, mas indicou que outro grupo permaneceria para investigar fraudes financeiras, citando um suposto amplo escândalo em programas de assistência social em Minnesota. Internamente, assessores de Trump debatem os impactos políticos da situação em Minneapolis e da política de deportações. Feliza Martinez, uma ex-eleitora de Trump, expressou arrependimento por seu voto após testemunhar as táticas agressivas dos agentes federais e o impacto nas famílias imigrantes, afirmando que as ações do presidente "não são cristãs" e que ela "gostaria de nunca ter votado nele". Em 27 de janeiro de 2026, o governo Trump abandonou sua tática inicial de negar e atacar após a morte de Alex Pretti, mudando a estratégia para culpar os democratas e minimizando as ações do enfermeiro. O presidente classificou a morte como "trágica" e conversou com o governador de Minnesota, Tim Walz, em um aparente esforço para reduzir as tensões. A pressão de republicanos de alto escalão, preocupados com a indignação popular e o impacto eleitoral da truculência do ICE, levou Trump a amenizar a estratégia da Casa Branca, substituindo o comandante Gregory Bovino por Tom Homan em Minneapolis. Em 28 de janeiro de 2026, Trump mudou o tom em relação à operação anti-imigração em Minnesota, passando de uma defesa total dos agentes para um discurso de "reduzir a tensão", após forte pressão política e a repercussão negativa da morte de Alex Pretti. Ele conversou com o governador Tim Walz e o prefeito Jacob Frey, pedindo colaboração, e a Casa Branca concordou em reduzir o número de agentes federais em Minneapolis e realocou Gregory Bovino para a Califórnia. Trump expressou condolências à família de Pretti e prometeu acompanhar a investigação, embora ainda questionasse o porte de arma do enfermeiro. A mudança de postura foi influenciada por alertas de lideranças republicanas e pela avaliação de que a violência das ações do ICE estava corroendo a credibilidade da agenda anti-imigração e gerando risco político eleitoral.
Howard Lutnick: Secretário de Comércio, que informou sobre o número de inscritos no programa "gold card".
Shev Dalal-Dheini: Diretora de relações governamentais da Associação de Advogados de Imigrantes dos EUA, crítica das políticas de imigração de Trump, afirmando que visam desativar o sistema de imigração legal do país.
Joe Rogan: Influenciador e podcaster conservador, apoiador de Donald Trump, que comparou os métodos do ICE à polícia da Alemanha nazista (Gestapo) em 16 de janeiro de 2026, expressando preocupação com a militarização e as abordagens da agência.
Charlotte Recoquillon: Pesquisadora do Instituto Francês de Geopolítica, especialista em violência policial, que explicou o aumento do orçamento e a ampliação da atuação do ICE.
Olivier Piton: Advogado especializado em direito público em Washington, que criticou a falta de limites legais claros para a atuação do ICE.
Tanya Greene: Diretora do programa da Human Rights Watch para os Estados Unidos, que denunciou a "militarização violenta" das operações de controle migratório e pediu por operações mais pacíficas e respeitosas aos direitos humanos.
Ministério das Relações Exteriores (MRE): Órgão do governo brasileiro que foi procurado pela Agência Brasil e pelo Estadão para posicionamento sobre a suspensão da emissão de vistos para solicitantes brasileiros e sobre a detenção de Matheus Silveira.
Miguel Hernandez: Líder comunitário e dono de padaria em Minnesota, que paralisou suas atividades em 23 de janeiro de 2026, expressando solidariedade à comunidade e uma mensagem aos políticos.
JD Vance: Vice-presidente dos EUA, que visitou Minneapolis em 22 de janeiro de 2026 (quinta-feira anterior ao protesto de 23/01) para "acalmar os ânimos", em uma visita vista como um sinal de que Trump estaria perdendo apoio público. Ele também defendeu as ações do ICE após a morte de um homem em 24 de janeiro de 2026 em Minneapolis e repetiu a mensagem de Trump de atribuir a morte de Pretti ao "caos provocado pelos democratas".
Matheus Silveira: Cidadão brasileiro de 30 anos, detido pelo ICE em 24 de novembro de 2025 durante uma entrevista para green card. Sua prisão, apesar de estar em processo de regularização, gerou críticas sobre a atuação do ICE e a classificação de "criminoso" e a situação de sua custódia.
Luciana de Paula: Mãe de Matheus Silveira, que expressou publicamente sua angústia com a detenção do filho, descrevendo a situação como um "pesadelo".
Hannah Silveira: Esposa de Matheus Silveira, veterana do Exército e advogada, que estava presente no momento da detenção do marido e relatou os detalhes do ocorrido, criticando a conduta das autoridades de imigração e as condições de detenção. Ela se sentiu traída pelas autoridades americanas e planeja se mudar para o Brasil após a saída voluntária de Matheus.
Tim Walz: Governador de Minnesota, que confirmou o tiroteio de 24 de janeiro de 2026 em Minneapolis e pediu o fim imediato das operações de imigração do governo Trump no estado, criticando a presença de "milhares de policiais violentos e despreparados". Ele e outras autoridades de Minnesota foram intimados pela justiça americana por possível obstrução da aplicação da lei federal durante os protestos. Ele também denunciou a morte de um homem em 24 de janeiro de 2026 como "mais um ataque a tiros atroz" por agentes federais. Após a morte de Alex Pretti, afirmou que o estado liderará a investigação sobre o tiroteio, criticando a obstrução federal, e foi duramente criticado por Donald Trump. Em 27 de janeiro de 2026, conversou com o presidente Trump em uma ligação que foi descrita como "muito boa", em um aparente esforço de redução de tensões. Em 28 de janeiro de 2026, conversou novamente com Donald Trump, que pediu colaboração e concordou em reduzir o número de agentes federais em Minneapolis.
Brian O’Hara: Chefe de polícia de Minneapolis que confirmou a morte de um homem baleado por agentes do ICE em 24 de janeiro de 2026 ao jornal "The Minnesota Star Tribune". Afirmou que Alex Pretti tinha porte de arma. Observou que a situação não é "sustentável", pois seus agentes prenderam centenas de infratores violentos no ano passado sem recorrer a disparos.
Liam Conejo Ramos: Criança de 5 anos que teria sido usada como "isca" por agentes do ICE em 20 de janeiro de 2026 para prender seus familiares, um incidente que veio à tona em 22 de janeiro de 2026.
Alex Pretti: Enfermeiro de UTI de 37 anos, morto a tiros por um agente da Patrulha de Fronteira dos EUA em Minneapolis em 24 de janeiro de 2026. Sua morte desencadeou novos protestos e uma batalha judicial pela investigação. Autoridades federais alegaram que ele estava armado e interveio em uma operação, mas vídeos de testemunhas não mostram ele portando uma arma. A família de Pretti negou as acusações, afirmando que ele estava desarmado e tentava proteger uma mulher. A morte desencadeou novos protestos e uma batalha judicial, com um juiz federal emitindo uma ordem para preservar provas e o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, afirmando que o estado liderará a investigação. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, defendeu a ação dos agentes, enquanto democratas, como Alexandria Ocasio-Cortez e Chuck Schumer, exigiram a saída dos agentes federais de imigração de Minnesota e ameaçaram cortar o financiamento do DHS. Em 26 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump criticou Pretti por estar armado, descrevendo sua arma como "muito perigosa" e "imprevisível", e evitou comentar diretamente a conduta do agente que atirou. Imagens de testemunhas analisadas pelo The Wall Street Journal contradizem a versão do DHS de que Pretti "resistiu violentamente" antes de ser baleado. Em 27 de janeiro de 2026, o governo Trump abandonou sua tática inicial de negar e atacar, mudando a estratégia para culpar os democratas e minimizando as ações do enfermeiro. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, se recusou a repetir declarações agressivas de assessores e prometeu uma investigação completa. O presidente Trump classificou a morte como "trágica" e conversou com o governador de Minnesota, Tim Walz, em um aparente esforço para reduzir as tensões. Seus pais emitiram um comunicado em 25 de janeiro de 2026, pedindo a verdade e classificando as mentiras contadas sobre seu filho como "repreensíveis e nojentas". Após sua morte, integrantes radicais do governo Trump, como a secretária Kristi Noem e o conselheiro Stephen Miller, tentaram descreditar Pretti, rotulando-o como "terrorista doméstico" ou "aspirante a assassino", mas essas narrativas foram desmentidas por imagens e geraram desconforto entre republicanos. Em 28 de janeiro de 2026, Donald Trump expressou condolências à família de Pretti e prometeu acompanhar a investigação, embora ainda questionasse o porte de arma do enfermeiro, que tinha autorização legal para isso. A repercussão negativa de sua morte e a exibição de vídeos da truculência dos agentes federais corroeram a credibilidade da agenda anti-imigração de Trump e levaram o presidente a recalcular sua estratégia.
Keith Ellison: Procurador-geral de Minnesota, que entrou com uma ação judicial para preservar as provas relacionadas ao tiroteio de Alex Pretti e afirmou que a investigação deve ser "completa, imparcial e transparente". Questionado sobre o envolvimento de Tom Homan, disse que ele pode abrir um novo caminho de diálogo com o governo.
Gregory Bovino: Comandante da Patrulha da Fronteira que lidera a repressão de Trump, defendeu a ação dos agentes no caso Pretti, afirmando que ele não seguiu as ordens dos policiais e "sofreu as consequências por ter se intrometido na cena do crime". Foi removido do cargo após a morte de Pretti em 27 de janeiro de 2026, em uma tentativa de amenizar a estratégia da Casa Branca após a pressão de republicanos. A mídia americana o descreve como o "rosto da truculência contra imigrantes em Minneapolis". Em 28 de janeiro de 2026, foi realocado para a Califórnia, como parte da mudança de estratégia de Trump.
Alexandria Ocasio-Cortez: Deputada democrata por Nova York, que exigiu a saída das autoridades federais de imigração de Minnesota e instou os democratas a se recusarem a votar a favor do financiamento do ICE.
Chuck Schumer: Líder democrata no Senado, que afirmou que os democratas não votarão a favor de um pacote de gastos que inclua verbas para o Departamento de Segurança Interna (DHS), aumentando a possibilidade de uma paralisação parcial do governo.
Luis Peterson Rohr Ferreira Borges: Brasileiro de 25 anos que se declarou culpado em 23 de janeiro de 2026 por agredir agentes do ICE em Connecticut em 25 de junho de 2025, durante o cumprimento de um mandado de prisão por permanência irregular. Ele permanece sob custódia e aguarda sentença, podendo ser condenado a até um ano de detenção, além de responder a outro processo por agressão a agentes de segurança pública.
Tom Homan: Ex-agente da patrulha de fronteira dos EUA, conhecido como "czar da fronteira" de Donald Trump. Foi encarregado de cumprir a promessa de realizar a maior campanha de deportação da história do país. Afirmou que as operações do ICE já começaram, focando inicialmente em imigrantes ilegais com condenações criminais, mas alertando para a possibilidade de prisões "colaterais" de pessoas indocumentadas sem passagem pela polícia. Foi enviado para Minnesota em 26 de janeiro de 2026 para reforçar a repressão a imigrantes. É visto como um operador mais comedido e politicamente sensível. Sua nomeação para liderar as operações em Minneapolis, substituindo Gregory Bovino, é vista como uma tentativa de amenizar a estratégia da Casa Branca após a pressão de republicanos. Em 28 de janeiro de 2026, Homan assumiu o comando da operação em Minneapolis e se reuniu com o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz, prometendo uma abordagem mais tradicional e menos focada em grandes operações de busca em bairros.
Susie Wiles: Chefe de gabinete de Donald Trump, que tem conversado repetidas vezes com autoridades do estado sobre a situação em Minneapolis e os impactos políticos da política de deportações.
Stephen Miller: Assessor de Donald Trump, que continua pressionando por uma linha dura na aplicação das políticas migratórias. Inicialmente, chamou Alex Pretti de "aspirante a assassino", uma narrativa que foi desmentida por imagens e gerou desconforto entre republicanos. Em 28 de janeiro de 2026, admitiu que agentes de imigração podem ter violado o "protocolo".
Karoline Leavitt: Porta-voz da Casa Branca, que pediu maior cooperação de autoridades estaduais e locais para retirar pessoas em situação irregular, em declaração citada pelo The Wall Street Journal em 26 de janeiro de 2026. Em 27 de janeiro de 2026, recusou-se a repetir as declarações agressivas de Miller e afirmou que uma investigação completa seria conduzida, indicando uma mudança de tom do governo.
Feliza Martinez: Amiga da igreja da família Wampash Tuntuam e voluntária da Source MN, que mobilizou um grupo de voluntários para abrigar a família e fornecer apoio. Ex-eleitora de Donald Trump, mudou sua percepção sobre as políticas de imigração após testemunhar as táticas agressivas dos agentes federais e o impacto nas famílias imigrantes, afirmando que as ações do presidente "não são cristãs".
Melida Rita Wampash Tuntuam: Indígena equatoriana de 41 anos, mãe de oito filhos, detida em Minneapolis por agentes de imigração no início de janeiro de 2026 por ter entrado ilegalmente no país. Sua detenção levou os filhos mais velhos a buscar refúgio para os irmãos, incluindo um bebê de cinco meses, em uma casa segura no sul de Minneapolis, com a ajuda de voluntários. A família relatou que agentes do ICE, armados e mascarados, cercaram a casa segura duas vezes, apesar de terem dito que enviariam uma assistente social. O caso destaca a vulnerabilidade das famílias imigrantes e a resposta solidária da comunidade local, que se organizou para fornecer moradia, alimentos e apoio. O DHS defendeu a ação, afirmando que Wampash Tuntuam teve direito ao devido processo legal e uma ordem final de deportação.
Source MN: Organização cristã sem fins lucrativos em Minneapolis que expandiu seu programa de banco de alimentos para atender centenas de famílias imigrantes abrigadas, em resposta à repressão do governo Trump.
Todd Blanche: Vice-procurador-geral dos EUA, que descreveu a situação em Minneapolis como um "barril de pólvora" em 26 de janeiro de 2026, atribuindo a responsabilidade aos democratas.
Doug Collins: Secretário de Assuntos de Veteranos, que apresentou condolências à família Pretti em 26 de janeiro de 2026.
Phil Scott: Governador de Vermont, que classificou os esforços federais em Minnesota como um "fracasso completo de coordenação de práticas aceitáveis de segurança pública e aplicação da lei, treinamento e liderança", ou, na pior das hipóteses, "intimidação federal deliberada e incitação de cidadãos americanos".
John Curtis: Senador por Utah, que criticou a resposta "prematura" da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, ao tiroteio de Alex Pretti.
Brian Schatz: Senador pelo Havaí, que afirmou que votará contra qualquer financiamento para o DHS até que controles adicionais sejam implementados para responsabilizar o ICE.
Chris Madel: Republicano que desistiu de sua candidatura ao governo de Minnesota em 27 de janeiro de 2026, por não concordar com a operação federal contra a população imigrante. Ele prestou assistência jurídica ao agente do ICE que matou Renee Good e descreveu a ação do ICE de invadir residências com mandado civil como inconstitucional. Sua desistência é vista como uma "primeira baixa" para o partido em Minnesota, evidenciando o risco político da política anti-imigração.
Ted Cruz: Senador republicano do Texas que, em 27 de janeiro de 2026, pediu moderação ao governo Trump e uma investigação sobre a morte de Alex Pretti, expressando preocupação com a credibilidade e a retórica inflamada em seu podcast.
Lindsey Graham: Senador republicano que, segundo o Wall Street Journal, alertou a Casa Branca em 27 de janeiro de 2026 sobre a necessidade de encontrar uma alternativa para a narrativa sobre a morte de Alex Pretti, devido à repercussão negativa dos vídeos da truculência dos agentes federais.
Uso de crianças como "isca" pelo ICE (2026): Em 20 de janeiro de 2026, agentes do ICE detiveram pelo menos quatro crianças em Minneapolis, e uma delas, Liam Conejo Ramos, de 5 anos, teria sido usada como "isca" para tentar prender seus familiares. O caso veio à tona em 22 de janeiro de 2026 e intensificou a controvérsia em torno das táticas da agência e a tensão entre o governo federal e o estado de Minnesota.
Morte de Alex Pretti (2026): Em 24 de janeiro de 2026, Alex Pretti, um enfermeiro de UTI de 37 anos, foi morto a tiros por um agente da Patrulha de Fronteira dos EUA em Minneapolis. Sua morte desencadeou novos protestos e uma batalha judicial pela investigação. Autoridades federais alegaram que ele estava armado e interveio em uma operação, mas vídeos de testemunhas não mostram ele portando uma arma. A família de Pretti negou as acusações, afirmando que ele estava desarmado e tentava proteger uma mulher. A morte desencadeou novos protestos e uma batalha judicial, com um juiz federal emitindo uma ordem para preservar provas e o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, afirmando que o estado liderará a investigação. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, defendeu a ação dos agentes, enquanto democratas, como Alexandria Ocasio-Cortez e Chuck Schumer, exigiram a saída dos agentes federais de imigração de Minnesota e ameaçaram cortar o financiamento do DHS. Em 26 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump criticou Pretti por estar armado, descrevendo sua arma como "muito perigosa" e "imprevisível", e evitou comentar diretamente a conduta do agente que atirou. Imagens de testemunhas analisadas pelo The Wall Street Journal contradizem a versão do DHS de que Pretti "resistiu violentamente" antes de ser baleado. Em 27 de janeiro de 2026, o governo Trump abandonou sua tática inicial de negar e atacar, mudando a estratégia para culpar os democratas e minimizando as ações do enfermeiro. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, se recusou a repetir declarações agressivas de assessores e prometeu uma investigação completa. O presidente Trump classificou a morte como "trágica" e conversou com o governador de Minnesota, Tim Walz, em um aparente esforço para reduzir as tensões. Seus pais emitiram um comunicado em 25 de janeiro de 2026, pedindo a verdade e classificando as mentiras contadas sobre seu filho como "repreensíveis e nojentas". Após sua morte, integrantes radicais do governo Trump, como a secretária Kristi Noem e o conselheiro Stephen Miller, tentaram descreditar Pretti, rotulando-o como "terrorista doméstico" ou "aspirante a assassino", mas essas narrativas foram desmentidas por imagens e geraram desconforto entre republicanos, que pressionaram Trump a amenizar a estratégia. Senadores republicanos, como Ted Cruz, pediram moderação e uma investigação sobre o caso. Em 28 de janeiro de 2026, Donald Trump expressou condolências à família de Pretti e prometeu acompanhar a investigação, embora ainda questionasse o porte de arma do enfermeiro, que tinha autorização legal para isso. A repercussão negativa de sua morte e a exibição de vídeos da truculência dos agentes federais corroeram a credibilidade da agenda anti-imigração de Trump e levaram o presidente a recalcular sua estratégia. Stephen Miller, conselheiro de Trump, admitiu que a morte de Pretti pode ter resultado de falhas de protocolo por parte dos agentes federais, indicando que a equipe da Customs and Border Protection (CBP) pode não ter seguido o protocolo ao lidar com a situação.
Agressão a agentes do ICE por Luis Peterson Rohr Ferreira Borges (2025-2026): Em 25 de junho de 2025, o brasileiro Luis Peterson Rohr Ferreira Borges, de 25 anos, agrediu agentes federais do ICE em Hartford, Connecticut, durante o cumprimento de um mandado de prisão por permanência irregular no país. Borges resistiu violentamente à prisão, chutando, debatendo-se e gritando obscenidades contra os agentes. Durante o transporte, ele mordeu um agente e cuspiu em outro. Em 23 de janeiro de 2026, Borges se declarou culpado das acusações federais e permanece sob custódia, aguardando sentença marcada para 16 de abril, podendo ser condenado a até um ano de detenção. Ele também responde a outro processo no Tribunal Superior de Connecticut por agressão contra agentes de segurança pública e obstrução da Justiça. O caso destaca a resistência enfrentada pelos agentes do ICE e a gravidade das consequências legais para imigrantes que reagem a abordagens policiais.
Envio de Tom Homan para Minneapolis e substituição de Gregory Bovino (2026): Em 26 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump anunciou o envio de Tom Homan, seu "czar da fronteira", para Minnesota, com a missão de reforçar a repressão a imigrantes. Homan, ex-agente da patrulha de fronteira, é encarregado de liderar a maior campanha de deportação da história do país, com foco inicial em imigrantes ilegais com condenações criminais, mas alertando para a possibilidade de prisões "colaterais" de pessoas indocumentadas sem passagem pela polícia. Sua chegada intensifica a repressão a imigrantes na região, já marcada por tensões e protestos contra as operações do ICE. Em 27 de janeiro de 2026, Homan assumiu o comando das operações em Minneapolis, substituindo o comandante Gregory Bovino, que foi removido do cargo após a morte de Alex Pretti. Essa mudança foi uma resposta à pressão de republicanos de alto escalão, preocupados com a indignação popular e o impacto eleitoral da truculência do ICE, buscando uma abordagem mais moderada e estratégica. Em 28 de janeiro de 2026, Homan se reuniu com o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz, prometendo uma abordagem mais tradicional e menos focada em grandes operações de busca em bairros.
Detenção de Melida Rita Wampash Tuntuam e abrigo de sua família (2026): No início de janeiro de 2026, Melida Rita Wampash Tuntuam, uma indígena equatoriana de 41 anos e mãe de oito filhos, foi detida em Minneapolis por agentes de imigração por ter entrado ilegalmente no país. Sua detenção levou os filhos mais velhos a buscar refúgio para os irmãos, incluindo um bebê de cinco meses, em uma casa segura no sul de Minneapolis, com a ajuda de voluntários como Feliza Martinez. A família relatou que agentes do ICE, armados e mascarados, cercaram a casa segura duas vezes, apesar de terem dito que enviariam uma assistente social. O caso destaca a vulnerabilidade das famílias imigrantes e a resposta solidária da comunidade local, que se organizou para fornecer moradia, alimentos e apoio. O DHS defendeu a ação, afirmando que Wampash Tuntuam teve direito ao devido processo legal e uma ordem final de deportação.
Desistência de Chris Madel da candidatura ao governo de Minnesota (2026): Em 27 de janeiro de 2026, o republicano Chris Madel desistiu de sua candidatura ao governo de Minnesota, declarando não concordar com a operação federal contra a população imigrante. Madel, que já havia prestado assistência jurídica ao agente do ICE que matou Renee Good, descreveu a ação do ICE de invadir residências com mandado civil como inconstitucional e afirmou que a operação federal "perdeu o foco e foi longe demais". Sua desistência é vista como uma "primeira baixa" para o partido republicano em Minnesota, evidenciando o risco político da política anti-imigração.
Recálculo da Estratégia de Trump em Minnesota (2026): Em 28 de janeiro de 2026, Donald Trump mudou o tom em relação à operação anti-imigração em Minnesota, passando de uma defesa total dos agentes para um discurso de "reduzir a tensão", após forte pressão política e a repercussão negativa da morte de Alex Pretti. O presidente conversou com o governador Tim Walz e o prefeito Jacob Frey, pedindo colaboração. A Casa Branca concordou em reduzir o número de agentes federais em Minneapolis e realocou Gregory Bovino, comandante da Patrulha de Fronteira, para a Califórnia. Tom Homan, o "czar da fronteira", assumiu o comando da operação em Minneapolis, prometendo uma abordagem mais tradicional. Essa mudança de postura foi influenciada por alertas de lideranças republicanas, como o senador Lindsey Graham, e pela avaliação de que a violência das ações do ICE estava corroendo a credibilidade da agenda anti-imigração e gerando risco político eleitoral. Organizações pró-armas, tradicionalmente aliadas de Trump, também criticaram as falas de integrantes do governo que questionaram o porte de arma de Pretti, que tinha autorização legal para isso. Até mesmo Stephen Miller, conselheiro de Trump, admitiu que agentes de imigração podem ter violado o "protocolo".
Protestos contra o ICE: Mobilizações públicas e manifestações de insatisfação contra as ações, políticas e a própria existência do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, como as que ocorreram após o assassinato de Renee Good, o baleamento de um homem venezuelano, e a morte de Alex Pretti, resultando em prisões e confrontos em diversas cidades. A persistência desses protestos levou a ameaças de intervenção federal. A paralisação de empresas em Minnesota em 23 de janeiro de 2026, organizada por líderes religiosos e sindicatos, é um exemplo de protesto contra o envio de agentes do ICE. O tiroteio de 24 de janeiro de 2026 em Minneapolis que resultou na morte de Alex Pretti é um evento recente que intensificou as tensões. Após a morte de Alex Pretti, manifestantes continuaram a se reunir em Minneapolis e outras cidades para protestar. Moradores de Minneapolis, motivados por apelos de ajuda e indignados com as táticas agressivas dos agentes federais, organizaram-se para monitorar, interromper e protestar contra a repressão, abrigando famílias imigrantes e fornecendo apoio.
Suspensão de vistos: Medida pela qual um país interrompe temporariamente a concessão de vistos de entrada para cidadãos de determinadas nacionalidades, geralmente para revisar critérios ou em resposta a questões de segurança ou política migratória. Em 14 de janeiro de 2026, foi reportada a suspensão de vistos de imigrantes para 75 países, incluindo o Brasil, com início em 21 de janeiro de 2026, para avaliação de critérios migratórios, especificamente para barrar estrangeiros que possam se tornar um "encargo público". Em 15 de janeiro de 2026, o Departamento de Estado detalhou que a suspensão afeta apenas vistos de imigrantes, não cancela vistos já emitidos, e permite que solicitantes com entrevistas agendadas compareçam, embora nenhum visto seja emitido durante o período. Em 21 de janeiro de 2026, a suspensão entrou oficialmente em vigor.
Impacto no turismo: Consequências econômicas e sociais das políticas de imigração no setor de viagens e turismo, como a redução no número de visitantes estrangeiros e nos gastos com turismo, conforme observado nos EUA em 2025, em contraste com o crescimento global do setor.
Ato de insurreição: Termo usado por Donald Trump para descrever uma possível intervenção federal em resposta a protestos persistentes, indicando uma escalada na resposta do governo a manifestações civis. Trump ameaçou usar essa legislação em 15 de janeiro de 2026, caso os protestos em Minnesota contra o ICE persistam, e acusou democratas de "incitar a insurreição" após a morte de Alex Pretti.
Visto H-1B: Visto de trabalho para profissionais estrangeiros altamente qualificados, que teve sua taxa aumentada para US$ 100 mil em setembro de 2025.
Caução para vistos: Exigência de pagamento de um valor (até US$ 15 mil) para a emissão de alguns vistos de turismo e negócios, implementada em abril de 2025, visando coibir visitantes que ultrapassam o prazo de validade.
Gold Card: Programa lançado em dezembro de 2025 que concede residência permanente nos EUA a estrangeiros mediante um investimento de US$ 1 milhão para indivíduos ou US$ 2 milhões para empresas.
Verificação de redes sociais: Exigência de que candidatos a vistos de estudante (desde junho de 2025) e, futuramente, turistas de países isentos de visto, mantenham seus perfis de redes sociais abertos para análise das autoridades americanas.
Estratégia militar e de política externa (Dezembro de 2025): Documento lançado pelo governo Trump que estabelece diretrizes para os próximos anos, incluindo a restrição máxima da presença de imigrantes e o "fim da era da migração em massa", servindo como base para as políticas anti-imigração de 2026.
Ameaça em português: Mensagem direta e agressiva publicada pelo Departamento de Estado norte-americano em 15 de janeiro de 2026, em português (e outras línguas), alertando novos imigrantes sobre prisão e deportação caso venham aos EUA "para roubar os americanos", como parte da política anti-imigração do governo Trump. Em 16 de janeiro de 2026, o governo Trump reforçou essa ameaça em português, direcionada à comunidade de língua portuguesa, advertindo sobre prisão e deportação para quem for aos EUA para "roubar os americanos".
Militarização das operações de controle migratório: Termo usado por críticos, como a Human Rights Watch, para descrever o aumento do uso de força, armas e táticas militares nas operações de agências como o ICE e CBP, evidenciado pelo aumento do orçamento, "autorização total" para agentes e o uso de armas de fogo em incidentes. O governador de Minnesota, Tim Walz, criticou a presença de "milhares de policiais violentos e despreparados" em seu estado, evidenciando essa militarização. Moradores de Minneapolis relatam que agentes federais arrombaram portas sem mandado e entraram em confronto violento com manifestantes.
Metas de detenção: Estabelecimento de objetivos numéricos para a prisão de imigrantes em situação irregular, como a meta de 3 mil detenções diárias imposta pelo governo Trump às agências de imigração. O Departamento de Segurança Interna dos EUA relatou mais de 3.000 prisões em Minneapolis-St. Paul desde o início de dezembro de 2025.
Países de alto risco de utilização de benefícios sociais: Classificação utilizada pelo Departamento de Estado dos EUA para justificar a suspensão de vistos de imigração, referindo-se a nações cujos cidadãos são considerados com maior probabilidade de se tornarem um "fardo financeiro" para os contribuintes americanos.
Operação de imigração em Minnesota: A maior operação de imigração da história dos EUA, envolvendo cerca de 3 mil agentes federais de segurança pública, ordenada por Donald Trump para o estado de Minnesota, em resposta a alegações de fraude contra a comunidade somali e à crescente oposição local. Essa operação tem sido alvo de intensos protestos e incidentes, como o tiroteio de 24 de janeiro de 2026 e a morte de Alex Pretti no mesmo dia. Com o envio de Tom Homan para Minneapolis em 26 de janeiro de 2026, a operação deve ser ainda mais intensificada. O presidente Donald Trump defendeu a atuação do ICE em Minneapolis como um "trabalho fenomenal" em 26 de janeiro de 2026, apesar das controvérsias, e sinalizou uma possível retirada de agentes de imigração da região, mas indicou a permanência de outro grupo para investigar fraudes financeiras. A repressão resultou em mais de 3.000 prisões desde o início de dezembro de 2025. Em 28 de janeiro de 2026, Donald Trump mudou o tone sobre a operação, passando de uma defesa total dos agentes para um discurso de "reduzir a tensão", e a Casa Branca concordou em reduzir o número de agentes federais em Minneapolis. Tom Homan, o "czar da fronteira", assumiu o comando da operação em Minneapolis, prometendo uma abordagem mais tradicional.
Uso de criança como "isca": Incidente em que agentes do ICE teriam usado uma criança de 5 anos, como Liam Conejo Ramos, para entrar em uma casa e prender familiares, gerando grande indignação pública em Minneapolis e outras cidades. O caso ocorreu em 20 de janeiro de 2026 e veio à tona em 22 de janeiro de 2026.
Detenção em entrevista de visto: Prática de prender imigrantes pelo ICE durante entrevistas agendadas para a obtenção de vistos ou green cards em escritórios do USCIS, mesmo quando estão em processo de regularização, como exemplificado pelo caso de Matheus Silveira, que foi detido em 24 de novembro de 2025 durante a etapa final de sua entrevista para green card.
Estrangeiro ilegal criminoso: Termo utilizado por autoridades de imigração, como o DHS, para classificar imigrantes em situação irregular, mesmo aqueles sem histórico criminal, gerando controvérsia e críticas sobre a desumanização e criminalização de indivíduos. No caso de Matheus Silveira, o DHS o classificou como "imigrante ilegal brasileiro com antecedentes criminais" devido à sua permanência irregular e a uma condenação por dirigir sob influência de álcool. Tom Homan, "czar da fronteira", afirmou que as operações de deportação focarão inicialmente em imigrantes ilegais com condenações criminais, mas que prisões "colaterais" de indocumentados sem passagem pela polícia podem ocorrer. Melida Rita Wampash Tuntuam, detida em Minneapolis, não tinha antecedentes criminais conhecidos além de pequenas infrações de trânsito.
Intimação de autoridades estaduais: Processo legal pelo qual autoridades de um estado, como o governador de Minnesota Tim Walz, são convocadas a depor ou fornecer documentos em uma investigação, neste caso, sobre possível obstrução da aplicação da lei federal durante protestos contra o ICE. Após a morte de Alex Pretti, um juiz federal emitiu uma ordem para preservar provas, e o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, afirmou que o estado liderará a investigação.
Saída voluntária: Acordo pelo qual um imigrante concorda em deixar os EUA por conta própria, geralmente para evitar uma ordem de deportação formal, mas que pode resultar em proibições de reentrada no país por um período determinado, como os dez anos impostos a Matheus Silveira. Melida Rita Wampash Tuntuam planejava se autodeportar.
Patrulha de Fronteira dos EUA: Agência federal responsável pela segurança das fronteiras e que atua em operações de imigração, como a que resultou na morte de Alex Pretti em Minneapolis em 24 de janeiro de 2026. Imagens de testemunhas analisadas pelo The Wall Street Journal contradizem a versão do DHS de que Pretti "resistiu violentamente" antes de ser baleado por um agente da Patrulha de Fronteira. O comandante da Patrulha da Fronteira, Gregory Bovino, foi removido do cargo após a morte de Pretti. Em 28 de janeiro de 2026, Bovino foi realocado para a Califórnia, como parte da mudança de estratégia de Trump.
Paralisação do governo: Interrupção parcial ou total das operações do governo federal devido à falta de aprovação de fundos pelo Congresso, uma possibilidade levantada pelo líder democrata Chuck Schumer em 25 de janeiro de 2026, caso o financiamento do DHS não seja cortado. A disputa política após a morte de Alex Pretti pode resultar em uma nova paralisação do governo em 30 de janeiro.
Agressão a agentes federais: Crime federal cometido por Luis Peterson Rohr Ferreira Borges em 25 de junho de 2025, em Connecticut, durante o cumprimento de um mandado de prisão por permanência irregular. Ele se declarou culpado em 23 de janeiro de 2026 e pode ser condenado a até um ano de detenção.
Czar da fronteira: Apelido dado a Tom Homan, ex-agente da patrulha de fronteira, encarregado por Donald Trump de liderar a maior campanha de deportação da história dos EUA. Homan foi enviado para Minnesota em 26 de janeiro de 2026 para reforçar a repressão a imigrantes. É visto como um operador mais comedido e politicamente sensível. Sua nomeação para liderar as operações em Minneapolis, substituindo Gregory Bovino, é vista como uma tentativa de amenizar a estratégia da Casa Branca após a pressão de republicanos. Em 28 de janeiro de 2026, Homan assumiu o comando da operação em Minneapolis e se reuniu com o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz, prometendo uma abordagem mais tradicional e menos focada em grandes operações de busca em bairros.
Prisões colaterais: Termo utilizado por Tom Homan, "czar da fronteira", para descrever a possibilidade de que, durante as operações de deportação focadas em imigrantes ilegais com condenações criminais, pessoas indocumentadas sem passagem pela polícia também possam ser presas.
Impactos políticos da política de deportações: Debate interno na Casa Branca, envolvendo assessores como Susie Wiles e Stephen Miller, sobre o custo político das ações de imigração em centros urbanos, especialmente após incidentes como a morte de Alex Pretti em Minneapolis. Alguns avaliam que a situação se tornou um passivo político, enquanto outros defendem a manutenção da linha dura. A percepção pública sobre a política migratória de Trump, que se deteriorou após a morte de Pretti, é um tema central para o presidente. A preocupação de republicanos com a indignação popular e o risco eleitoral nas eleições de novembro levou a uma pressão sobre Trump para amenizar a estratégia da Casa Branca em Minneapolis. Em 28 de janeiro de 2026, essa preocupação levou Trump a recalcular sua estratégia, buscando "reduzir a tensão" e adotar uma abordagem mais tradicional.
Escândalo de fraude em programas de assistência social: Alegação do presidente Donald Trump, citando Minnesota e Califórnia, como justificativa para a intensificação da atuação federal em investigações financeiras, mesmo com a possível retirada de agentes de imigração da região.
Resposta comunitária à repressão imigratória: Ações organizadas por moradores e grupos de voluntários para apoiar e proteger famílias imigrantes afetadas pelas operações do ICE, como o abrigo de crianças, provisão de alimentos, assistência legal e monitoramento das ações dos agentes federais. Exemplos incluem a atuação de Feliza Martinez e a organização Source MN em Minneapolis.
Opinião pública sobre o ICE: Pesquisas de opinião, como a da CBS realizada antes do tiroteio de Alex Pretti, indicam que 61% dos entrevistados consideram o ICE "duro demais ao abordar e deter pessoas", e 58% desaprovam a condução da política de imigração como um todo, mostrando uma deterioração do humor público em relação à ofensiva migratória de Trump.
Truculência do ICE: Termo usado pela mídia e por críticos para descrever a violência e a agressividade nas operações do Serviço de Imigração e Alfândega, especialmente em Minneapolis, após a morte de Alex Pretti e a atuação do comandante Gregory Bovino. A preocupação com essa truculência levou republicanos a pressionarem Trump para amenizar a estratégia. Em 28 de janeiro de 2026, a exibição de vídeos da truculência dos agentes federais contra Pretti corroeu a credibilidade da agenda anti-imigração de Trump e foi um fator para o recálculo de sua estratégia.
Mandado civil inconstitucional: Alegação do republicano Chris Madel de que a ação do ICE de invadir residências portando um mandado civil assinado apenas por um agente da Patrulha de Fronteira é inconstitucional, um dos motivos para sua desistência da candidatura ao governo de Minnesota.
Narrativas fantasiosas: Tentativas de integrantes radicais do governo Trump, como Kristi Noem e Stephen Miller, de descreditar Alex Pretti após sua morte, rotulando-o como "terrorista doméstico" ou "aspirante a assassino", que foram desmentidas por imagens e geraram desconforto entre republicanos. Em 28 de janeiro de 2026, Stephen Miller admitiu que agentes de imigração podem ter violado o "protocolo".
Pressão republicana: Ações de republicanos de alto escalão, incluindo senadores como Ted Cruz e Lindsey Graham, que expressaram preocupação com a indignação popular e o risco eleitoral da política anti-imigração do governo Trump, pressionando o presidente a amenizar a estratégia da Casa Branca em Minneapolis e a investigar a morte de Alex Pretti. Em 28 de janeiro de 2026, essa pressão foi crucial para a mudança de postura de Donald Trump.
Risco político eleitoral: Preocupação de partidários de Trump de que as ações violentas do ICE e a política anti-imigração possam prejudicar o partido nas eleições de novembro, transformando um ponto forte do governo em um passivo político, como evidenciado pela desistência de Chris Madel da candidatura ao governo de Minnesota. Em 28 de janeiro de 2026, a avaliação de que a morte de Alex Pretti e a violência das ações do ICE representavam um risco político elevado levou Donald Trump a recalcular sua estratégia.
Organizações pró-armas: Grupos tradicionalmente aliados de Donald Trump que, em 28 de janeiro de 2026, passaram a criticar declarações de integrantes do governo que questionaram o fato de Alex Pretti estar armado durante o protesto, já que ele tinha autorização legal para porte de arma. Essa crítica contribuiu para a pressão sobre Trump para mudar sua estratégia.