Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, é apontado como um dos principais líderes da facção criminosa Comando Vermelho no Brasil. Mesmo preso desde 1996, ele mantém influência no tráfico de drogas e na criminalidade organizada, sendo frequentemente transferido entre presídios federais. Sua trajetória inclui ascensão no tráfico, condenações por diversos crimes e, mais recentemente, a publicação de livros e a integração à Academia Brasileira de Letras do Cárcere, demonstrando uma faceta de autodidata no direito.
Márcio dos Santos Nepomuceno, mais conhecido como Marcinho VP, é um criminoso brasileiro apontado como um dos principais líderes da organização criminosa Comando Vermelho (CV). Nascido em 1970 no Rio de Janeiro, ele é uma figura central no cenário do tráfico de drogas e criminalidade organizada no Brasil, mesmo estando preso desde 1996. Sua trajetória é marcada pela ascensão na hierarquia do tráfico, condenações por diversos crimes e pela continuidade de sua influência no crime organizado de dentro do sistema prisional.
Marcinho VP nasceu na favela de Vigário Geral, no Rio de Janeiro, e mudou-se ainda criança para São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Sua infância foi marcada pela ausência do pai, assassinado, e pelas prisões de sua mãe. Começou a praticar assaltos aos 13 anos e, posteriormente, ingressou no comércio de drogas, tornando-se líder do tráfico no Complexo do Alemão, um dos principais redutos do Comando Vermelho. Foi preso em agosto de 1996 em Porto Alegre, após uma investigação da Polícia Civil do Rio. Mesmo após sua prisão, as autoridades policiais e judiciais o apontam como alguém que continuou a liderar o Comando Vermelho e a ordenar crimes, incluindo homicídios. Um caso notório foi a morte de um homônimo, Márcio Amaro de Oliveira, também conhecido como Marcinho VP, líder do CV na favela Dona Marta, que teria sido ordenada por Márcio dos Santos Nepomuceno após o homônimo revelar detalhes do esquema de tráfico ao jornalista Caco Barcellos. Em 2010, após uma onda de ataques no Rio de Janeiro, Marcinho VP foi transferido para um presídio federal em Porto Velho, Rondônia, juntamente com Elias Maluco, sob suspeita de terem ordenado os ataques. Dentro da prisão, Marcinho VP concluiu o ensino médio e se tornou um autodidata na área do direito, publicando três livros e integrando a Academia Brasileira de Letras do Cárcere (ABLC) em 2024.