Localiza (RENT3) é uma empresa brasileira de locação de veículos e venda de seminovos, com ações de alta liquidez negociadas na B3 e parte do Ibovespa. Em janeiro de 2026, suas ações superaram R$ 50, impulsionadas pelo fluxo de investidores estrangeiros, e é vista como uma opção para capturar esse movimento. Analistas do Itaú BBA recomendam compra, com preço-alvo de R$ 54, mas alertam para a margem limitada para erro no valuation atual e riscos como a reversão do fluxo internacional e a chegada de novos veículos híbridos/elétricos.
A Localiza (RENT3) é uma empresa de capitalização elevada e alta liquidez, com suas ações negociadas na Bolsa de Valores brasileira. A companhia é reconhecida por sua participação no Ibovespa e por ser considerada uma ação de boa qualidade, exposta ao beta do mercado e sustentada por fatores microeconômicos favoráveis. Em janeiro de 2026, suas ações superaram o patamar de R$ 50, impulsionadas principalmente pelo fluxo de investidores estrangeiros.
No início de 2026, as ações da Localiza (RENT3) apresentaram um aumento significativo, superior a 16% em janeiro, atingindo um valor acima de R$ 50 por ação, patamar não visto desde o início de 2024. Este desempenho foi atribuído ao forte fluxo de investidores estrangeiros para a Bolsa brasileira, que totalizou R$ 31 bilhões líquidos no período. Analistas do Itaú BBA indicaram que, caso o fluxo internacional para mercados emergentes se mantenha, a Localiza representa uma alternativa eficiente para capturar esse movimento de capital estrangeiro. A empresa é vista como uma opção de beta com assimetrias favoráveis tanto para resultados quanto para valuation. Contudo, o valuation atual é considerado com margem limitada para erro, exigindo atenção dos investidores. A Localiza é negociada a um múltiplo de preço em relação ao lucro (P/L) de 13 vezes para 2026 e 10,5 vezes para 2027, abaixo da média dos últimos dez anos. O consenso para o lucro líquido em 2026 tem se mantido entre R$ 4,0 bilhões e R$ 4,1 bilhões. Riscos incluem a vulnerabilidade a uma reversão do fluxo internacional, novas narrativas macroeconômicas (como eleições presidenciais e reforma tributária), e a chegada de novos modelos de veículos híbridos e elétricos ao mercado, que podem pressionar os preços dos veículos a combustão e impactar as despesas de depreciação. Para um novo ciclo de crescimento, a empresa dependeria de um ambiente macroeconômico mais favorável, com juros mais baixos e maior renda média, para impulsionar as vendas de Seminovos, que é visto como o principal gargalo de crescimento.