No início de 2026, as ações da Localiza (RENT3) apresentaram um aumento significativo, superior a 16% em janeiro, atingindo um valor acima de R$ 50 por ação, patamar não visto desde o início de 2024. Este desempenho foi atribuído ao forte fluxo de investidores estrangeiros para a Bolsa brasileira, que totalizou R$ 31 bilhões líquidos no período. Analistas do Itaú BBA indicaram que, caso o fluxo internacional para mercados emergentes se mantenha, a Localiza representa uma alternativa eficiente para capturar esse movimento de capital estrangeiro. A empresa é vista como uma opção de beta com assimetrias favoráveis tanto para resultados quanto para valuation. Contudo, o valuation atual é considerado com margem limitada para erro, exigindo atenção dos investidores. A Localiza é negociada a um múltiplo de preço em relação ao lucro (P/L) de 13 vezes para 2026 e 10,5 vezes para 2027, abaixo da média dos últimos dez anos. O consenso para o lucro líquido em 2026 tem se mantido entre R$ 4,0 bilhões e R$ 4,1 bilhões. Riscos incluem a vulnerabilidade a uma reversão do fluxo internacional, novas narrativas macroeconômicas (como eleições presidenciais e reforma tributária), e a chegada de novos modelos de veículos híbridos e elétricos ao mercado, que podem pressionar os preços dos veículos a combustão e impactar as despesas de depreciação. Para um novo ciclo de crescimento, a empresa dependeria de um ambiente macroeconômico mais favorável, com juros mais baixos e maior renda média, para impulsionar as vendas de Seminovos, que é visto como o principal gargalo de crescimento.