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Jerome Powell
Adicionado evento de 29/01/2026 sobre o anúncio de Donald Trump de que nomeará um substituto para Jerome Powell, cujo mandato termina em maio de 2026.
Jerome H. Powell é o presidente do Federal Reserve (FED), o banco central dos Estados Unidos. Ele tem sido alvo de pressões por parte do presidente Donald Trump, que defende uma redução mais rápida das taxas de juros no país, chegando a afirmar que Powell está custando centenas de bilhões de dólares aos EUA em despesas com juros desnecessárias. Powell também enfrentou uma notificação do Departamento de Justiça dos EUA e ameaças de acusação criminal relacionadas ao seu depoimento ao Senado sobre a reforma de prédios históricos do FED. Sua atuação e a independência da instituição que preside foram defendidas por um manifesto internacional assinado por diversos presidentes de bancos centrais, incluindo Gabriel Galípolo do Banco Central do Brasil. Seu mandato atual está previsto para terminar em maio de 2026.
Jerome Powell assumiu a presidência do Federal Reserve em um período de desafios econômicos e políticos. Sua gestão tem sido marcada pela busca da estabilidade econômica, frequentemente em desacordo com as expectativas de figuras políticas como Donald Trump, que publicamente pressionou por políticas monetárias mais expansionistas, como a queda das taxas de juros. Em janeiro de 2026, Powell se viu no centro de uma controvérsia legal, quando o Departamento de Justiça dos EUA o notificou com intimações de um grande júri e ameaçou com uma acusação criminal. Essa ação estava ligada a um depoimento que ele havia prestado no ano anterior ao Senado, referente à reforma de edifícios históricos da autoridade monetária. Powell expressou respeito pelo Estado de Direito, mas classificou a ação como uma ameaça à independência do banco central. Em 29 de janeiro de 2026, após a decisão do Federal Reserve de manter as taxas de juros inalteradas na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano (o menor nível desde setembro de 2022), Donald Trump criticou Powell novamente, afirmando que ele era um "idiota" e estava "prejudicando o país e a segurança nacional", além de custar bilhões de dólares em despesas com juros. A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) de manter os juros foi justificada pela baixa geração de empregos, estabilidade na taxa de desemprego e inflação ainda "um pouco alta", mas não foi unânime, com dois dirigentes votando por um corte de 0,25 ponto percentual, incluindo J. Waller, cotado para assumir a presidência do Fed após o fim do mandato de Powell. No mesmo dia, 29 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump anunciou sua intenção de nomear um substituto para Powell na semana seguinte, encerrando semanas de especulações sobre a futura liderança do banco central dos EUA após o término do mandato de Powell em maio de 2026.