Desde o primeiro mandato de Donald Trump e após seu retorno à Casa Branca, tem havido um confronto recorrente entre o presidente e Jerome Powell, principalmente em relação às decisões sobre as taxas de juros. Trump tem criticado abertamente o Fed por manter as taxas estáveis ou por não as cortar, alegando que taxas mais baixas beneficiariam a economia dos EUA, especialmente diante de suas políticas tarifárias. Powell, por sua vez, defende a independência do Fed na definição da política monetária, baseada em dados econômicos e não em pressão política.
A disputa escalou com a abertura da investigação criminal. Em junho de 2025, Powell depôs perante o Comitê Bancário do Senado dos EUA sobre a reforma de US$ 2,5 bilhões da sede do Fed. Durante o depoimento, ele minimizou os custos excessivos e a aquisição de itens de luxo, como terraços, jardins na cobertura e pisos de mármore, rebatendo alegações de que o projeto se assemelhava ao Palácio de Versalhes. Um mês depois, a congressista republicana Anna Paulina Luna anunciou que encaminharia uma acusação de perjúrio e declarações falsas contra Powell ao Departamento de Justiça. Em janeiro de 2026, Powell confirmou a investigação, classificando-a como uma "ação sem precedentes" e um pretexto para a pressão política sobre a política monetária do Fed. A Casa Branca e Trump negaram envolvimento direto na investigação, embora Trump tenha reiterado suas críticas a Powell.