ICE - EUA
Adicionado protestos de 08/01/2026 em Minneapolis e outras cidades, detalhes sobre a vítima Renee Nicole Good, declarações de Kristi Noem e atualizações em seções relevantes.
O U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE), ou Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, é uma agência federal do governo norte-americano responsável pela aplicação das leis de imigração dentro do país. Sua atuação abrange desde a detenção e deportação de imigrantes indocumentados até a investigação de crimes transnacionais. A agência frequentemente se torna o centro de debates e controvérsias, especialmente em relação às suas táticas operacionais e ao impacto nas comunidades de imigrantes, com incidentes recentes envolvendo mortes em operações de fiscalização.
O ICE foi criado em 2003, após os ataques de 11 de setembro de 2001, como parte do Departamento de Segurança Interna (DHS), consolidando funções de diversas agências anteriores. A agência ganhou notoriedade por suas operações de fiscalização de imigração. Em janeiro de 2026, durante o governo Trump, o ICE intensificou suas operações em grandes cidades americanas. Uma dessas ações, em Minneapolis, Minnesota, resultou na morte de Renee Nicole Good, uma cidadã americana de 37 anos, mãe de três filhos, poeta premiada e guitarrista amadora, baleada com três tiros a curta distância por um agente do ICE em 7 de janeiro. Segundo o DHS, Good tentou atropelar agentes com seu veículo, que ficou preso na neve, enquanto eles tentavam removê-lo; a secretária do DHS, Kristi Noem, classificou o incidente como "terrorismo doméstico". Testemunhas relataram que agentes federais impediram socorro médico à vítima, e o veículo colidiu com um poste após os disparos. Autoridades locais, como o prefeito Jacob Frey e o senador estadual Omar Fateh, criticaram a atuação dos agentes, com Frey exigindo a saída imediata do ICE da cidade e do estado. O incidente gerou protestos em Minneapolis no dia 8 de janeiro, com confrontos em Saint Paul, e manifestações em cerca de dez outras cidades nos EUA. Este caso é parte de uma ofensiva migratória maior na região, envolvendo cerca de 2.000 agentes, ligada a investigações de supostas fraudes envolvendo residentes de origem somali, e representa ao menos a quinta morte em operações semelhantes desde 2024.