Visão geral
O Ibovespa é o principal índice de desempenho das ações negociadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), a bolsa de valores oficial do Brasil. Ele serve como um termômetro do mercado acionário brasileiro, refletindo o comportamento das maiores e mais negociadas empresas do país. Sua movimentação é influenciada por fatores econômicos domésticos e internacionais, como dados de emprego nos Estados Unidos, pronunciamentos de autoridades do Federal Reserve (Fed), tensões geopolíticas (como as relações entre EUA e Irã e a imposição de tarifas comerciais) e o cenário político brasileiro. Recentemente, o índice atingiu um marco histórico, fechando acima dos 165 mil pontos pela primeira vez, impulsionado pela expectativa de queda da taxa Selic e por um cenário externo favorável a mercados emergentes. Em janeiro de 2026, o Ibovespa rompeu, de forma inédita, a região dos 180 mil pontos, consolidando uma sequência de altas expressivas e acumulando uma valorização de 11,01% no ano até o dia 26 de janeiro. Em 11 de fevereiro de 2026, o índice encostou na marca inédita de 190 mil pontos, fechando a 189.699 pontos e acumulando uma alta de 17,52% no ano. Em 20 de fevereiro de 2026, o Ibovespa fechou em um novo recorde de 190.534,42 pontos, atingindo uma máxima histórica intraday de 190.726,78 pontos, impulsionado pela decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar tarifas impostas pelo governo Trump. No exterior, bolsas como o S&P 500 continuam renovando máximas históricas, enquanto a Nasdaq alterna momentos de consolidação. O dólar futuro permanece pressionado para baixo, refletindo maior apetite ao risco, e o Bitcoin segue em movimento lateral, abaixo de patamares psicológicos relevantes.
Contexto histórico e desenvolvimento
O Ibovespa acompanha o desempenho do mercado de ações brasileiro, sendo impactado por diversos eventos ao longo do tempo. Em 2025, o índice acumulou um ganho significativo de 33,43% até o final do ano, projetando-se para o melhor desempenho desde 2016. No entanto, o índice também registrou quedas, como em dezembro de 2025, influenciado por pressões de empresas como a Vale e incertezas políticas no Brasil, incluindo projeções para a eleição presidencial de 2026. Fatores externos, como a política monetária dos EUA, dados econômicos (como o PCE e o PIB) e tensões geopolíticas (ex: sanções à Venezuela ou a possibilidade de conflito militar entre EUA e Irã), também desempenham um papel crucial em sua volatilidade. No início de 2026, o Ibovespa mostrou recuperação, com ganhos semanais e a expectativa de atingir novos patamares, como os 166 mil pontos. Em um marco histórico, o índice fechou acima dos 165 mil pontos pela primeira vez em 14 de janeiro de 2026, refletindo a confiança dos investidores no mercado brasileiro, guiada principalmente pelas perspectivas de queda da taxa Selic e por um cenário externo positivo para mercados emergentes. Em 15 de janeiro de 2026, o Ibovespa renovou suas máximas, testando a marca de 166 mil pontos durante o pregão, mas perdeu fôlego no final do dia, fechando com acréscimo de 0,26% a 165.568,32 pontos. Em 26 de janeiro de 2026, o Ibovespa atingiu um novo recorde, superando os 180 mil pontos e fechando aos 178.858 pontos, com uma alta de 1,86% na sessão e acumulando 11,01% de valorização no ano. Em 11 de fevereiro de 2026, o índice voltou a bater recorde, encostando na marca de 190 mil pontos e fechando a 189.699 pontos, impulsionado pela entrada de capitais estrangeiros e acumulando 17,52% de alta no ano. Em 20 de fevereiro de 2026, o Ibovespa fechou em sua máxima histórica de 190.534,42 pontos, com um ganho de 1,06% no dia e acumulando 18,25% no ano. Este avanço foi impulsionado pela decisão da Suprema Corte dos EUA de considerar ilegais as tarifas impostas pelo governo Trump, o que animou os mercados globais, apesar de dados de inflação (PCE) e PIB nos EUA terem ficado aquém das expectativas iniciais. A semana de 20 de fevereiro de 2026 marcou a sétima semana consecutiva de alta para o Ibovespa, com um ganho de 2,18% na semana. Apesar do forte rali, indicadores técnicos como o IFR (14) em 82,27 apontam para uma zona de sobrecompra, sugerindo cautela e a possibilidade de correções técnicas pontuais no curto prazo, conforme análises de especialistas como Rodrigo Paz.
Linha do tempo
- 17 de dezembro de 2025: Ibovespa recua 0,79%, fechando a 157.327 pontos, influenciado por incertezas políticas no Brasil e fatores geopolíticos.
- 29 de dezembro de 2025: O índice fecha em queda, mas mantém-se acima dos 160 mil pontos, acumulando um ganho de 33,43% no ano.
- 02 de janeiro de 2026: O Ibovespa inicia o ano com nova composição, com a entrada das ações da Copasa (CSMG3) e a saída dos papéis da CVC Brasil (CVCB3).
- 09 de janeiro de 2026: O Ibovespa fecha em alta após dados de emprego dos EUA, acumulando um avanço de 1,76% na primeira semana completa de janeiro.
- 14 de janeiro de 2026: O Ibovespa fecha acima dos 165 mil pontos pela primeira vez na história, impulsionado pela expectativa de queda da taxa Selic e cenário externo favorável.
- 15 de janeiro de 2026: O Ibovespa sobe, renova máxima e mira os 166 mil pontos. Durante o pregão, o índice testou a marca de 166 mil pontos, mas perdeu fôlego no final, fechando com acréscimo de 0,26% a 165.568,32 pontos.
- 15 de janeiro de 2026: Ibovespa Futuro sobe após Trump afastar ação militar contra Irã, aliviando tensões geopolíticas.
- 26 de janeiro de 2026: O Ibovespa atinge a marca inédita de 180.532 pontos durante o pregão, fechando com alta de 1,86% aos 178.858 pontos. No acumulado da semana, o avanço foi de 8,53%, e no ano, o índice acumula 11,01% de valorização.
- 11 de fevereiro de 2026: O Ibovespa fecha a 189.699 pontos, com alta de 2,03%, encostando nos 190 mil pontos durante o pregão. A bolsa acumula alta de 17,52% no ano. O dólar fecha a R$ 5,187, o menor valor em 21 meses, e acumula queda de 5,5% no ano, influenciado pela entrada de capitais estrangeiros, apesar da criação de 130 mil empregos nos EUA em janeiro.
- 20 de fevereiro de 2026: O Ibovespa fecha com alta de 1,06%, atingindo 190.534,42 pontos, um novo recorde de fechamento. Durante o pregão, o índice alcança a máxima histórica de 190.726,78 pontos. A semana, encurtada pelo Carnaval, termina com alta de 2,18%, marcando a sétima semana consecutiva no positivo. No ano, o índice acumula 18,25% de valorização. O dólar comercial cai 0,98%, fechando a R$ 5,176, e os juros futuros (DIs) registram baixas. A decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar tarifas impostas pelo governo Trump impulsiona os mercados, apesar de dados de inflação (PCE) e PIB do 4T25 nos EUA ficarem aquém do esperado.
Principais atores
- B3 (Brasil, Bolsa, Balcão): Bolsa de valores brasileira onde o Ibovespa é negociado.
- Investidores: Agentes do mercado que compram e vendem ações, influenciando a movimentação do índice.
- Empresas listadas: Companhias cujas ações compõem o índice, como Vale, Petrobras, Copasa e CVC Brasil.
- Federal Reserve (Fed): Banco central dos Estados Unidos, cujas decisões e pronunciamentos influenciam os mercados globais, incluindo o Ibovespa. A criação de empregos nos EUA, por exemplo, afeta as expectativas sobre a política de juros do Fed. Dados como o Índice de Preços de Consumo Pessoal (PCE) e o PIB dos EUA são observados de perto pelo Fed para suas decisões de política monetária.
- Governo Brasileiro: Políticas econômicas e cenário político (ex: eleições presidenciais) afetam a confiança dos investidores e o desempenho do índice. A expectativa de queda da taxa Selic, definida pelo Banco Central do Brasil, é um fator crucial para a valorização do índice.
- Governo dos Estados Unidos: Decisões políticas e econômicas, como sanções ou dados de emprego, e declarações de autoridades (como o presidente Donald Trump) sobre questões geopolíticas e tarifas comerciais, impactam o mercado financeiro global. A Suprema Corte dos EUA também desempenha um papel relevante ao julgar a legalidade de políticas governamentais, como a imposição de tarifas.
- Analistas Técnicos: Especialistas como Rodrigo Paz, que fornecem análises sobre o comportamento do índice, identificando pontos de suporte e resistência, e alertando para condições de sobrecompra ou sobrevenda.
Termos importantes
- B3: Brasil, Bolsa, Balcão, a bolsa de valores oficial do Brasil.
- Índice: Um indicador que mede o desempenho de um conjunto de ativos, como ações.
- Pontos: Unidade de medida utilizada para expressar o valor do Ibovespa.
- Dólar: Moeda dos Estados Unidos, cuja cotação em relação ao real influencia o mercado brasileiro. A entrada de capital estrangeiro em mercados emergentes pode levar à desvalorização do dólar.
- Juros: Taxas de juros, que afetam o custo do dinheiro e o investimento em ações. A taxa Selic no Brasil é um exemplo importante. As decisões do Federal Reserve sobre juros nos EUA também impactam globalmente.
- Fed (Federal Reserve): O banco central dos Estados Unidos, responsável pela política monetária do país.
- Commodity: Matéria-prima ou produto primário, como o petróleo, negociado em mercados internacionais.
- Ibovespa Futuro: Contrato futuro do Ibovespa, que permite aos investidores negociar o índice em uma data futura, sendo um importante termômetro para a abertura do mercado à vista.
- IFR (Índice de Força Relativa): Indicador de análise técnica que mede a velocidade e a mudança dos movimentos de preço, auxiliando na identificação de condições de sobrecompra (acima de 70) ou sobrevenda (abaixo de 30).
- Sobrecompra: Condição em que um ativo foi comprado em excesso e pode estar propenso a uma correção de preço para baixo.
- Suporte e Resistência: Níveis de preço onde a demanda ou a oferta, respectivamente, são fortes o suficiente para interromper ou reverter uma tendência de preço.
- PCE (Personal Consumption Expenditures): Índice de Despesas de Consumo Pessoal, medida de inflação preferida do Federal Reserve para fins de política monetária nos EUA.
- PIB (Produto Interno Bruto): Soma de todos os bens e serviços finais produzidos em um país em um determinado período, utilizado como indicador de crescimento econômico.