Visão geral
A Guerra Ucrânia x Rússia é um conflito armado em curso que se intensificou significativamente com a invasão russa em fevereiro de 2022. O conflito tem raízes históricas e geopolíticas profundas, envolvendo disputas territoriais, influências políticas e a segurança regional e global. A guerra é marcada por intensos combates, ataques aéreos e o uso de tecnologias militares avançadas, incluindo mísseis hipersônicos como o Oreshnik, capaz de transportar ogivas nucleares. A Rússia recebe apoio significativo da Coreia do Norte, que enviou milhares de soldados e mais de 9 milhões de munições, permitindo a intensificação de bombardeios contra infraestrutura ucraniana. Em janeiro de 2026, a Rússia utilizou o sistema Oreshnik em ataques massivos, visando tanto a capital Kiev quanto a cidade de Lviv. Especialistas interpretam o uso dessas armas, por vezes sem carga explosiva, como uma estratégia de coerção e intimidação psicológica contra a Ucrânia e seus aliados ocidentais.
Contexto e histórico
O conflito atual é uma escalada de tensões que remontam a 2014, com a anexação da Crimeia pela Rússia e o apoio a separatistas nas regiões de Donetsk e Luhansk. A invasão em larga escala de 2022 marcou uma nova fase, com a Rússia buscando desmilitarizar a Ucrânia, enquanto esta defende sua soberania com apoio ocidental. A Rússia conta com apoio da Coreia do Norte, formalizado em um acordo de defesa mútua de 2024. O uso de armas avançadas, como os mísseis hipersônicos Oreshnik — testados pela primeira vez em Dnipro em novembro de 2024 — representa um agravamento estratégico. Recentemente, o emprego de mísseis com capacidade nuclear, mas desprovidos de explosivos, tem sido analisado como uma forma de "recado" diplomático-militar, visando demonstrar poderio sem necessariamente atingir alvos militares imediatos.
Linha do tempo
- 2024: Rússia e Coreia do Norte assinam acordo militar, incluindo cláusula de defesa mútua.
- Novembro de 2024: Rússia realiza o primeiro disparo experimental do míssil Oreshnik contra uma fábrica em Dnipro.
- 16 de março de 2025: Análise sobre os objetivos de Trump, Putin e Zelensky no conflito e posições estratégicas para negociações de paz.
- 25 de maio de 2025: Rússia lança ataque aéreo com quase 370 mísseis e drones, resultando em pelo menos 12 mortes.
- 10 de junho de 2025: Discussão sobre a reavaliação de táticas militares ocidentais devido ao uso de drones ucranianos.
- 28-29 de dezembro de 2025: Rússia acusa a Ucrânia de tentar atacar a residência de Putin em Novgorod com 91 drones; Zelensky nega e classifica a acusação como pretexto para sabotar a paz.
- 29 de dezembro de 2025: Zelensky reúne-se com Donald Trump na Flórida para discutir garantias de segurança e um possível acordo de paz.
- Setembro de 2025: Putin agradece a Kim Jong-un pelo envio de tropas norte-coreanas.
- 08 de janeiro de 2026: Coreia do Norte promete apoio incondicional e permanente à Rússia.
- 09 de janeiro de 2026: A Rússia realiza um ataque massivo a Kiev com o sistema hipersônico Oreshnik, lançando 36 mísseis e 242 drones, atingindo infraestrutura energética. Simultaneamente, um míssil Oreshnik com capacidade nuclear atinge a cidade de Lviv; especialistas indicam que o projétil não carregava explosivos e não atingiu alvos militares, servindo como um ato de coerção e intimidação.
- 12 de janeiro de 2026: Programada reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir a escalada do conflito após o uso de mísseis hipersônicos contra Kiev.
Principais atores
- Ucrânia: Liderada por Volodymyr Zelensky, defende sua soberania e busca garantias de segurança de longo prazo (30 a 50 anos). Diplomatas como o chanceler Andrii Sybiha e o embaixador Andriy Melnyk atuam na denúncia de crimes de guerra e na pressão internacional contra o uso de mísseis hipersônicos.
- Rússia: Liderada por Vladimir Putin, utiliza ataques de alta tecnologia como retaliação estratégica. O Kremlin utiliza disparos de mísseis avançados sem ogivas explosivas como ferramenta de pressão psicológica e política.
- Coreia do Norte / Kim Jong-un: Fornece apoio militar direto com tropas e milhões de munições, sustentando a capacidade de bombardeio russa.
- Estados Unidos e Donald Trump: Os EUA oferecem garantias de segurança (proposta inicial de 15 anos). Trump afirma estar próximo de um plano de paz, embora as negociações enfrentem resistências sobre o controle territorial.
- ONU: O Conselho de Segurança atua como mediador de crises, convocando reuniões de emergência diante do uso de armamentos com capacidade nuclear.
Impacto Econômico Global
A guerra continua a gerar volatilidade nos preços do petróleo e commodities. O uso de armas de nova geração e ataques a infraestruturas energéticas aumentam a incerteza nos mercados financeiros globais, afetando índices como o Dow Jones e as bolsas europeias, que reagem diretamente à possibilidade de expansão do conflito para além das fronteiras ucranianas.
Termos importantes
- Míssil hipersônico Oreshnik: Sistema de mísseis que viaja a mais de cinco vezes a velocidade do som, dificultando a interceptação e capaz de carregar ogivas nucleares.
- Ataque de Coerção: Uso de força militar ou demonstração de armamento avançado com o objetivo de intimidar o adversário politicamente, sem necessariamente buscar destruição física imediata.
- Infraestrutura energética: Alvos civis e militares estratégicos (usinas e redes elétricas) frequentemente visados para desestabilizar a economia e o suporte militar.
- Conselho de Segurança da ONU: Órgão internacional responsável pela manutenção da paz, que realiza reuniões de emergência em casos de escalada grave de violência.
- Garantias de Segurança: Compromissos de proteção militar discutidos entre Ucrânia e potências ocidentais para assegurar a estabilidade pós-conflito.