Adicionado evento de 15/02/2026 sobre ataques mútuos de drones em Taman (Rússia) e Odesa (Ucrânia), e a próxima rodada de negociações mediadas pelos EUA em Genebra.
Visão geral
A Guerra Ucrânia x Rússia é um conflito armado em curso que se intensificou significativamente com a invasão russa em fevereiro de 2022. O conflito tem raízes históricas e geopolíticas profundas, envolvendo disputas territoriais, influências políticas e a segurança regional e global. A guerra é marcada por intensos combates, ataques aéreos e o uso de tecnologias militares avançadas, incluindo mísseis hipersônicos como o Oreshnik, capaz de transportar ogivas nucleares. A Rússia recebe apoio significativo da Coreia do Norte, que enviou milhares de soldados e mais de 9 milhões de munições, permitindo a intensificação de bombardeios contra infraestrutura ucraniana. Em janeiro de 2026, a Rússia utilizou o sistema Oreshnik em ataques massivos, visando tanto a capital Kiev quanto a cidade de Lviv. Especialistas interpretam o uso dessas armas, por vezes sem carga explosiva, como uma estratégia de coerção e intimidação psicológica contra a Ucrânia e seus aliados ocidentais. Os ataques russos à infraestrutura energética ucraniana têm atingido duramente a população civil, especialmente com a intensificação do frio, resultando em mortes e feridos, e deixando o sistema de energia em situação crítica. Em Brovary, a 20 km de Kiev, a falta de energia e aquecimento levou moradores a buscar abrigo em vagões de trem desativados, aquecidos por geradores, onde famílias se reúnem para sobreviver ao inverno rigoroso. Paralelamente aos combates, esforços diplomáticos continuam, com negociadores ucranianos e representantes dos EUA engajados em conversações para buscar uma resolução para o conflito. O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy afirmou no Fórum Econômico Mundial em Davos que os documentos para um acordo de paz com a Rússia estão "quase finalizados", incluindo garantias de segurança e planos econômicos. Ele também anunciou reuniões entre EUA, Ucrânia e Rússia nos Emirados Árabes Unidos. Líderes religiosos, como o Papa Leão XIV, também têm se manifestado, pedindo diálogo e paz e oferecendo orações pelo povo ucraniano. Donald Trump, por sua vez, tem expressado a visão de que a Ucrânia estaria impedindo um acordo de paz, enquanto a Rússia estaria pronta para encerrar o conflito, uma perspectiva que contrasta com a de aliados europeus e relatórios de inteligência dos EUA. Volodymyr Zelenskiy, em resposta aos comentários de Trump, reiterou o compromisso da Ucrânia com a paz, mas afirmou que os contínuos ataques russos demonstram a falta de interesse de Moscou em um acordo. Zelenskiy também acusou a Rússia de tentar "congelar os ucranianos até a morte" e criticou aliados europeus por sua abordagem fragmentada, enfatizando a necessidade da independência da Ucrânia para a defesa da Europa. A Rússia tem intensificado seus esforços de recrutamento, incluindo o alistamento de prisioneiros e a atração de estrangeiros de países como Síria, Egito e Iêmen, muitas vezes por meio de promessas enganosas de trabalho lucrativo e cidadania, que resultam no envio para a linha de frente com treinamento inadequado. A percepção de que a Europa já está "em guerra" com a Rússia, conforme declarado por um membro do Banco Central Europeu em janeiro de 2026, sublinha a escalada das tensões geopolíticas e as preocupações com a estabilidade financeira na região. A Rússia tem intensificado sua campanha de ataques ao sistema de energia ucraniana, utilizando ataques maciços de drones como parte de sua ofensiva no campo de batalha, resultando em vítimas civis e danos à infraestrutura crítica. Em 24 de janeiro de 2026, um ataque russo a Kiev deixou 6 mil edifícios sem aquecimento em meio a temperaturas de -12°C, enquanto delegações de Rússia, Ucrânia e EUA se reuniam em Abu Dhabi para negociar o fim do conflito. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia condenou o ataque, que utilizou 375 drones e 21 mísseis, como uma ação cínica durante as negociações de paz. O presidente Zelensky afirmou que a ofensiva prova a necessidade de acordos internacionais sobre fornecimento de defesa aérea. As negociações em Abu Dhabi, as primeiras trilaterais desde o início da guerra, visam discutir o controle territorial de Donbas, com a Rússia exigindo a anexação de toda a região como condição para a paz. Zelensky, por sua vez, declarou que os documentos para finalizar a guerra estão "quase prontos", com as garantias de segurança dos EUA concluídas. Ele também criticou a inação de aliados europeus e acusou a Rússia de tentar "congelar os ucranianos até a morte". Em 24 de janeiro de 2026, a Rússia lançou outro grande ataque ao sistema de energia da Ucrânia, deixando 1,2 milhão de propriedades sem energia em todo o país e 6.000 edifícios em Kiev sem calefação, com temperaturas em torno de -10 graus Celsius. Este ataque, que utilizou 375 drones e 21 mísseis, incluindo dois mísseis balísticos Tsirkon, ocorreu enquanto as conversações trilaterais entre Rússia e Ucrânia, mediadas pelos EUA, eram encerradas nos Emirados Árabes Unidos. Uma pessoa morreu em Kiev e quatro ficaram feridas, enquanto 19 pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas em Kharkiv, onde instalações médicas e um dormitório para deslocados foram atingidos. Este foi o bombardeio mais intenso da rede elétrica ucraniana neste inverno. Mais de 800.000 pessoas em Kiev e 400.000 em Chernihiv ficaram sem energia. O foco central das discussões em Abu Dhabi foram os possíveis parâmetros para o fim da guerra, conforme relatado por Zelensky. Em 25 de janeiro de 2026, Zelenskiy anunciou que o documento de garantias de segurança dos EUA para a Ucrânia está 100% pronto e aguarda apenas a data e local para a assinatura, que será posteriormente ratificado pelos Congressos dos EUA e da Ucrânia. Em 29 de janeiro de 2026, Donald Trump afirmou que pediu pessoalmente a Vladimir Putin para não atacar Kiev e outras cidades por uma semana devido ao "frio extraordinário", e que Putin teria concordado com o pedido. Em 15 de fevereiro de 2026, a Ucrânia atacou o porto russo de Taman, na região de Krasnodar, com drones, causando um incêndio e ferindo duas pessoas. No mesmo dia, destroços de drones russos danificaram infraestruturas civis e de transporte na região ucraniana de Odesa. Esses ataques ocorreram dias antes de uma nova rodada de negociações mediadas pelos EUA em Genebra, agendada para 18 e 19 de fevereiro de 2026. As autoridades ucranianas interpretam os ataques russos à infraestrutura como uma tentativa de "armar o inverno", buscando paralisar a rede elétrica e negar acesso a aquecimento, luz e água corrente aos civis.
Contexto e histórico
O conflito atual é uma escalada de tensões que remontam a 2014, com a anexação da Crimeia pela Rússia e o apoio a separatistas nas regiões de Donetsk e Luhansk. A invasão em larga escala de 2022 marcou uma nova fase, com a Rússia buscando desmilitarizar a Ucrânia, enquanto esta defende sua soberania com apoio ocidental. A Rússia conta com apoio da Coreia do Norte, formalizado em um acordo de defesa mútua de 2024. O uso de armas avançadas, como os mísseis hipersônicos Oreshnik — testados pela primeira vez em Dnipro em novembro de 2024 — representa um agravamento estratégico. Recentemente, o emprego de mísseis com capacidade nuclear, mas desprovidos de explosivos, tem sido analisado como uma forma de "recado" diplomático-militar, visando demonstrar poderio sem necessariamente atingir alvos militares imediatos. Os ataques contínuos à infraestrutura energética ucraniana, especialmente durante o inverno, têm gerado preocupação internacional devido ao impacto direto na população civil, causando mortes, feridos e interrupções no fornecimento de serviços essenciais. Em cidades como Brovary, a população tem recorrido a soluções emergenciais, como o uso de vagões de trem aquecidos por geradores, para enfrentar as baixas temperaturas. Em meio a essa escalada militar, os esforços diplomáticos para encontrar uma solução para o conflito persistem, com a Ucrânia e os Estados Unidos mantendo canais de comunicação abertos para negociações, e figuras como o Papa Leão XIV apelando publicamente pelo fim da violência. O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy anunciou que os documentos para um acordo de paz com a Rússia estão "quase finalizados", e que haverá reuniões entre EUA, Ucrânia e Rússia nos Emirados Árabes Unidos. Contudo, o cenário diplomático é complexo, com Donald Trump expressando a crença de que a Ucrânia, e não a Rússia, é o principal obstáculo para um acordo de paz, uma visão que diverge da de muitos aliados ocidentais e da inteligência americana. Em contrapartida, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy tem enfatizado que os ataques russos contínuos são a prova da falta de interesse de Moscou em uma solução pacífica, e acusou a Rússia de tentar "congelar os ucranianos até a morte". Zelenskiy também criticou a fragmentação da Europa e a necessidade de uma ordem global baseada na independência da Ucrânia. Para compensar as perdas significativas de soldados, a Rússia tem ampliado suas estratégias de recrutamento, incluindo o uso de redes informais para atrair combatentes estrangeiros, prometendo-lhes cidadania e salários elevados, mas enviando-os para o combate com pouco treinamento e sem a possibilidade de sair do serviço. A declaração de um membro do Banco Central Europeu em janeiro de 2026, afirmando que a Europa já está "em guerra" com a Rússia, reflete a crescente percepção de um conflito mais amplo e as preocupações com suas possíveis repercussões financeiras para a área do euro. A intensificação dos ataques russos, incluindo o uso maciço de drones contra o sistema de energia ucraniana, demonstra a continuidade da estratégia russa de atingir a infraestrutura crítica e exercer pressão sobre a Ucrânia. Em 24 de janeiro de 2026, um ataque russo a Kiev deixou 6 mil edifícios sem aquecimento, enquanto delegações de Rússia, Ucrânia e EUA se reuniam em Abu Dhabi para negociar o fim da guerra. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia condenou o ataque, que utilizou 375 drones e 21 mísseis, como uma ação cínica durante as negociações de paz. O presidente Zelensky afirmou que a ofensiva prova a necessidade de acordos internacionais sobre fornecimento de defesa aérea. As negociações em Abu Dhabi, as primeiras trilaterais desde o início da guerra, visam discutir o controle territorial de Donbas, com a Rússia exigindo a anexação de toda a região como condição para a paz. Zelensky, por sua vez, declarou que os documentos para finalizar a guerra estão "quase prontos", com as garantias de segurança dos EUA concluídas. Um novo ataque em 24 de janeiro de 2026, que deixou 1,2 milhão de propriedades sem energia e 6.000 edifícios em Kiev sem calefação, com temperaturas em torno de -10 graus Celsius, reforça a estratégia russa de bombardeio de instalações de energia, a mais intensa neste inverno. O ataque, que utilizou 375 drones e 21 mísseis, incluindo dois mísseis balísticos Tsirkon, ocorreu enquanto as conversações trilaterais nos Emirados Árabes Unidos eram encerradas, com o foco central sendo os possíveis parâmetros para o fim da guerra. Em 25 de janeiro de 2026, o presidente Zelenskiy confirmou que o documento de garantias de segurança dos EUA para a Ucrânia está 100% pronto, aguardando apenas a formalização da assinatura e ratificação, e que este acordo prevê compromissos americanos de apoio militar, monitoramento de um eventual cessar-fogo com a Rússia e defesa da Ucrânia em caso de nova agressão russa. Em 29 de janeiro de 2026, Donald Trump afirmou ter solicitado pessoalmente a Vladimir Putin uma pausa nos ataques a Kiev e outras cidades por uma semana, devido ao "frio extraordinário", e que Putin teria concordado, destacando uma suposta intervenção diplomática de Trump. Em 15 de fevereiro de 2026, a Ucrânia realizou um ataque de drone contra o porto russo de Taman, na região de Krasnodar, causando um incêndio e ferindo duas pessoas. Em retaliação, ou em ataques coordenados, destroços de drones russos atingiram a região de Odesa, na Ucrânia, danificando infraestruturas civis e de transporte. Estes eventos antecedem uma nova rodada de negociações mediadas pelos EUA em Genebra, agendada para 18 e 19 de fevereiro de 2026, que ocorrerá pouco antes do quarto aniversário do conflito. A Ucrânia continua a denunciar os ataques russos à sua infraestrutura energética como uma tática de "armar o inverno", visando privar a população de serviços essenciais.
Linha do tempo
2024: Rússia e Coreia do Norte assinam acordo militar, incluindo cláusula de defesa mútua.
Março de 2024: Recrutamento de sírios por Polina Alexandrovna Azarnykh para as Forças Armadas russas, com promessas de trabalho lucrativo e cidadania.
Novembro de 2024: Rússia realiza o primeiro disparo experimental do míssil Oreshnik contra uma fábrica em Dnipro.
16 de março de 2025: Análise sobre os objetivos de Trump, Putin e Zelensky no conflito e posições estratégicas para negociações de paz.
25 de maio de 2025: Rússia lança ataque aéreo com quase 370 mísseis e drones, resultando em pelo menos 12 mortes.
10 de junho de 2025: Discussão sobre a reavaliação de táticas militares ocidentais devido ao uso de drones ucranianos.
28-29 de dezembro de 2025: Rússia acusa a Ucrânia de tentar atacar a residência de Putin em Novgorod com 91 drones; Zelensky nega e classifica a acusação como pretexto para sabotar a paz.
29 de dezembro de 2025: Zelensky reúne-se com Donald Trump na Flórida para discutir garantias de segurança e um possível acordo de paz.
Setembro de 2025: Putin agradece a Kim Jong-un pelo envio de tropas norte-coreanas.
08 de janeiro de 2026: Coreia do Norte promete apoio incondicional e permanente à Rússia.
09 de janeiro de 2026: A Rússia realiza um ataque massivo a Kiev com o sistema hipersônico Oreshnik, lançando 36 mísseis e 242 drones, atingindo infraestrutura energética. Simultaneamente, um míssil Oreshnik com capacidade nuclear atinge a cidade de Lviv; especialistas indicam que o projétil não carregava explosivos e não atingiu alvos militares, servindo como um ato de coerção e intimidação.
10 de janeiro de 2026: O principal negociador ucraniano dialoga com representantes dos EUA em conversas para encerrar o conflito.
11 de janeiro de 2026: O Papa Leão XIV pede diálogo e paz, e oferece orações pelo povo ucraniano após os ataques russos a instalações de energia, destacando o impacto na população civil e a intensificação do frio.
12 de janeiro de 2026: Programada reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir a escalada do conflito após o uso de mísseis hipersônicos contra Kiev.
13 de janeiro de 2026: Ataque russo na madrugada mata quatro pessoas e fere seis em Kharkiv, atingindo um terminal postal e causando incêndios. A ofensiva também danifica a rede elétrica, resultando em cortes de energia emergenciais em Kiev. Cerca de 20 mísseis balísticos são lançados em Kiev em um ataque descrito como curto, porém intenso. Ataques também atingem Odessa, deixando cinco feridos, e Kryvyi Rih, com dois feridos. A Rússia utiliza mísseis supersônicos Oreshnik, com capacidade nuclear, mas sem ogivas explosivas, visando a infraestrutura energética e instalações de fabricação de drones. A Rússia justifica o ataque como resposta à suposta tentativa de ataque à residência de Putin em dezembro de 2025, alegação negada por Zelensky.
Principais atores
Ucrânia: Liderada por Volodymyr Zelensky, defende sua soberania e busca garantias de segurança de longo prazo (30 a 50 anos). Diplomatas como o chanceler Andrii Sybiha e o embaixador Andriy Melnyk atuam na denúncia de crimes de guerra e na pressão internacional contra o uso de mísseis hipersônicos. O principal negociador ucraniano mantém diálogo com parceiros internacionais para buscar o fim da guerra. Zelensky tem refutado publicamente qualquer concessão territorial à Rússia, citando a Constituição do país, e reiterou o compromisso do país com a paz, apesar dos contínuos ataques russos que, segundo ele, demonstram a falta de interesse de Moscou em um acordo. Zelensky também tem pedido mais apoio internacional, especialmente no fornecimento de mísseis para sistemas de defesa aérea, e afirmou que o país enfrenta uma situação crítica no sistema de energia após os recentes ataques, que causaram mortes e feridos. Ele também confirmou que os ataques maciços de drones russos de 18 de janeiro de 2026 resultaram em duas mortes. Em 22 de janeiro de 2026, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Zelenskiy afirmou que os documentos para um acordo de paz com a Rússia estão "quase finalizados", com o documento de garantias de segurança pronto e o pacote econômico 90% concluído. Ele também anunciou reuniões de dois dias entre EUA, Ucrânia e Rússia nos Emirados Árabes Unidos a partir de 23 de janeiro de 2026, e se reuniu com Donald Trump, a quem agradeceu por mísseis de defesa aérea e solicitou um pacote adicional. Zelenskiy acusou a Rússia de tentar "congelar os ucranianos até a morte" e criticou aliados europeus por sua fragmentação, destacando a necessidade da independência da Ucrânia para a defesa do continente. Em 24 de janeiro de 2026, após um ataque russo a Kiev, Zelensky afirmou que a ofensiva prova a necessidade de acordos internacionais sobre fornecimento de defesa aérea. Ele também declarou que os documentos para finalizar a guerra estão "quase prontos", com as garantias de segurança dos EUA concluídas. Após o ataque de 24 de janeiro de 2026, Zelensky escreveu no X que o foco central das discussões em Abu Dhabi foram os possíveis parâmetros para o fim da guerra. Em 25 de janeiro de 2026, Zelenskiy afirmou em Vilnius que o documento de garantias de segurança dos EUA para a Ucrânia está 100% pronto e aguarda a data e local para a assinatura, que será ratificada pelos Congressos dos EUA e da Ucrânia. Em 15 de fevereiro de 2026, a Ucrânia realizou um ataque de drone contra o porto russo de Taman, na região de Krasnodar.
Rússia: Liderada por Vladimir Putin, utiliza ataques de alta tecnologia como retaliação estratégica. O Kremlin utiliza disparos de mísseis avançados sem ogivas explosivas como ferramenta de pressão psicológica e política. Os ataques à infraestrutura energética têm impactado severamente a população civil ucraniana, causando mortes, feridos e cortes de energia. Putin, segundo Donald Trump, estaria pronto para um acordo de paz, embora os ataques contínuos sugiram o contrário, conforme apontado por Zelenskiy. A Rússia também tem intensificado o recrutamento de estrangeiros e prisioneiros para compensar as perdas militares, utilizando redes informais e promessas enganosas para atrair combatentes de países como Síria, Egito e Iêmen. A Rússia justificou ataques recentes como resposta a uma suposta tentativa de ataque à residência de Putin. A campanha de ataques ao sistema de energia ucraniana, incluindo ofensivas com drones, continua sendo uma tática central, com Zelenskiy acusando a Rússia de tentar "congelar os ucranianos até a morte". Em 24 de janeiro de 2026, a Rússia realizou um ataque a Kiev com 375 drones e 21 mísseis, deixando 6 mil edifícios sem aquecimento, enquanto negociações de paz ocorriam em Abu Dhabi. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a posição da Rússia é que a Ucrânia e as Forças Armadas ucranianas devem deixar Donbas como condição para o fim do conflito, sugerindo uma "fórmula Anchorage" para a resolução pacífica. O ataque de 24 de janeiro de 2026, que deixou 1,2 milhão de propriedades sem energia e 6.000 edifícios em Kiev sem calefação, com temperaturas em torno de -10°C, foi o bombardeio mais intenso da rede elétrica ucraniana neste inverno, utilizando 375 drones e 21 mísseis, incluindo dois mísseis balísticos Tsirkon. Em 29 de janeiro de 2026, Donald Trump alegou que Vladimir Putin concordou em pausar os ataques a Kiev e outras cidades por uma semana, atendendo a um pedido pessoal de Trump, devido ao "frio extraordinário". Em 15 de fevereiro de 2026, destroços de drones russos danificaram infraestruturas civis e de transporte na região ucraniana de Odesa.
Impacto Econômico Global
A guerra continua a gerar volatilidade nos preços do petróleo e commodities. O uso de armas de nova geração e ataques a infraestruturas energéticas aumentam a incerteza nos mercados financeiros globais, afetando índices como o Dow Jones e as bolsas europeias, que reagem diretamente à possibilidade de expansão do conflito para além das fronteiras ucranianas. A declaração de um membro do Banco Central Europeu em janeiro de 2026, afirmando que a Europa já está "em guerra" com a Rússia, eleva a preocupação com a estabilidade financeira na área do euro, caso um conflito militar se intensifique. A continuidade dos esforços diplomáticos, como as conversas entre Ucrânia e EUA, os apelos de líderes globais por paz, e as declarações de figuras como Donald Trump e Volodymyr Zelenskiy sobre o processo de paz, são vistos como fatores que podem influenciar a estabilidade econômica a longo prazo. As negociações para um acordo de paz, com documentos "quase finalizados" e reuniões agendadas entre EUA, Ucrânia e Rússia nos Emirados Árabes Unidos, podem indicar um caminho para a desescalada e impactar positivamente a economia global. Além disso, as estratégias de recrutamento de combatentes estrangeiros pela Rússia, muitas vezes com promessas enganosas, podem ter implicações econômicas e sociais para os países de origem desses recrutas. Os ataques maciços de drones russos à infraestrutura energética ucraniana, como o ocorrido em 18 de janeiro de 2026 e o ataque de 24 de janeiro de 2026 a Kiev, agravam a situação econômica da Ucrânia e aumentam a incerteza nos mercados. A falta de aquecimento e energia em cidades como Brovary e Kiev, devido aos ataques, também demonstra o impacto direto na vida civil e na economia local. O ataque de 24 de janeiro de 2026, que deixou 1,2 milhão de propriedades sem energia elétrica e 6.000 edifícios em Kiev sem calefação, representa o bombardeio mais intenso da rede elétrica ucraniana neste inverno, exacerbando ainda mais o impacto econômico e humanitário. A confirmação, em 25 de janeiro de 2026, de que o documento de garantias de segurança dos EUA para a Ucrânia está 100% pronto, com a expectativa de assinatura e ratificação, e que este acordo prevê compromissos americanos de apoio militar, monitoramento de um eventual cessar-fogo com a Rússia e defesa da Ucrânia em caso de nova agressão russa, pode trazer um novo elemento de estabilidade e confiança para os mercados. A alegação de Donald Trump, em 29 de janeiro de 2026, de que Vladimir Putin concordou em pausar os ataques a Kiev por uma semana devido ao "frio extraordinário", se confirmada, poderia ter um impacto temporário na percepção de risco e na dinâmica do conflito, mas a longo prazo, a incerteza permanece elevada. Os ataques mútuos com drones em 15 de fevereiro de 2026, incluindo o incêndio no porto russo de Taman e os danos em Odesa, aumentam a volatilidade e a incerteza, especialmente no setor de commodities e transporte, e ocorrem às vésperas de novas negociações mediadas pelos EUA em Genebra, que podem influenciar a percepção de risco e a estabilidade econômica.
Recrutamento de Estrangeiros pelas Forças Armadas Russas
A Rússia tem intensificado seus esforços para recrutar combatentes estrangeiros para a guerra na Ucrânia, utilizando métodos que incluem promessas de altos salários e cidadania russa. Uma investigação da BBC, publicada em 18 de janeiro de 2026, revelou que figuras como Polina Alexandrovna Azarnykh, uma ex-professora, operam redes de recrutamento, principalmente via Telegram, para atrair homens de países como Síria, Egito e Iêmen. Esses recrutas são frequentemente enganados, sendo prometidos trabalhos civis ou funções de segurança, mas acabam enviados para a linha de frente com treinamento militar inadequado e sem a possibilidade de rescindir seus contratos, que são automaticamente renovados até o fim da guerra por um decreto russo de 2022. Há relatos de ameaças e coerção, como a queima de passaportes, contra aqueles que tentam se recusar a combater ou questionar as condições. A BBC identificou cerca de 500 casos de convites emitidos por Azarnykh, e famílias de recrutas relatam mortes e desaparecimentos. Estima-se que pelo menos 20 mil estrangeiros, de países como Cuba, Nepal e Coreia do Norte, possam ter se alistado. O Kremlin, que inicialmente utilizava organizações maiores como o Grupo Wagner e o sistema prisional para recrutamento, agora incentiva moradores locais e companhias menores, sugerindo que as estratégias anteriores não geram mais o mesmo volume de recrutas.
Termos importantes
Míssil hipersônico Oreshnik: Sistema de mísseis que viaja a mais de cinco vezes a velocidade do som, dificultando a interceptação e capaz de carregar ogivas nucleares. Usado pela Rússia em ataques estratégicos contra a infraestrutura energética e instalações militares da Ucrânia.
Míssil balístico Tsirkon: Míssil hipersônico russo, raramente utilizado, que foi empregado no ataque de 24 de janeiro de 2026 contra a Ucrânia.
Ataque de Coerção: Uso de força militar ou demonstração de armamento avançado com o objetivo de intimidar o adversário politicamente, sem necessariamente buscar destruição física imediata.
Infraestrutura energética: Alvos civis e militares estratégicos (usinas e redes elétricas) frequentemente visados para desestabilizar a economia e o suporte militar, com graves consequências para a população civil, especialmente em condições climáticas adversas, resultando em mortes e feridos. A falta de energia e aquecimento leva a soluções emergenciais, como o uso de vagões de trem aquecidos por geradores em Brovary e, mais recentemente, em Kiev, onde 6 mil edifícios ficaram sem aquecimento após um ataque em 24 de janeiro de 2026. A Ucrânia considera os ataques russos à infraestrutura energética como uma tentativa de "armar o inverno", visando privar a população de serviços essenciais.
Conselho de Segurança da ONU: Órgão internacional responsável pela manutenção da paz, que realiza reuniões de emergência em casos de escalada grave de violência.
Garantias de Segurança: Compromissos de proteção militar discutidos entre Ucrânia e potências ocidentais para assegurar a estabilidade pós-conflito. Volodymyr Zelenskiy afirmou que o documento de garantias de segurança está pronto como parte de um acordo de paz, com as negociações com os EUA concluídas em 22 de janeiro de 2026. Em 25 de janeiro de 2026, Zelenskiy confirmou que o documento de garantias de segurança dos EUA está 100% pronto e aguarda assinatura e ratificação pelos Congressos dos EUA e da Ucrânia. Este acordo prevê compromissos americanos de apoio militar, monitoramento de um eventual cessar-fogo com a Rússia e defesa da Ucrânia em caso de nova agressão russa.
Fórum Econômico Mundial (Davos): Encontro anual de líderes políticos e empresariais globais, onde discussões sobre questões internacionais, incluindo conflitos e diplomacia, frequentemente ocorrem. Volodymyr Zelenskiy fez anúncios importantes sobre o acordo de paz e se reuniu com Donald Trump neste fórum em 22 de janeiro de 2026.
Recrutamento de Estrangeiros: Estratégia russa para compensar perdas militares, atraindo homens de outros países com promessas de cidadania e altos salários, mas com relatos de engano e envio para a linha de frente com treinamento inadequado.
Estabilidade Financeira: Refere-se à resiliência do sistema financeiro a choques, sendo uma preocupação central para instituições como o Banco Central Europeu diante de tensões geopolíticas e conflitos militares.
14 de janeiro de 2026: Donald Trump declara que a Ucrânia está impedindo um acordo de paz com a Rússia, sugerindo que Vladimir Putin estaria pronto para o acordo, mas Volodymyr Zelensky seria mais reticente. Zelensky rebate as acusações, afirmando que a Ucrânia nunca será um obstáculo para a paz e que sua Constituição não permite concessões territoriais.
16 de janeiro de 2026: Volodymyr Zelenskiy reitera o compromisso da Ucrânia com a paz, mas afirma que os ataques russos contínuos provam a falta de interesse de Moscou em um acordo.
18 de janeiro de 2026: Publicação de investigação da BBC detalhando o recrutamento de homens estrangeiros (principalmente da Síria, Egito e Iêmen) para as Forças Armadas russas por meio de promessas enganosas e ameaças, com cerca de 500 casos de convites identificados.
18 de janeiro de 2026: Um membro do Banco Central Europeu (BCE) afirma que a Europa já está "em guerra" com a Rússia, alertando para potenciais problemas de estabilidade financeira caso um país da área do euro enfrente um conflito militar.
18 de janeiro de 2026 (noite): Rússia lança ataque maciço com mais de 200 drones contra a Ucrânia, atingindo as regiões de Sumy, Kharkiv, Dnipro, Zaporizhzhia, Khmelnytskyi e Odesa. O ataque resulta em duas mortes e dezenas de feridos, incluindo uma criança, e agrava a situação crítica do sistema de energia.
22 de janeiro de 2026: Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Volodymyr Zelenskiy anuncia que os documentos para um acordo de paz com a Rússia, incluindo garantias de segurança e planos econômicos, estão "quase finalizados". Ele se reúne com Donald Trump, solicitando mísseis de defesa aérea adicionais. Zelenskiy acusa a Rússia de tentar "congelar os ucranianos até a morte" e critica a Europa por sua abordagem fragmentada, afirmando que a independência da Ucrânia é essencial para a defesa do continente.
23 de janeiro de 2026: Início de reuniões de dois dias entre EUA, Ucrânia e Rússia nos Emirados Árabes Unidos, após a viagem do enviado especial dos EUA a Moscou. Esta é a primeira reunião trilateral desde o início da guerra, com foco no controle territorial de Donbas.
24 de janeiro de 2026: Um ataque russo a Kiev deixa 6 mil edifícios sem aquecimento em meio a temperaturas de -12°C. O ataque utilizou 375 drones e 21 mísseis. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia condena o ataque como cínico, ocorrendo durante as negociações de paz em Abu Dhabi.
24 de janeiro de 2026 (madrugada): Rússia lança um grande ataque ao sistema de energia da Ucrânia, deixando 1,2 milhão de propriedades sem energia elétrica em todo o país e 6.000 edifícios em Kiev sem calefação, com temperaturas em torno de -10°C. O ataque utilizou 375 drones e 21 mísseis, incluindo dois mísseis balísticos Tsirkon. Uma pessoa morre em Kiev e quatro ficam feridas; em Kharkiv, 19 pessoas, incluindo uma criança, ficam feridas, com instalações médicas e um dormitório para deslocados sendo atingidos. As conversações trilaterais entre Rússia e Ucrânia, mediadas pelos EUA, nos Emirados Árabes Unidos são encerradas.
25 de janeiro de 2026: O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy anuncia, durante visita a Vilnius, que o documento de garantias de segurança dos EUA para a Ucrânia está "100% pronto" e que a Ucrânia aguarda a confirmação da data e local para sua assinatura.
29 de janeiro de 2026: Donald Trump declara que pediu pessoalmente a Vladimir Putin para não atacar Kiev e outras cidades por uma semana devido ao "frio extraordinário", e que Putin teria concordado com o pedido.
15 de fevereiro de 2026: Ucrânia ataca o porto russo de Taman, na região de Krasnodar, com drones, causando um incêndio e ferindo duas pessoas. Destroços de drones russos danificam infraestruturas civis e de transporte na região ucraniana de Odesa.
18-19 de fevereiro de 2026: Nova rodada de negociações mediadas pelos EUA entre enviados da Rússia e da Ucrânia em Genebra, Suíça.
Coreia do Norte / Kim Jong-un: Fornece apoio militar direto com tropas e milhões de munições, sustentando a capacidade de bombardeio russa.
Estados Unidos e Donald Trump: Os EUA oferecem garantias de segurança (proposta inicial de 15 anos). Trump afirma estar próximo de um plano de paz, embora as negociações enfrentem resistências sobre o controle territorial. Representantes dos EUA participam de conversas com negociadores ucranianos para buscar o fim da guerra. Trump tem expressado frustração com Zelensky, afirmando que a Ucrânia está impedindo um acordo de paz, uma visão que contrasta com a de muitos aliados ocidentais e da inteligência americana que indicam pouco interesse de Moscou em encerrar o conflito. Em 22 de janeiro de 2026, Donald Trump se reuniu com Volodymyr Zelenskiy em Davos, onde o líder ucraniano agradeceu por mísseis de defesa aérea e solicitou um pacote adicional. Trump descreveu a reunião como "muito boa" e afirmou que "a guerra precisa acabar". O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, visitou Moscou antes das reuniões entre EUA, Ucrânia e Rússia nos Emirados Árabes Unidos. A partir de 23 de janeiro de 2026, os EUA participam da primeira reunião trilateral em Abu Dhabi para negociar o fim da guerra, com a delegação liderada por Steve Witkoff e Jared Kushner, e a inclusão de Josh Gruenbaum. Trump sugeriu que um acordo pode estar próximo, afirmando que "o fim de outra [guerra] esteja vindo muito em breve". As conversações trilaterais nos Emirados Árabes Unidos, mediadas pelos EUA, foram encerradas em 24 de janeiro de 2026. Em 25 de janeiro de 2026, foi confirmado que o documento de garantias de segurança dos EUA para a Ucrânia está 100% pronto, aguardando apenas a formalização da assinatura e posterior ratificação pelo Congresso dos EUA. Em 29 de janeiro de 2026, Trump declarou que pediu pessoalmente a Vladimir Putin para não atacar Kiev e outras cidades por uma semana devido ao "frio extraordinário", e que Putin teria concordado com o pedido, destacando uma suposta intervenção diplomática de Trump. Os EUA mediarão uma nova rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia em Genebra nos dias 18 e 19 de fevereiro de 2026.
ONU: O Conselho de Segurança atua como mediador de crises, convocando reuniões de emergência diante do uso de armamentos com capacidade nuclear.
Papa Leão XIV: Líder da Igreja Católica, tem apelado publicamente pelo diálogo e pela paz, oferecendo orações pelo povo ucraniano e condenando os ataques à infraestrutura energética que afetam a população civil.
Tymur Tkachenko: Chefe da administração militar de Kiev, descreveu o ataque de 13 de janeiro de 2026 como um ataque de mísseis curto, porém intenso, contra a capital. Em 24 de janeiro de 2026, ele relatou ataques em pelo menos quatro distritos de Kiev, com uma instalação médica entre os prédios danificados.
Polina Alexandrovna Azarnykh: Ex-professora russa, de 40 anos, identificada por uma investigação da BBC como uma das principais recrutadoras de homens estrangeiros (sírios, egípcios, iemenitas, entre outros) para as Forças Armadas russas, utilizando um canal no Telegram. Ela atrai os homens com promessas de trabalho lucrativo e cidadania, mas os envia para a linha de frente na Ucrânia com pouco treinamento, e é acusada de enganar e ameaçar os recrutas.
Banco Central Europeu (BCE): Um membro da instituição declarou em janeiro de 2026 que a Europa já se encontra "em guerra" com a Rússia, destacando a preocupação com as implicações econômicas e financeiras de um possível conflito militar na área do euro.
Steve Witkoff: Enviado especial dos EUA, visitou Moscou antes das reuniões entre EUA, Ucrânia e Rússia nos Emirados Árabes Unidos, a partir de 23 de janeiro de 2026. Ele lidera a delegação dos EUA nas negociações em Abu Dhabi e indicou que um acordo pode estar próximo. As conversações trilaterais foram encerradas em 24 de janeiro de 2026.
Jared Kushner: Genro de Donald Trump, faz parte da delegação dos EUA nas negociações em Abu Dhabi.
Josh Gruenbaum: Assessor da Casa Branca, faz parte da delegação dos EUA nas negociações em Abu Dhabi.
Dmitry Peskov: Porta-voz do Kremlin, afirmou que a posição da Rússia é que a Ucrânia e as Forças Armadas ucranianas devem deixar Donbas para que Putin concorde em finalizar a guerra, sugerindo uma "fórmula Anchorage" para a resolução pacífica.
Igor Kostyukov: Almirante russo, líder da delegação russa nas negociações em Abu Dhabi.
Vitali Klitschko: Prefeito de Kiev, informou que um ataque russo em 24 de janeiro de 2026 deixou 6 mil edifícios sem aquecimento na cidade. Ele também disse que uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas neste ataque.
Ihor Terekhov: Prefeito de Kharkiv, informou que 25 drones atingiram vários distritos da cidade em 24 de janeiro de 2026, atingindo um dormitório para pessoas deslocadas e duas instalações médicas, incluindo uma maternidade.
Oleksiy Kuleba: Vice-primeiro-ministro da Ucrânia, afirmou que mais de 800.000 pessoas em Kiev e 400.000 em Chernihiv ficaram sem energia após os ataques de 24 de janeiro de 2026.
Veniamin Kondratyev: Governador de Krasnodar, relatou que o ataque de drone ucraniano ao porto de Taman em 15 de fevereiro de 2026 feriu duas pessoas e danificou um tanque de armazenamento de petróleo, um armazém e terminais do porto.
Ataque Maciço de Drones: Tática russa de utilizar grande número de veículos aéreos não tripulados para atingir múltiplos alvos simultaneamente, frequentemente visando a infraestrutura energética e causando vítimas civis. Em 24 de janeiro de 2026, um ataque a Kiev utilizou 375 drones e 21 mísseis. Em 15 de fevereiro de 2026, a Ucrânia utilizou drones para atacar o porto russo de Taman, e a Rússia utilizou drones para atacar Odesa.
Acordo de Paz: Documentos negociados para encerrar o conflito, incluindo garantias de segurança e planos econômicos. Volodymyr Zelenskiy declarou que os documentos estão "quase finalizados" e "90% prontos" para o pacote econômico. Em 25 de janeiro de 2026, Zelenskiy afirmou que o documento de garantias de segurança dos EUA está 100% pronto. Este acordo prevê compromissos americanos de apoio militar, monitoramento de um eventual cessar-fogo com a Rússia e defesa da Ucrânia em caso de nova agressão russa.
Emirados Árabes Unidos: Local das reuniões agendadas entre EUA, Ucrânia e Rússia para discutir o fim da guerra, a partir de 23 de janeiro de 2026, sendo a primeira reunião trilateral desde o início do conflito. As conversações foram encerradas em 24 de janeiro de 2026, com mais discussões esperadas para o próximo domingo.
Fórmula Anchorage: Termo usado pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em referência a um encontro entre Trump e Putin no Alasca em agosto, sugerindo uma modalidade de resolução pacífica para o conflito, com a condição de que as tropas ucranianas deixem Donbas.
Donbas: Região no leste da Ucrânia, cujo controle territorial é uma questão central nas negociações de paz, com a Rússia exigindo sua anexação completa como condição para o fim do conflito.
Kharkiv: Segunda maior cidade da Ucrânia, próxima à fronteira russa, frequentemente alvo de ataques. Em 24 de janeiro de 2026, foi atingida por 25 drones, que danificaram um dormitório para deslocados e duas instalações médicas, incluindo uma maternidade, e deixaram 19 pessoas feridas.
Chernihiv: Região no norte da Ucrânia, onde 400.000 pessoas ficaram sem energia após o ataque russo de 24 de janeiro de 2026.
Plano de 20 pontos dos EUA: Estrutura de negociação proposta pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra, discutida nas reuniões trilaterais em Abu Dhabi. Volodymyr Zelenskiy mencionou que este plano e outras questões problemáticas foram abordados, com progresso em algumas delas.
Vilnius: Capital da Lituânia, onde o presidente Volodymyr Zelenskiy anunciou em 25 de janeiro de 2026 que o documento de garantias de segurança dos EUA para a Ucrânia está 100% pronto e aguarda assinatura e ratificação.
Intervenção Diplomática de Trump: Alegação de Donald Trump em 29 de janeiro de 2026 de que ele pediu pessoalmente a Vladimir Putin para pausar os ataques a Kiev e outras cidades por uma semana, e que Putin teria concordado devido ao "frio extraordinário".
Genebra: Cidade na Suíça que sediará uma nova rodada de negociações mediadas pelos EUA entre enviados da Rússia e da Ucrânia nos dias 18 e 19 de fevereiro de 2026.
Porto de Taman: Porto russo na região de Krasnodar, alvo de um ataque de drone ucraniano em 15 de fevereiro de 2026, que causou um incêndio e feriu duas pessoas.
Odesa: Região ucraniana onde destroços de drones russos danificaram infraestruturas civis e de transporte em 15 de fevereiro de 2026.
Armar o inverno: Expressão utilizada pelas autoridades ucranianas para descrever a estratégia russa de atacar a infraestrutura energética para privar os civis de aquecimento, luz e água corrente durante o inverno.