Guerra Ucrânia x Rússia
Adicionado evento de 22/01/2026 sobre a reunião de Zelensky e Trump em Davos, a acusação de Zelensky de que a Rússia tenta "congelar os ucranianos até a morte", e a situação de civis em Brovary usando vagões de trem como abrigo.
A Guerra Ucrânia x Rússia é um conflito armado em curso que se intensificou significativamente com a invasão russa em fevereiro de 2022. O conflito tem raízes históricas e geopolíticas profundas, envolvendo disputas territoriais, influências políticas e a segurança regional e global. A guerra é marcada por intensos combates, ataques aéreos e o uso de tecnologias militares avançadas, incluindo mísseis hipersônicos como o Oreshnik, capaz de transportar ogivas nucleares. A Rússia recebe apoio significativo da Coreia do Norte, que enviou milhares de soldados e mais de 9 milhões de munições, permitindo a intensificação de bombardeios contra infraestrutura ucraniana. Em janeiro de 2026, a Rússia utilizou o sistema Oreshnik em ataques massivos, visando tanto a capital Kiev quanto a cidade de Lviv. Especialistas interpretam o uso dessas armas, por vezes sem carga explosiva, como uma estratégia de coerção e intimidação psicológica contra a Ucrânia e seus aliados ocidentais. Os ataques russos à infraestrutura energética ucraniana têm atingido duramente a população civil, especialmente com a intensificação do frio, resultando em mortes e feridos, e deixando o sistema de energia em situação crítica. Em Brovary, a 20 km de Kiev, a falta de energia e aquecimento levou moradores a buscar abrigo em vagões de trem desativados, aquecidos por geradores, onde famílias se reúnem para sobreviver ao inverno rigoroso. Paralelamente aos combates, esforços diplomáticos continuam, com negociadores ucranianos e representantes dos EUA engajados em conversações para buscar uma resolução para o conflito. O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy afirmou no Fórum Econômico Mundial em Davos que os documentos para um acordo de paz com a Rússia estão "quase finalizados", incluindo garantias de segurança e planos econômicos. Ele também anunciou reuniões entre EUA, Ucrânia e Rússia nos Emirados Árabes Unidos. Líderes religiosos, como o Papa Leão XIV, também têm se manifestado, pedindo diálogo e paz e oferecendo orações pelo povo ucraniano. Donald Trump, por sua vez, tem expressado a visão de que a Ucrânia estaria impedindo um acordo de paz, enquanto a Rússia estaria pronta para encerrar o conflito, uma perspectiva que contrasta com a de aliados europeus e relatórios de inteligência dos EUA. Volodymyr Zelenskiy, em resposta aos comentários de Trump, reiterou o compromisso da Ucrânia com a paz, mas afirmou que os contínuos ataques russos demonstram a falta de interesse de Moscou em um acordo. Zelenskiy também acusou a Rússia de tentar "congelar os ucranianos até a morte" e criticou aliados europeus por sua abordagem fragmentada, enfatizando a necessidade da independência da Ucrânia para a defesa da Europa. A Rússia tem intensificado seus esforços de recrutamento, incluindo o alistamento de prisioneiros e a atração de estrangeiros de países como Síria, Egito e Iêmen, muitas vezes por meio de promessas enganosas de trabalho lucrativo e cidadania, que resultam no envio para a linha de frente com treinamento inadequado. A percepção de que a Europa já está "em guerra" com a Rússia, conforme declarado por um membro do Banco Central Europeu em janeiro de 2026, sublinha a escalada das tensões geopolíticas e as preocupações com a estabilidade financeira na região. A Rússia tem intensificado sua campanha de ataques ao sistema de energia ucraniana, utilizando ataques maciços de drones como parte de sua ofensiva no campo de batalha, resultando em vítimas civis e danos à infraestrutura crítica.
O conflito atual é uma escalada de tensões que remontam a 2014, com a anexação da Crimeia pela Rússia e o apoio a separatistas nas regiões de Donetsk e Luhansk. A invasão em larga escala de 2022 marcou uma nova fase, com a Rússia buscando desmilitarizar a Ucrânia, enquanto esta defende sua soberania com apoio ocidental. A Rússia conta com apoio da Coreia do Norte, formalizado em um acordo de defesa mútua de 2024. O uso de armas avançadas, como os mísseis hipersônicos Oreshnik — testados pela primeira vez em Dnipro em novembro de 2024 — representa um agravamento estratégico. Recentemente, o emprego de mísseis com capacidade nuclear, mas desprovidos de explosivos, tem sido analisado como uma forma de "recado" diplomático-militar, visando demonstrar poderio sem necessariamente atingir alvos militares imediatos. Os ataques contínuos à infraestrutura energética ucraniana, especialmente durante o inverno, têm gerado preocupação internacional devido ao impacto direto na população civil, causando mortes, feridos e interrupções no fornecimento de serviços essenciais. Em cidades como Brovary, a população tem recorrido a soluções emergenciais, como o uso de vagões de trem aquecidos por geradores, para enfrentar as baixas temperaturas. Em meio a essa escalada militar, os esforços diplomáticos para encontrar uma solução para o conflito persistem, com a Ucrânia e os Estados Unidos mantendo canais de comunicação abertos para negociações, e figuras como o Papa Leão XIV apelando publicamente pelo fim da violência. O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy anunciou que os documentos para um acordo de paz com a Rússia estão "quase finalizados", e que haverá reuniões entre EUA, Ucrânia e Rússia nos Emirados Árabes Unidos. Contudo, o cenário diplomático é complexo, com Donald Trump expressando a crença de que a Ucrânia, e não a Rússia, é o principal obstáculo para um acordo de paz, uma visão que diverge da de muitos aliados ocidentais e da inteligência americana. Em contrapartida, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy tem enfatizado que os ataques russos contínuos são a prova da falta de interesse de Moscou em uma solução pacífica, e acusou a Rússia de tentar "congelar os ucranianos até a morte". Zelenskiy também criticou a fragmentação da Europa e a necessidade de uma ordem global baseada na independência da Ucrânia. Para compensar as perdas significativas de soldados, a Rússia tem ampliado suas estratégias de recrutamento, incluindo o uso de redes informais para atrair combatentes estrangeiros, prometendo-lhes cidadania e salários elevados, mas enviando-os para o combate com pouco treinamento e sem a possibilidade de sair do serviço. A declaração de um membro do Banco Central Europeu em janeiro de 2026, afirmando que a Europa já está "em guerra" com a Rússia, reflete a crescente percepção de um conflito mais amplo e as preocupações com suas possíveis repercussões financeiras para a área do euro. A intensificação dos ataques russos, incluindo o uso maciço de drones contra o sistema de energia ucraniano, demonstra a continuidade da estratégia russa de atingir a infraestrutura crítica e exercer pressão sobre a Ucrânia.
A guerra continua a gerar volatilidade nos preços do petróleo e commodities. O uso de armas de nova geração e ataques a infraestruturas energéticas aumentam a incerteza nos mercados financeiros globais, afetando índices como o Dow Jones e as bolsas europeias, que reagem diretamente à possibilidade de expansão do conflito para além das fronteiras ucranianas. A declaração de um membro do Banco Central Europeu em janeiro de 2026, afirmando que a Europa já está "em guerra" com a Rússia, eleva a preocupação com a estabilidade financeira na área do euro, caso um conflito militar se intensifique. A continuidade dos esforços diplomáticos, como as conversas entre Ucrânia e EUA, os apelos de líderes globais por paz, e as declarações de figuras como Donald Trump e Volodymyr Zelenskiy sobre o processo de paz, são vistos como fatores que podem influenciar a estabilidade econômica a longo prazo. As negociações para um acordo de paz, com documentos "quase finalizados" e reuniões agendadas entre EUA, Ucrânia e Rússia nos Emirados Árabes Unidos, podem indicar um caminho para a desescalada e impactar positivamente a economia global. Além disso, as estratégias de recrutamento de combatentes estrangeiros pela Rússia, muitas vezes com promessas enganosas, podem ter implicações econômicas e sociais para os países de origem desses recrutas. Os ataques maciços de drones russos à infraestrutura energética ucraniana, como o ocorrido em 18 de janeiro de 2026, agravam a situação econômica da Ucrânia e aumentam a incerteza nos mercados. A falta de aquecimento e energia em cidades como Brovary, devido aos ataques, também demonstra o impacto direto na vida civil e na economia local.
A Rússia tem intensificado seus esforços para recrutar combatentes estrangeiros para a guerra na Ucrânia, utilizando métodos que incluem promessas de altos salários e cidadania russa. Uma investigação da BBC, publicada em 18 de janeiro de 2026, revelou que figuras como Polina Alexandrovna Azarnykh, uma ex-professora, operam redes de recrutamento, principalmente via Telegram, para atrair homens de países como Síria, Egito e Iêmen. Esses recrutas são frequentemente enganados, sendo prometidos trabalhos civis ou funções de segurança, mas acabam enviados para a linha de frente com treinamento militar inadequado e sem a possibilidade de rescindir seus contratos, que são automaticamente renovados até o fim da guerra por um decreto russo de 2022. Há relatos de ameaças e coerção, como a queima de passaportes, contra aqueles que tentam se recusar a combater ou questionar as condições. A BBC identificou cerca de 500 casos de convites emitidos por Azarnykh, e famílias de recrutas relatam mortes e desaparecimentos. Estima-se que pelo menos 20 mil estrangeiros, de países como Cuba, Nepal e Coreia do Norte, possam ter se alistado. O Kremlin, que inicialmente utilizava organizações maiores como o Grupo Wagner e o sistema prisional para recrutamento, agora incentiva moradores locais e companhias menores, sugerindo que as estratégias anteriores não geram mais o mesmo volume de recrutas.