A Guerra EUA e Israel x Irã é um conflito armado em curso no Oriente Médio, intensificado a partir de meados de 2025, envolvendo Israel e os Estados Unidos contra o Irã e seus aliados regionais. As tensões são impulsionadas pelo programa nuclear iraniano, que Israel e os EUA consideram uma ameaça, e pela retórica anti-Israel do Irã. O conflito escalou com ataques coordenados em fevereiro de 2026, com os EUA e Israel bombardeando alvos iranianos, e o Irã retaliando contra bases americanas na região. O presidente Donald Trump justificou as ações como defesa e para impedir o Irã de obter armas nucleares, enquanto o Irã, que enfrenta desafios econômicos e protestos internos, prometeu defender sua soberania.
A Guerra EUA e Israel x Irã refere-se a um conflito armado em curso no Oriente Médio, que se intensificou a partir de meados de 2025. Este conflito envolve Israel e os Estados Unidos de um lado, e o Irã e seus aliados regionais, como os Houthis do Iêmen e a Resistência Islâmica no Iraque, do outro. As tensões são impulsionadas principalmente pelo programa nuclear iraniano, que Israel e os EUA consideram uma ameaça à segurança regional e global, e pela retórica anti-Israel do Irã. O conflito tem gerado preocupação internacional devido ao risco de escalada e envolvimento de outros atores regionais, impactando os mercados globais e a estabilidade do Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou os ataques americanos ao Irã, justificando-os como uma medida para 'defender o povo americano' de 'ameaças do governo iraniano' e garantir que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Ele alertou sobre a possibilidade de baixas americanas, uma preocupação levantada pelo general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação visa "eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã" e "criar as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino".
As tensões entre os EUA e o Irã, bem como entre Israel e o Irã, são resultado de décadas de desacordos históricos, políticos e ideológicos. O programa nuclear iraniano é um ponto central de contestação, com o Irã afirmando que suas ambições são para uso civil, enquanto Israel e os EUA suspeitam do desenvolvimento de armas nucleares. Em 2015, o Irã assinou o Plano de Ação Conjunta Compreensivo (JCPOA) com potências mundiais, limitando seu enriquecimento de urânio. No entanto, em fevereiro de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, retomou a política de "pressão máxima" contra o Irã, buscando um novo acordo que impedisse o desenvolvimento de armas nucleares.
A escalada militar recente começou em meados de junho de 2025, quando Israel lançou uma série de bombardeios aéreos contra instalações militares e nucleares iranianas, incluindo as centrais de Natanz e Isfahan. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, justificou a ação como um "último recurso" para impedir o Irã de adquirir armas nucleares. Em resposta, o Irã disparou centenas de drones e mísseis balísticos contra cidades israelenses como Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. Os Estados Unidos, apoiando Israel, intervieram com bombardeios em território iraniano e enviaram navios de guerra para a região, aumentando o risco de um conflito armado em larga escala. Um cessar-fogo foi declarado em 24 de junho de 2025, mas foi rapidamente violado por ambos os lados, com acusações mútuas de ataques.
Em 28 de fevereiro de 2026, explosões foram registradas no centro de Teerã, capital do Irã, e em ao menos outras quatro cidades, incluindo Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu o evento como um "ataque preventivo" para "eliminar ameaças". Este ataque foi uma ação coordenada entre os EUA e Israel, ocorrendo após semanas de escalada de tensão e a intensificação da presença militar americana no Oriente Médio pelo governo Trump. Esta foi a segunda vez, em menos de um ano, que os EUA atacaram o Irã. Antes da operação, o governo iraniano havia prometido bombardear bases americanas em caso de ataque. Em resposta, as Forças Armadas de Israel acionaram sirenes de alerta aéreo em diversas áreas do país, suspenderam aulas e deslocamentos ao trabalho, e a autoridade aeroportuária fechou o espaço aéreo para voos civis. A Embaixada dos EUA no Catar implementou um protocolo de confinamento para todo o seu pessoal. O ataque em Teerã, que incluiu ao menos três explosões, ocorreu próximo a uma das residências do Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, com vídeos mostrando grandes colunas de fumaça. Após a investida, tanto Israel quanto o Irã anunciaram o fechamento de seus respectivos espaços aéreos, com companhias aéreas cancelando voos que cruzariam a região. O Ministério da Saúde do Irã informou o envio de ambulâncias para as áreas centrais de Teerã e que os hospitais estavam em alerta, embora o número exato de feridos e os locais atingidos não tenham sido divulgados. Em retaliação a estes ataques, o Irã lançou mísseis contra o território israelense, acionando sirenes de alerta em diversas regiões. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram o lançamento dos projéteis e informaram que a Força Aérea estava em operação para interceptar e "neutralizar ameaças", alertando que a proteção "não é hermética" e pedindo à população que siga as orientações de segurança. Houve também relatos de explosões e acionamento de sirenes de alerta em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes. Donald Trump afirmou que o objetivo do ataque é "destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças", e que "este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos". Ele também incentivou a população iraniana a pressionar pela queda do regime dos aiatolás e instou militares a se renderem ou irão "enfrentar a morte certa". Netanyahu, por sua vez, complementou que a ação "criará condições para que o povo iraniano tome as responsabilidades do seu destino". Militares dos EUA indicaram que a operação pode durar dias, e o Pentágono a classificou como "fúria épica".
A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel, iniciada em 28 de fevereiro de 2026, tem escopo e intensidade muito maiores do que ataques anteriores. A primeira onda de ataques envolveu dezenas de bombardeios conduzidos por aviões de combate lançados a partir de bases militares no Oriente Médio e de um ou mais porta-aviões na região. O foco inicial dos ataques são alvos militares em território iraniano, em especial a infraestrutura de mísseis e instalações de comando e controle. Esta ação faz parte do maior reforço de presença militar americana desde a Guerra do Iraque, em 2003, e inclui dois porta-aviões, vários destróieres e mais de 50 caças. Donald Trump classificou a nova campanha como "massiva" e afirmou que o objetivo é destruir boa parte da capacidade militar iraniana, incluindo o programa de mísseis e ativos navais. Ele prometeu "destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis", além de "aniquilar" a marinha iraniana e impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear. O presidente também declarou que o objetivo é enfraquecer a capacidade de ação de grupos considerados "afiliados terroristas" do Irã. Estimativas americanas apontam que o Irã possui mais de 2.000 mísseis, em sua maioria de curto e médio alcance, capazes de atingir Israel e bases dos EUA na região, e que estariam espalhados em diversos locais de lançamento pelo país, sendo estes entre os primeiros alvos da campanha aérea. O Irã conta com a Guarda Revolucionária Islâmica, uma força de cerca de 200 mil membros subordinada diretamente ao líder supremo, além de uma frota de centenas de lanchas rápidas que poderiam ser usadas em ataques de "enxame" no Golfo Pérsico e um arsenal estimado entre 3.000 e 6.000 minas navais, capazes de bloquear temporariamente o estratégico Estreito de Hormuz.
Este ataque ocorreu em um momento de contínua pressão dos Estados Unidos sobre o Irã em relação ao seu programa nuclear, com uma frota de caças e navios de guerra americanos reunida na região, incluindo os porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford, além de tropas em pelo menos 10 bases em países vizinhos e outras nove. As negociações entre os EUA e o Irã, que ocorreram até 26 de fevereiro de 2026 em Genebra, visavam limitar ou encerrar o programa nuclear iraniano, restringir o alcance de seus mísseis balísticos e encerrar o apoio a grupos armados no Oriente Médio. Um novo encontro foi agendado para 1º de março. O Irã, por sua vez, indicou aceitar limitar o programa nuclear e reduzir o enriquecimento de urânio em troca do fim das sanções. No entanto, após os ataques coordenados de 28 de fevereiro de 2026, o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que, embora estivesse pronto para negociar, agora é "hora de defender a pátria e enfrentar agressão militar do inimigo". O líder supremo do Irã, Khamenei, foi transferido para um local seguro durante os ataques, e o presidente Masoud Pezeshkian estava em segurança. Enquanto isso, o Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China. Imagens de satélite mostram também que o país tem fortificado e camuflado suas instalações nucleares.
Em retaliação aos bombardeios coordenados entre EUA e Israel contra Teerã, a Guarda Revolucionária Iraniana atacou bases militares dos Estados Unidos no Golfo, incluindo instalações no Kuwait (Base Aérea Ali Al Salem), Emirados Árabes Unidos (Base Aérea Al Dhafra), Catar (Base Aérea de Al Udeid) e Bahrein (quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA). O governo do Bahrein confirmou um ataque com mísseis a um centro de serviços da 5ª Frota da Marinha dos EUA em seu território. As bases militares norte-americanas no Oriente Médio, que somam 19 instalações além de outras com presença de tropas e equipamentos, estavam em alerta máximo. A maior base dos EUA na região é Al Udeid, no Catar, que abriga cerca de 10 mil soldados e o quartel-general do Centcom. Outras bases importantes incluem Camp Arifjan no Kuwait (centro logístico), Al Dhafra nos Emirados Árabes Unidos (foco em inteligência e aviação furtiva), Naval Support Activity (NSA) Bahrain no Bahrein (base naval estratégica), Muwaffaq Salti na Jordânia (aeronaves da Força Aérea) e Prince Sultan na Arábia Saudita (proteção de rotas de petróleo e defesa antimísseis). Alguns países da Península Arábica, como Arábia Saudita, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, proibiram o governo Trump de utilizar seus espaços aéreos e terrestres para lançar ataques contra o Irã, temendo uma guerra de grandes proporções na região. A presença militar dos EUA no Oriente Médio faz parte de uma rede global de cerca de 800 instalações militares em 51 países, com aproximadamente 170 mil tropas ativas, que custam mais de US$ 70 bilhões anualmente. Essa rede visa facilitar respostas militares rápidas, dissuadir adversários e garantir a segurança de aliados, sendo crucial para a projeção de poder geopolítico dos EUA. A Síria, sob o novo presidente interino Ahmed Al-Sharaa, que busca aproximação com Trump e Israel, manteve o espaço aéreo aberto para aviões militares israelenses atacarem o Irã na guerra de doze dias em junho de 2025.
Internamente, o Irã enfrenta uma série de desafios. A pressão americana sobre o Irã ganhou força no início de 2026, após uma onda de protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, que foram violentamente reprimidos. O país também lida com dificuldades econômicas, como alta inflação (acima de 40% ao ano), desvalorização do rial iraniano (que perdeu metade do valor em 2025 e atingiu mínima histórica em fevereiro de 2026), e a renúncia do presidente do Banco Central do Irã no final de dezembro de 2025. Sanções impostas pelas Nações Unidas em setembro de 2025 agravaram a situação econômica. O descontentamento popular também cresceu devido à desigualdade e denúncias de corrupção. Uma nova onda de protestos de estudantes foi registrada por volta de 20 de fevereiro de 2026, com o governo iraniano advertindo os manifestantes a não ultrapassarem "limites".
A escalada do conflito tem gerado significativas repercussões nos mercados globais, especialmente no setor de petróleo. Em 27 de fevereiro de 2026, antes mesmo dos ataques coordenados contra o Irã, os preços do petróleo já haviam subido, com o Brent atingindo US$ 73 por barril em Londres, o maior nível em sete meses, e o WTI também registrando alta, refletindo o prêmio de risco geopolítico. Após os ataques de 28 de fevereiro de 2026, a tensão no Oriente Médio, uma região crucial para a produção global de petróleo, aumentou o temor de um conflito mais amplo. Em resposta a essa escalada, a Opep+, grupo que inclui a Arábia Saudita e a Rússia, deve avaliar um aumento maior na produção de petróleo em sua reunião marcada para 29 de fevereiro de 2026. O grupo já planejava retomar aumentos graduais da oferta a partir de abril, mas a situação atual pode acelerar esse ritmo. Arábia Saudita e outros produtores, incluindo o próprio Irã, já haviam acelerado as exportações de petróleo nos dias anteriores aos ataques. Os mercados futuros de petróleo, que não operam nos fins de semana, deverão reagir diretamente aos eventos na reabertura eletrônica na noite de domingo.
Os Estados Unidos mantêm uma sólida rede de apoio no Oriente Médio, crucial para sua projeção de poder e segurança regional. Os principais aliados incluem:
Após a Revolução Islâmica de 1979, o Irã construiu uma rede de apoio, majoritariamente entre grupos xiitas e organizações que atuam paralelamente ao Estado:
As redes de apoio no Oriente Médio não são estanques, e alguns países se destacam por suas posições neutras ou por seus canais diplomáticos:
Os EUA possuem uma vasta presença militar no Oriente Médio, com 19 bases militares, sendo 8 controladas diretamente e 11 com presença de tropas e equipamentos. A maior delas é a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, que abriga cerca de 10 mil soldados e o quartel-general do Centcom. Outras bases importantes incluem Camp Arifjan no Kuwait, Al Dhafra nos Emirados Árabes Unidos, Naval Support Activity (NSA) Bahrain no Bahrein, Muwaffaq Salti na Jordânia e Prince Sultan na Arábia Saudita. Essa rede de bases é crucial para a projeção de poder geopolítico dos EUA. No entanto, o ataque ao Irã não teve consenso total entre os aliados dos EUA; países como Arábia Saudita, Jordânia e Emirados Árabes Unidos proibiram o governo Trump de utilizar seus espaços aéreos e terrestres para lançar ataques contra o Irã, temendo uma guerra de grandes proporções na região.
28 de fev, 2026
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