Gladson Cameli, em sua trajetória política, alcançou o cargo de governador do Acre. Durante seu mandato, ele se tornou alvo de investigações da Polícia Federal. Uma das operações, ocorrida em fevereiro de 2026, investigou denúncias sobre o processo de avaliação para obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local, onde Cameli foi aluno. A PF apura se Cameli pagou para obter a habilitação de piloto privado para avião e helicóptero, o brevê, sem fazer a prova prática exigida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Há suspeitas de que ele teria pago outra pessoa para concluir o processo de habilitação em seu lugar. Nesta ocasião, agentes da PF realizaram busca e apreensão em sua residência, recolhendo dispositivos eletrônicos, um simulador de voo e uma quantia em dinheiro entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, cuja origem o governador se comprometeu a comprovar. Cameli declarou que a ação seria uma tentativa de perseguição e estratégia política em proximidade das eleições, mantendo-se sereno e prestando as informações solicitadas. Nas redes sociais, Cameli se descreve como piloto e apaixonado por aviação, tendo postado sobre sua aprovação no teórico de piloto privado em março de 2022 e a conclusão do curso em outubro de 2023. O presidente do Aeroclube de Rondônia Oficial, Valdir Antônio Vargas, confirmou que Cameli realizou o curso prático, cumpriu a carga horária e foi considerado apto. A Anac, por sua vez, não divulgou detalhes sobre o registro de Cameli, citando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Anteriormente, em 2023, ele já havia sido alvo da Operação Ptolomeu, que investigava um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos envolvendo a cúpula do governo estadual.