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Fernando Haddad
Artigo adicionado: "Governo avalia ampliar poder do BC para fiscalizar fundos de investimento, diz Haddad". Adicionado evento de 19/01/2026 sobre a avaliação do governo para ampliar o poder do Banco Central na fiscalização de fundos de investimento, podendo retirar o poder regulatório da CVM.
Fernando Haddad é uma figura política brasileira, conhecido por sua atuação em cargos públicos. Atualmente, ele ocupa o cargo de Ministro da Fazenda. Em 2026, seu nome foi cogitado para concorrer ao governo do estado de São Paulo, um movimento estratégico para o Partido dos Trabalhadores (PT) e para a campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, Haddad expressou que não pretende se candidatar a cargos públicos nas próximas eleições, embora a decisão final ainda esteja em discussão com o presidente Lula.
Fernando Haddad tem uma trajetória política ligada ao Partido dos Trabalhadores. Sua possível candidatura ao governo de São Paulo em 2026 foi um tópico de discussão, especialmente após um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A intenção por trás dessa candidatura seria a de fortalecer o palanque de Lula no maior colégio eleitoral do país, São Paulo, em um ano em que Lula buscaria seu quarto mandato presidencial. Essa estratégia visava consolidar apoio e visibilidade para a chapa presidencial do PT na região. Como Ministro da Fazenda, Haddad também tem se manifestado sobre as eleições de 2026, argumentando que a economia, por si só, não será o fator decisivo para a vitória ou derrota eleitoral, citando a complexidade política e exemplos como o de Bolsonaro para ilustrar a imprevisibilidade do cenário. Ele também afirmou que não pretende concorrer a cargos públicos nas próximas eleições, embora esta seja uma questão ainda não definida com o presidente Lula.
Em sua função de Ministro da Fazenda, Haddad defende que o problema da dívida pública brasileira reside no alto patamar dos juros reais da economia, e não no déficit público, destacando a redução de 70% no déficit primário em dois anos e a meta mais exigente para o ano atual. Ele também propôs que a fiscalização e regulação dos fundos de investimento, atualmente sob a alçada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), passem para o Banco Central. Essa proposta surgiu após um escândalo envolvendo o Banco Master e visa ampliar o perímetro regulatório do Banco Central, dada a crescente intersecção entre fundos e finanças e seu impacto na contabilidade pública e operações financeiras. Haddad elogiou a atuação de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central, especialmente na gestão do caso Banco Master, que ele descreveu como um "abacaxi" herdado da gestão anterior. Questionado sobre o apelido "Taxad" nas redes sociais, Haddad expressou satisfação em ser lembrado como o ministro que taxou os mais ricos, incluindo offshore, fundos familiares fechados, paraísos fiscais e dividendos, afirmando que a "taxação BBB" (banco, bet e bilionário) saiu do papel. O governo está avaliando uma proposta para ampliar a fiscalização de fundos de investimento pelo Banco Central, o que pode resultar na retirada do poder regulatório da CVM sobre esses fundos, especialmente no contexto das investigações do caso Master.