Embraer
Adicionado evento de 18/02/2026 sobre a entrega dos primeiros A-29 Super Tucanos à Força Aérea Uruguaia, com detalhes sobre o contrato e as capacidades da aeronave.
A Embraer S.A. é uma empresa brasileira de fabricação de aeronaves, atuando nos segmentos de aviação comercial, executiva, defesa e segurança. Reconhecida globalmente, a empresa é uma das maiores fabricantes de jatos regionais do mundo. A companhia tem como objetivo restaurar as entregas anuais para cerca de 100 unidades nos próximos dois anos e, em seguida, crescer ainda mais, visando um aumento de quase 30% na produção em comparação com o ano anterior. No 4º trimestre de 2025, a Embraer registrou um backlog (carteira de pedidos firmes ainda não entregues) recorde de US$ 31,6 bilhões, um aumento de 1% na comparação trimestral, evidenciando uma forte demanda consistente em todas as frentes de negócio.
A Embraer foi fundada em 1969 e, ao longo de sua história, consolidou-se como um player importante na indústria aeroespacial. A empresa desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves, além de oferecer serviços e suporte pós-venda. Sua atuação abrange desde jatos comerciais para voos regionais até aeronaves executivas de alto desempenho e soluções para defesa e segurança. No quarto trimestre de 2025, a Embraer realizou a entrega de 91 aeronaves, demonstrando sua capacidade de produção e entrega no mercado global e marcando um novo recorde histórico pelo quinto trimestre consecutivo. Em 2025, a empresa entregou 78 jatos comerciais, atingindo sua previsão de 77 a 85 unidades. A Embraer busca aumentar essa capacidade, com a meta de atingir cerca de 100 entregas anuais nos próximos dois anos, e potencialmente ir além, impulsionada por um aumento expressivo de pedidos. A empresa quadruplicou as vendas de sua série E2 em 2025, com 131 pedidos líquidos, incluindo compras da All Nippon Airways e da Latam, superando o A220 da Airbus em três vezes. A demanda por aeronaves é intensa, com companhias aéreas realizando substituições de frota adiadas durante a pandemia da Covid-19, apesar das incertezas geopolíticas. As cadeias de suprimentos mostraram melhorias, mas a estabilidade total é esperada para 2026, com a Pratt & Whitney superando gargalos na produção de motores. Apesar de uma redução de cerca de US$ 1,7 bilhão no backlog relacionada à Azul (equivalente a 25 aeronaves), a Embraer conseguiu manter um nível recorde em sua carteira de pedidos. A empresa também demonstra interesse em expandir sua atuação internacionalmente, com negociações para a produção de jatos comerciais na Índia, um movimento que o JPMorgan considera potencialmente transformacional. Em relação a futuros desenvolvimentos, a Embraer não tem pressa em iniciar o desenvolvimento de um sucessor para sua linha de aeronaves, focando, por enquanto, na tecnologia associada. No segmento de defesa, o A-29 Super Tucano é um exemplo de sucesso global, tendo sido selecionado por 22 forças aéreas e acumulado mais de 600.000 horas de voo. Este modelo é altamente versátil, capaz de realizar missões como treinamento avançado de pilotos, patrulha aérea, vigilância de fronteiras e combate a drones, operando em ambientes austeros e pistas não pavimentadas com baixos custos operacionais e alta confiabilidade.
As ações da Embraer (EMBJ3) têm demonstrado um sólido desempenho, atingindo novas máximas históricas em 2026. No dia 27 de janeiro de 2026, as ações subiam 0,71%, negociadas a R$ 104,15, refletindo a confiança do mercado nos resultados operacionais da companhia e na sua trajetória de crescimento. A empresa divulgará os resultados completos do 4T25 em 6 de março, juntamente com as projeções para o ano fiscal de 2026, que estimam uma receita líquida entre US$ 8,0 bilhões e US$ 8,6 bilhões e uma margem EBIT entre 8,6% e 9,5%.
O segmento de Defesa e Segurança é um vetor importante para a Embraer. O KC-390, em particular, continua a ganhar tração internacional, com novas seleções que ainda não foram totalmente contabilizadas no backlog, ampliando a visibilidade positiva para os próximos anos. No 4T25, o segmento de Defesa foi destaque com novos pedidos, incluindo 4 aeronaves KC-390 para a Suécia, um KC-390 adicional para Portugal e 4 Super Tucanos para o Panamá. Em fevereiro de 2026, a Embraer entregou os dois primeiros A-29 Super Tucanos para a Força Aérea Uruguaia (FAU), como parte de um contrato assinado no final de 2024 que visa a renovação da frota e a expansão das capacidades operacionais da FAU, incluindo patrulha aérea e vigilância de fronteiras. O contrato também abrange equipamentos de missão, serviços logísticos integrados e um simulador de voo. O A-29 Super Tucano é líder global em sua categoria, selecionado por 22 forças aéreas e conhecido por sua versatilidade em missões como treinamento avançado, patrulha aérea, interdição aérea e combate a drones, além de sua capacidade de operar em pistas não pavimentadas e ambientes austeros com baixos custos operacionais.
Analistas de mercado têm uma visão construtiva sobre a Embraer. A XP Investimentos, Bradesco BBI, JPMorgan, BTG Pactual e Itaú BBA destacaram os resultados operacionais sólidos e a trajetória de aceleração comercial e operacional da Embraer. O backlog recorde é visto como um fator que reduz o risco de execução no curto prazo e evidencia a demanda consistente em todos os segmentos. A aviação comercial é apontada como o principal vetor de expansão, enquanto o segmento executivo mantém performance sólida. O JPMorgan ressalta que, mesmo após um corte de US$ 1,7 bilhão no backlog relacionado à Azul, a Embraer entregou um nível recorde. O Itaú BBA avalia a notícia como positiva, especialmente considerando a pressão sazonal nas entregas do quarto trimestre, e mantém a EMBJ3 como sua principal escolha, com uma Taxa Interna de Retorno (TIR) atrativa de 13,5% (em dólares). As recomendações de compra para as ações da Embraer foram reiteradas por diversos bancos, com preços-alvo variando entre R$ 107 (BTG Pactual) e US$ 89 para o final de 2026 (Bradesco BBI), citando valuation atrativo e forte ritmo de pedidos.