Embraer
Adicionado evento de 27/01/2026 sobre o backlog recorde de US$ 31,6 bilhões no 4T25 e o desempenho das ações EMBJ3, incluindo novas seções de 'Desempenho Financeiro e de Mercado' e 'Análise de Mercado e Recomendações', e atualizações sobre pedidos de defesa.
A Embraer S.A. é uma empresa brasileira de fabricação de aeronaves, atuando nos segmentos de aviação comercial, executiva, defesa e segurança. Reconhecida globalmente, a empresa é uma das maiores fabricantes de jatos regionais do mundo. A companhia tem como objetivo restaurar as entregas anuais para cerca de 100 unidades nos próximos dois anos e, em seguida, crescer ainda mais, visando um aumento de quase 30% na produção em comparação com o ano anterior. No 4º trimestre de 2025, a Embraer registrou um backlog (carteira de pedidos firmes ainda não entregues) recorde de US$ 31,6 bilhões, um aumento de 1% na comparação trimestral, evidenciando uma forte demanda consistente em todas as frentes de negócio.
A Embraer foi fundada em 1969 e, ao longo de sua história, consolidou-se como um player importante na indústria aeroespacial. A empresa desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves, além de oferecer serviços e suporte pós-venda. Sua atuação abrange desde jatos comerciais para voos regionais até aeronaves executivas de alto desempenho e soluções para defesa e segurança. No quarto trimestre de 2025, a Embraer realizou a entrega de 91 aeronaves, demonstrando sua capacidade de produção e entrega no mercado global e marcando um novo recorde histórico pelo quinto trimestre consecutivo. Em 2025, a empresa entregou 78 jatos comerciais, atingindo sua previsão de 77 a 85 unidades. A Embraer busca aumentar essa capacidade, com a meta de atingir cerca de 100 entregas anuais nos próximos dois anos, e potencialmente ir além, impulsionada por um aumento expressivo de pedidos. A empresa quadruplicou as vendas de sua série E2 em 2025, com 131 pedidos líquidos, incluindo compras da All Nippon Airways e da Latam, superando o A220 da Airbus em três vezes. A demanda por aeronaves é intensa, com companhias aéreas realizando substituições de frota adiadas durante a pandemia da Covid-19, apesar das incertezas geopolíticas. As cadeias de suprimentos mostraram melhorias, mas a estabilidade total é esperada para 2026, com a Pratt & Whitney superando gargalos na produção de motores. Apesar de uma redução de cerca de US$ 1,7 bilhão no backlog relacionada à Azul (equivalente a 25 aeronaves), a Embraer conseguiu manter um nível recorde em sua carteira de pedidos. A empresa também demonstra interesse em expandir sua atuação internacionalmente, com negociações para a produção de jatos comerciais na Índia, um movimento que o JPMorgan considera potencialmente transformacional. Em relação a futuros desenvolvimentos, a Embraer não tem pressa em iniciar o desenvolvimento de um sucessor para sua linha de aeronaves, focando, por enquanto, na tecnologia associada.
As ações da Embraer (EMBJ3) têm demonstrado um sólido desempenho, atingindo novas máximas históricas em 2026. No dia 27 de janeiro de 2026, as ações subiam 0,71%, negociadas a R$ 104,15, refletindo a confiança do mercado nos resultados operacionais da companhia e na sua trajetória de crescimento. A empresa divulgará os resultados completos do 4T25 em 6 de março, juntamente com as projeções para o ano fiscal de 2026, que estimam uma receita líquida entre US$ 8,0 bilhões e US$ 8,6 bilhões e uma margem EBIT entre 8,6% e 9,5%.
O segmento de Defesa e Segurança é um vetor importante para a Embraer. O KC-390, em particular, continua a ganhar tração internacional, com novas seleções que ainda não foram totalmente contabilizadas no backlog, ampliando a visibilidade positiva para os próximos anos. No 4T25, o segmento de Defesa foi destaque com novos pedidos, incluindo 4 aeronaves KC-390 para a Suécia, um KC-390 adicional para Portugal e 4 Super Tucanos para o Panamá.
Analistas de mercado têm uma visão construtiva sobre a Embraer. A XP Investimentos, Bradesco BBI, JPMorgan, BTG Pactual e Itaú BBA destacaram os resultados operacionais sólidos e a trajetória de aceleração comercial e operacional da Embraer. O backlog recorde é visto como um fator que reduz o risco de execução no curto prazo e evidencia a demanda consistente em todos os segmentos. A aviação comercial é apontada como o principal vetor de expansão, enquanto o segmento executivo mantém performance sólida. O JPMorgan ressalta que, mesmo após um corte de US$ 1,7 bilhão no backlog relacionado à Azul, a Embraer entregou um nível recorde. O Itaú BBA avalia a notícia como positiva, especialmente considerando a pressão sazonal nas entregas do quarto trimestre, e mantém a EMBJ3 como sua principal escolha, com uma Taxa Interna de Retorno (TIR) atrativa de 13,5% (em dólares). As recomendações de compra para as ações da Embraer foram reiteradas por diversos bancos, com preços-alvo variando entre R$ 107 (BTG Pactual) e US$ 89 para o final de 2026 (Bradesco BBI), citando valuation atrativo e forte ritmo de pedidos.