Visão geral
A economia global refere-se ao sistema econômico interconectado e interdependente que abrange todos os países do mundo. Ela é caracterizada por fluxos de bens, serviços, capital, tecnologia e pessoas através das fronteiras nacionais. A economia global tem sido moldada por eventos significativos, como crises financeiras, pandemias e desastres naturais, que impactam o crescimento, a inflação e as políticas monetárias em diversas regiões. A Organização das Nações Unidas (ONU) avalia que a projeção econômica global é incerta, com desafios fiscais e tensões geopolíticas contribuindo para uma economia fragilizada. Especialistas, como o economista Daron Acemoglu, do MIT, reforçam que o mundo está entrando em uma fase de incerteza profunda com turbulências, apesar da resiliência observada, com transformações profundas continuando a remodelar as vidas e a economia global. Em 2026, o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou sua projeção de crescimento global para 3,3%, impulsionado por investimentos em inteligência artificial, embora com o crescimento concentrado em poucas regiões e setores, e alertando para riscos de correções nos mercados financeiros caso as expectativas de lucros da IA não se concretizem. A inflação global, por outro lado, tende a desacelerar para 3,8% no mesmo ano.
Contexto histórico e desenvolvimento
O início do século XXI foi marcado por uma série de transformações e desafios econômicos globais. A otimismo da era Clinton foi seguido pelo estouro da bolha da internet e pela crise imobiliária. A desindustrialização em algumas regiões, como nos EUA, influenciou movimentos políticos. O choque da pandemia de COVID-19 representou um evento sem precedentes, impactando a economia e o humor público. Este período também viu o retorno da inflação, mudanças na globalização e divergências no crescimento econômico entre os EUA e a Europa. Eventos como o Ciclone Ditwah no Sri Lanka, que causou grande devastação, destacam a vulnerabilidade de economias a desastres naturais, levando a apelos por reestruturação de dívidas e suspensão de pagamentos. A economia global enfrenta desafios contínuos, incluindo pressões fiscais e tensões geopolíticas, que contribuem para um cenário de incerteza e fragilidade. Em 2026, o FMI destacou que, apesar de um crescimento global mais otimista impulsionado por investimentos em inteligência artificial, as tensões comerciais e tarifas impostas ao longo de 2025 continuam a gerar instabilidade, embora acordos pontuais, como a trégua temporária entre EUA e China, tenham ajudado a reduzir algumas tensões. O crescimento, no entanto, mostra-se concentrado em poucas regiões, como América do Norte e Ásia, com a América Latina apresentando um ritmo mais fraco.
Linha do tempo
- Início do século XXI: Período de otimismo seguido pelo estouro da bolha da internet e crise imobiliária.
- 2025 (previsão): Fim de um quarto de século marcado por choques econômicos, incluindo a pandemia de COVID-19, inflação e mudanças na globalização.
- 2025 (Dezembro): Economistas, incluindo Joseph Stiglitz, pedem a suspensão dos pagamentos da dívida do Sri Lanka após a devastação causada pelo Ciclone Ditwah.
- 2026 (2 de janeiro): Índices de Gerentes de Compras (PMIs) no Brasil e nos EUA marcam a primeira sessão do ano, enquanto as taxas de juros iniciam em queda globalmente e o preço do petróleo WTI fecha em baixa devido a expectativas sobre a OPEP+.
- 2026 (4 de janeiro): Goldman Sachs avalia o cenário imediato para o petróleo como "ambíguo", com riscos de queda a longo prazo para as margens do diesel.
- 2026 (6 de janeiro): Daron Acemoglu, economista do MIT, afirma que o mundo entra em fase de incerteza profunda com turbulências.
- 2026 (7 de janeiro): Mercados monitoram dados de emprego nos EUA e falas do Federal Reserve.
- 2026 (8 de janeiro): ONU divulga que a projeção econômica global é incerta, citando desafios fiscais e tensão geopolítica.
- 2026 (19 de janeiro): O Fundo Monetário Internacional (FMI) eleva a previsão de crescimento da economia global para 3,3% em 2026, impulsionado por investimentos em inteligência artificial, mas reduz a projeção para o Brasil para 1,6% devido à política de juros altos. A inflação global é projetada para desacelerar para 3,8%.
Principais atores
- Joseph Stiglitz: Economista laureado com o Prêmio Nobel, que defendeu a suspensão dos pagamentos da dívida do Sri Lanka.
- Anura Kumara Dissanayake: Presidente do Sri Lanka, que descreveu o Ciclone Ditwah como o maior desastre natural do país.
- Michael McKee, Jason Furman, Torsten Slok, Stephanie Flanders: Especialistas que analisaram os 25 anos de turbulência econômica global.
- OPEP+: Organização de países exportadores de petróleo e aliados, cuja postura influencia os preços globais do petróleo.
- Sri Lanka: País que enfrentou uma crise humanitária e econômica após o Ciclone Ditwah, levando a discussões sobre sua dívida externa.
- Estados Unidos e Europa: Regiões com crescimento econômico divergente e que monitoram índices como o PMI. Os EUA, em particular, lideram os investimentos em IA.
- Goldman Sachs: Instituição financeira que avalia o cenário do mercado de petróleo.
- Daron Acemoglu: Economista do MIT e Nobel de Economia, que descreve a fase atual da economia global como de incerteza profunda.
- Organização das Nações Unidas (ONU): Organização internacional que projeta incertezas para a economia global devido a desafios fiscais e tensões geopolíticas.
- Federal Reserve (Fed): Banco central dos Estados Unidos, cujas falas e decisões são monitoradas pelos mercados globais.
- Fundo Monetário Internacional (FMI): Organização internacional que monitora a economia global e fornece projeções de crescimento e inflação, destacando o papel da inteligência artificial e os riscos associados.
Termos importantes
- Inflação: Aumento generalizado e contínuo dos preços de bens e serviços, resultando na diminuição do poder de compra da moeda. O FMI projeta uma desaceleração da inflação global para 3,8% em 2026.
- Globalização: Processo de integração econômica, social, cultural e política entre os países, impulsionado pelo avanço tecnológico e pela liberalização do comércio.
- PMI (Purchasing Managers' Index): Índice de Gerentes de Compras, um indicador econômico que reflete a atividade do setor manufatureiro ou de serviços de um país, baseado em pesquisas com gerentes de compras.
- Reestruturação da dívida: Processo de alteração dos termos de uma dívida (como prazos de pagamento, taxas de juros ou valor principal) para torná-la mais gerenciável para o devedor.
- OPEP+: Acrônimo para Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, um grupo de nações produtoras de petróleo que coordena a produção para influenciar os preços globais.
- Tensões geopolíticas: Conflitos ou rivalidades entre países que podem ter impactos significativos na economia global, afetando o comércio, o investimento e a estabilidade financeira. O FMI aponta que a instabilidade nas regras do comércio internacional ainda gera riscos.
- Desafios fiscais: Questões relacionadas à gestão das finanças públicas de um país, incluindo níveis de dívida, déficits orçamentários e sustentabilidade das políticas fiscais.
- Inteligência Artificial (IA): Tecnologia que tem impulsionado investimentos e o crescimento econômico global, mas também apresenta riscos de correções nos mercados financeiros caso as expectativas de lucros não se concretizem.