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Economia EUA
Adicionado evento de 08/02/2026 sobre as expectativas do Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em relação ao balanço patrimonial do Federal Reserve, e atualizadas as seções relevantes com informações sobre a gestão do balanço do Fed e as visões de Kevin Warsh e Donald Trump sobre o tema.
A economia dos Estados Unidos é a maior do mundo em termos de Produto Interno Bruto (PIB) nominal e a segunda maior em paridade de poder de compra (PPC). Caracteriza-se por um mercado de trabalho dinâmico, alta inovação tecnológica e um setor de serviços robusto. É influenciada por políticas monetárias do Federal Reserve e por indicadores como o mercado de trabalho, a inflação e as vendas no varejo. A produção industrial também mostra resiliência, com um aumento notável em dezembro de 2025. Previsões recentes de especialistas, como o ganhador do Nobel Paul Krugman, indicam que a combinação de políticas persistentes e elevada incerteza política e econômica pode levar a um cenário adverso no curto e médio prazo, especialmente sob certas administrações futuras. Recentemente, a coleta de dados de preços ao consumidor foi afetada por uma paralisação, o que levou a distorções nos relatórios de inflação, com expectativa de retomada da alta de preços após a normalização da coleta. Apesar disso, dirigentes do Federal Reserve, como John Williams, presidente do Federal Reserve de Nova York, têm expressado otimismo sobre as perspectivas econômicas, sinalizando pouca urgência para cortes imediatos nas taxas de juros, dada a trajetória de queda da inflação (embora ainda não tenha atingido a meta de 2%) e a contínua força do mercado de trabalho. No entanto, um ano após o retorno de Donald Trump à Casa Branca em 2025, algumas de suas promessas econômicas, como a redução da inflação de alimentos e o aumento de empregos industriais, não se concretizaram, enquanto outras, como a queda nos preços da gasolina, tiveram algum avanço, mas impulsionadas por fatores pré-existentes. A economia mostrou resiliência, e o mercado de ações teve um ano robusto em 2025, impulsionado pelo otimismo em relação à inteligência artificial. Em janeiro de 2026, o Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, uma decisão que gerou fortes críticas de Donald Trump, que acusou o presidente do Fed, Jerome Powell, de prejudicar o país e custar bilhões de dólares em despesas com juros desnecessárias. A decisão do Fed, embora esperada pelo mercado, não foi unânime, com alguns membros votando por um corte de 0,25 ponto percentual, e foi acompanhada pela observação de baixa geração de empregos, estabilidade na taxa de desemprego e inflação ainda "um pouco alta". A liderança futura do Federal Reserve também está em foco, com o presidente Donald Trump planejando anunciar sua escolha para substituir Jerome Powell, cujo mandato termina em maio de 2026, e já tendo nomeado Kevin Warsh para o cargo. A controvérsia em torno da independência do Fed se intensifica com a pressão de Trump sobre Warsh para reduzir as taxas de juros, levantando questões sobre possíveis ações judiciais caso as expectativas presidenciais não sejam atendidas. As vagas de emprego em aberto nos EUA caíram para o nível mais baixo em mais de cinco anos em dezembro de 2025, indicando um abrandamento nas condições do mercado de trabalho. O balanço patrimonial do Federal Reserve, que atingiu um pico de US$9 trilhões em meados de 2022 e foi reduzido para US$6,6 trilhões no final de 2025, voltou a ser expandido em dezembro de 2025 por meio de compras técnicas de títulos, visando garantir liquidez no sistema financeiro. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, expressou que não espera que o Fed reduza rapidamente seu balanço, mesmo sob a liderança de Kevin Warsh, e que tal decisão pode levar até um ano, dada a necessidade de um balanço maior para uma política de regime de reservas ampla. Especialistas alertam que a redução do balanço do Fed seria difícil e contrária ao desejo de Donald Trump de taxas de hipotecas mais baixas.
A economia dos EUA tem uma longa história de crescimento e inovação, tornando-se uma potência global após a Segunda Guerra Mundial. O país possui um sistema capitalista misto, com significativa intervenção governamental em áreas como regulamentação e bem-estar social, mas com forte ênfase na livre iniciativa. A resiliência do mercado de trabalho e a capacidade de adaptação a choques econômicos são características marcantes. Recentemente, setores específicos como o manufatureiro têm enfrentado desafios, com uma redução no número de empregados, mesmo diante de promessas políticas de reindustrialização. No entanto, a produção industrial tem mostrado sinais de força, com revisões para cima nos dados de novembro e um crescimento acima do esperado em dezembro. Essa situação levanta questões sobre a eficácia de certas políticas e a capacidade da indústria de superar desafios estruturais. A incerteza política e a persistência de certas políticas econômicas são fatores que têm sido apontados por analistas como potenciais complicadores para o cenário econômico futuro. Além disso, desafios na coleta de dados econômicos, como a paralisação de 43 dias que impediu a coleta de preços ao consumidor para outubro, podem gerar distorções temporárias em indicadores importantes como a inflação. Nesses casos, o Escritório de Estatísticas do Trabalho pode recorrer a métodos como o 'carry-forward' para imputar dados. O desempenho robusto das vendas no varejo, como observado em novembro, é um indicador positivo do consumo e da saúde econômica geral. A política monetária do Federal Reserve tem sido um fator crucial, com a instituição mantendo uma postura cautelosa em relação a cortes de juros, aguardando a consolidação da trajetória de queda da inflação e a manutenção da força do mercado de trabalho. As vagas de emprego em aberto, uma medida da demanda por mão de obra, diminuíram significativamente em dezembro de 2025, atingindo o menor nível desde setembro de 2020, o que sugere um arrefecimento do mercado de trabalho. As políticas da administração Trump, como a imposição de tarifas, levaram a um aumento significativo na arrecadação tarifária e a uma redução do déficit comercial, mas também foram associadas a uma inflação de alimentos crescente e à estagnação dos empregos industriais. A pressão política sobre o Federal Reserve tem se intensificado, com o presidente Donald Trump criticando abertamente as decisões do banco central e seu presidente, Jerome Powell, especialmente após a manutenção das taxas de juros, e chegando a enfrentar um processo do Departamento de Justiça por má administração. A sucessão na liderança do Federal Reserve também é um ponto de atenção, com o mandato de Jerome Powell terminando em maio de 2026 e o presidente Donald Trump se preparando para anunciar seu sucessor, Kevin Warsh. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, foi questionado em audiência no Senado sobre a possibilidade de Warsh ser processado caso não siga a linha de Trump em relação aos juros, evidenciando a crescente tensão entre a independência do Fed e a interferência política. A gestão do balanço patrimonial do Fed, que foi expandido durante a crise financeira global e a pandemia, e que atingiu US$9 trilhões em 2022 antes de ser reduzido para US$6,6 trilhões no final de 2025, voltou a ser expandida em dezembro de 2025 para garantir liquidez. A expectativa é que o Fed, mesmo sob a liderança de Kevin Warsh, leve tempo para decidir sobre uma eventual redução do balanço, o que pode levar até um ano, e que essa redução seria um desafio, especialmente considerando o desejo presidencial por taxas de hipotecas mais baixas.