Documentário Melania Trump
Adicionado evento de 30/01/2026 sobre a estreia do documentário "Melania" no Brasil, detalhando a baixa recepção e público escasso em São Paulo.
"Melania" é um documentário produzido pela Amazon MGM Studios que retrata a vida de Melania Trump, ex-modelo e esposa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Dirigido por Brett Ratner, o filme teve um desempenho notável em sua estreia nas bilheterias domésticas dos EUA, arrecadando US$ 7 milhões, o que o tornou a melhor estreia de um documentário não musical em mais de uma década. A produção se destacou por seu alto custo de produção e marketing, bem como pela polarização entre a recepção positiva do público e a crítica profissional majoritariamente negativa. As projeções iniciais para a arrecadação do primeiro fim de semana nos EUA variavam de US$ 1 milhão a US$ 5 milhões, o que gerou questionamentos sobre o retorno do investimento de US$ 75 milhões da Amazon MGM Studios. No Brasil, a estreia do filme em São Paulo registrou pouquíssimos espectadores, com salas quase vazias, e a Amazon MGM Studios não se pronunciou sobre a distribuição no país.
O documentário "Melania" foi lançado em meio ao segundo mandato do presidente Donald Trump. A Amazon MGM Studios desembolsou cerca de US$ 40 milhões pelos direitos do filme e outros US$ 35 milhões em uma agressiva campanha de marketing, totalizando um investimento de US$ 75 milhões, tornando-o o documentário mais caro já produzido. Desse valor, cerca de US$ 30 milhões foram pagos pessoalmente a Melania Trump. A produção acompanha Melania Trump ao longo de 20 dias em janeiro do ano anterior ao lançamento, culminando na posse do segundo mandato de Donald Trump. O filme estreou em 1.778 salas de cinema nos EUA e foi lançado simultaneamente no Brasil e em outros países, com uma estratégia de lançamento global em 1.500 a 3.300 salas, incomum para documentários. Antes de sua estreia oficial, foram realizadas pré-estreias de gala, incluindo uma no Kennedy Center com a presença de Donald Trump, ministros e parlamentares, e outra na Casa Branca com personalidades como Andy Jassy (CEO da Amazon), Tim Cook (CEO da Apple) e Mike Tyson. O diretor Brett Ratner retornou a Hollywood com este projeto após um período de afastamento desde 2017, devido a acusações de má conduta sexual.
O documentário "Melania" gerou intensa polêmica devido ao seu custo de US$ 75 milhões, com analistas e críticos questionando os motivos por trás de um gasto tão elevado para um documentário, sugerindo que a Amazon poderia estar buscando favores do governo Trump. O pagamento de US$ 30 milhões diretamente a Melania Trump e o controle editorial que ela exerceu sobre o conteúdo levantaram críticas sobre a integridade artística e o valor jornalístico da obra, sendo classificado como "chapa-branca". O apresentador Jimmy Kimmel chegou a descrever o filme como um "suborno de US$ 75 milhões". Internamente, funcionários da divisão de entretenimento da Amazon expressaram desconforto com o projeto, com relatos de que a aquisição foi uma decisão da liderança e que os empregados foram instruídos a não recusar trabalhar no filme por motivos políticos. Diplomaticamente, o filme enfrentou obstáculos, sendo retirado de cartaz na África do Sul em meio a tensões entre Donald Trump e o governo sul-africano. A baixa procura pelo filme não se restringiu aos EUA, com relatos de poucas vendas de ingressos em Londres e, no Brasil, salas de cinema em São Paulo registraram público mínimo na estreia, com sessões tendo apenas um espectador. A Amazon MGM Studios não se manifestou sobre a distribuição do filme no Brasil.
No Brasil, a estreia do documentário "Melania" em 30 de janeiro de 2026, em São Paulo, foi marcada por salas de cinema quase vazias. O g1 acompanhou sessões em shoppings na Pompeia, Morumbi e Bela Vista, onde o número de espectadores foi extremamente baixo, chegando a ter apenas um aposentado, Fernando Passos, em uma das sessões na Pompeia. Passos, um apoiador de Donald Trump, elogiou o filme, mas reconheceu que o horário de exibição (tarde em dia de semana) contribuiu para a baixa procura. Outros espectadores, como as amigas Suzan e Denise no Morumbi, também reclamaram do único horário disponível. A aposentada Sônia Pansera, por sua vez, foi por curiosidade, sem ser fã de Trump ou Melania. A baixa adesão do público não é exclusiva do Brasil, com o jornal The Guardian reportando poucas vendas de ingressos na estreia em Londres. Nos cinemas de São Paulo, o filme continuou com uma única exibição diária, predominantemente no período da tarde, nos dias seguintes à estreia, com pouca expectativa de aumento de público. A Amazon MGM Studios não respondeu a questionamentos sobre a distribuição do filme no Brasil.