Desmatamento na Amazônia
Adicionado evento de 05/02/2026 sobre o relatório do Imazon acerca do desmatamento em áreas protegidas, incluindo novas definições e atores.
O desmatamento na Amazônia refere-se à remoção de florestas para outros usos da terra, como agricultura, pecuária ou exploração madeireira. Este fenômeno tem sido uma preocupação global devido aos seus impactos ambientais, incluindo a perda de biodiversidade, alterações climáticas e degradação do solo. A exploração ilegal de madeira é um dos vetores desse desmatamento, com a madeira extraída irregularmente abastecendo mercados internacionais. Relatórios recentes também destacam que o desmatamento prevalece em torno de áreas protegidas, como unidades de conservação estaduais e terras indígenas, indicando uma pressão contínua sobre esses territórios.
O desmatamento na Amazônia tem raízes históricas na expansão da fronteira agrícola e na exploração de recursos naturais. A demanda por madeira, tanto legal quanto ilegal, tem contribuído significativamente para a derrubada de florestas. Relatórios recentes indicam que a madeira ilegal da Amazônia tem sido utilizada em diversos setores, inclusive em hotéis de luxo e estruturas de eventos de grande porte, como a Fórmula 1, nos Estados Unidos. Essa prática revela uma complexa cadeia de fornecimento que conecta o desmatamento na Amazônia a mercados consumidores internacionais.
Além disso, o desmatamento tem mostrado um padrão de concentração em torno de áreas protegidas. O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) revelou que, entre outubro e dezembro de 2025, houve uma alta incidência de desmatamento tanto próximo (ameaça) quanto dentro (pressão) de unidades de conservação e terras indígenas. Unidades de conservação estaduais e terras indígenas no Amazonas estão entre as mais pressionadas. A Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes (AC) foi identificada como a área protegida mais pressionada, enquanto a Floresta Nacional (Flona) de Saracá-Taquera (PA) foi a mais ameaçada. A recorrência dessas áreas nos rankings de desmatamento sugere ineficiência nas ações de enfrentamento, com o desmatamento avançando de zonas de ameaça para dentro dos limites das áreas protegidas.