Desde a fundação da República Popular da China em 1949, a demografia do país passou por transformações drásticas. Na década de 1980, para conter o risco de superpopulação, o governo implementou a rígida política do filho único, quando a taxa de natalidade era de 17,82 nascimentos por mil habitantes. Essa política foi mantida por décadas, mas começou a ser flexibilizada em 2016, permitindo que casais tivessem um segundo filho. Em 2021, as regras foram novamente flexibilizadas, autorizando o nascimento de um terceiro filho. No entanto, essas medidas não foram suficientes para reverter a tendência de queda na natalidade. Em 2025, foram registrados 7,92 milhões de nascimentos, uma taxa de 5,63 partos por mil habitantes, o menor nível desde 1949. A população total do país, estimada em 1,404 bilhão, também diminuiu em 3,39 milhões de pessoas em um ano. Fatores como o alto custo da educação, a responsabilidade de cuidar de pais idosos, a prioridade à carreira e novos estilos de vida são apontados como desestímulos para jovens casais terem filhos. O governo tem implementado incentivos, como subsídios para creches e a eliminação de taxas em creches públicas, além de subsídios anuais para pais com filhos menores de três anos, na tentativa de impulsionar as taxas de casamento e fertilidade.