CSN
Adicionado: informações sobre a dívida da CSN, o rebaixamento de rating pela S&P, as negociações para venda de ações da MRS Logística para a CSN Mineração e a sondagem de mercado para a venda da operação siderúrgica.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é uma empresa brasileira do setor de siderurgia e mineração. Em janeiro de 2026, a empresa foi associada a um incidente ambiental na mina Casa de Pedra, localizada em Congonhas, Minas Gerais, onde ocorreu um vazamento de água e carreamento de resíduos. Em 24 de novembro de 2025, o conselho de administração da CSN Mineração aprovou um programa para a alienação de 53,2 milhões de ações próprias mantidas em tesouraria, visando aumentar a liquidez dos papéis no mercado. A CSN tem buscado reforçar seu caixa e equacionar sua estrutura de dívida, que atingiu R$ 37,5 bilhões, levando a agência S&P National Ratings a rebaixar seus ratings de crédito. A empresa tem explorado a venda de ativos, incluindo a possibilidade de alienar até 100% de sua operação siderúrgica e negociar a venda de suas ações na ferrovia MRS Logística para a CSN Mineração.
Em 28 de janeiro de 2026, foi confirmado um vazamento de água no dique de Fraile, parte da mina Casa de Pedra, de propriedade da CSN, em Congonhas, Minas Gerais. Este incidente foi o terceiro vazamento na região em menos de uma semana, seguindo dois vazamentos anteriores em áreas controladas pela mineradora Vale. A prefeitura de Congonhas identificou o problema durante trabalhos de fiscalização dos vazamentos anteriores. O vazamento da CSN foi atribuído a deficiências nos sistemas de drenagem das vias internas da mineradora, resultando no carreamento de resíduos por enxurrada em direção ao Rio Maranhão. Apesar do incidente, não houve rompimento de estruturas, e o dano ambiental foi classificado como moderado pela prefeitura, que notificou a CSN para a tomada de providências.
Em 25 de janeiro de 2026, um reservatório da Vale, no limite entre Congonhas e Ouro Preto, em Minas Gerais, extravasou água com sedimentos e atingiu uma área da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a unidade Pires da CSN Mineração. O incidente causou o alagamento de áreas como almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas e área de embarque. A Vale informou que as causas do extravasamento estavam sendo apuradas e que não houve feridos ou impacto na comunidade. A Agência Nacional de Mineração (ANM) esclareceu que não houve ruptura de barragens ou pilhas de mineração, e que o evento estava relacionado à infraestrutura em área operacional. A produção da Vale na região não foi afetada. O volume de água com sedimentos vazado foi de 263 mil metros cúbicos.
Em dezembro de 2025, a CSN estava em negociações para vender parte ou a totalidade de suas ações na ferrovia MRS Logística para a CSN Mineração, buscando levantar até R$ 4 bilhões. Esta movimentação visa reforçar o caixa da empresa e gerenciar sua dívida líquida de R$ 37,5 bilhões. A CSN detém cerca de 19% do capital social da MRS, assim como a CMIN. A MRS Logística é considerada um ativo estratégico para o transporte de minério de ferro e outras cargas.
Em janeiro de 2026, a CSN realizou contatos informais com concorrentes para sondar o interesse em seu negócio de aço, com a possibilidade de vender até 100% de sua operação siderúrgica. Essa iniciativa faz parte de um plano de revisão estratégica de ativos iniciado no segundo semestre do ano anterior. A empresa planeja contratar um banco para assessorá-la nas negociações.