Conselho da Paz de Trump
Adicionado evento de 15/02/2026 sobre o anúncio de Donald Trump de mais de US$ 5 bilhões para Gaza e o compromisso de envio de militares para força de estabilização.
O Conselho de Paz de Gaza é uma iniciativa proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como parte da segunda fase de um acordo de paz para o território palestino. Seu objetivo inicial é estabelecer um governo de transição e encerrar o conflito entre Israel e o Hamas, com a intenção de posteriormente expandir seu escopo para lidar com outros conflitos globais. O conselho visa discutir questões como governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos e mobilização de capital para a Faixa de Gaza. Em 15 de fevereiro de 2026, Donald Trump anunciou que os Estados-membros do conselho prometeram mais de US$ 5 bilhões para esforços humanitários e reconstrução em Gaza, além do compromisso de enviar milhares de militares para compor uma força de estabilização autorizada pela ONU e reforçar a atuação da polícia local. A participação no conselho pode ser por um mandato de três anos, com a possibilidade de cargo vitalício para membros que contribuam com US$ 1 bilhão em fundos em dinheiro, embora a Casa Branca negue a existência de uma taxa mínima de adesão, afirmando que a contribuição oferece filiação permanente a países parceiros que demonstrem profundo compromisso com a paz. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado a integrar o conselho e, em fevereiro de 2026, expressou o interesse do Brasil em participar, desde que o foco seja a questão de Gaza, mas também manifestou estranheza pela ausência de representantes palestinos na direção do conselho. O rascunho do estatuto do conselho prevê a concentração de poderes na figura do presidente do órgão, o que tem gerado preocupações internacionais. O logotipo oficial do "Conselho da Paz", lançado em 22 de janeiro de 2026, apresenta uma notável semelhança com o símbolo da Organização das Nações Unidas (ONU), diferenciando-se por ser dourado e centralizar os Estados Unidos. Delegações de pelo menos 20 países, incluindo chefes de Estado, são esperadas na primeira reunião formal do conselho, marcada para 19 de fevereiro de 2026 em Washington. Potências regionais do Oriente Médio, como Turquia, Egito, Arábia Saudita e Catar, bem como nações emergentes como a Indonésia, aderiram ao conselho, enquanto aliados ocidentais dos EUA têm demonstrado maior cautela.
A criação do Conselho de Paz de Gaza foi anunciada por Donald Trump em janeiro de 2026, como um elemento central do plano apoiado por Washington para pôr fim à guerra na região. A iniciativa surge em um cenário de intensas operações militares israelenses na Faixa de Gaza, iniciadas em outubro de 2023, e busca estabelecer uma estrutura para a estabilização e reconstrução do território. Israel e o grupo militante palestino Hamas concordaram com o plano de Trump no ano passado, com um cessar-fogo entrando em vigor em outubro de 2025. No entanto, mais de 590 palestinos e quatro soldados israelenses foram mortos em ondas de violência desde então, com ambos os lados acusando-se mutuamente de violar o cessar-fogo. O projeto de estatuto do conselho, acessado pela agência Bloomberg News, detalha as condições de adesão, incluindo a sugestão de que países paguem US$ 1 bilhão para permanecer no conselho, com mandatos de até três anos para os países-membros. A Casa Branca, no entanto, classificou a reportagem como "enganosa", negando a exigência de uma taxa mínima de adesão e afirmando que a contribuição de US$ 1 bilhão oferece filiação permanente a países parceiros que demonstrem profundo compromisso com a paz. O rascunho do estatuto também aponta para a concentração de poderes na figura do presidente do conselho. Paralelamente, foi designado o major-general americano Jasper Jeffers para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza, com a missão de manter a segurança e treinar uma nova força policial. Em 15 de fevereiro de 2026, Trump anunciou que os Estados-membros do Conselho de Paz prometeram mais de US$ 5 bilhões para a reconstrução e esforços humanitários em Gaza, além de se comprometerem a enviar milhares de militares para a força de estabilização autorizada pela ONU e reforçar a polícia local. Trump anunciará um plano de reconstrução de bilhões de dólares para Gaza e detalhará os planos para uma força de estabilização autorizada pela ONU na primeira reunião do conselho. Autoridades americanas afirmaram que Trump anunciará que vários países planejam fornecer milhares de soldados para a força de estabilização que deve ser enviada a Gaza nos próximos meses. Até o momento, o Hamas rejeitou as exigências para depor as armas, e Israel afirmou que, se o grupo não se desarmar pacificamente, Israel terá que forçá-lo a fazê-lo. Líderes como Luiz Inácio Lula da Silva, Javier Milei e Vladimir Putin foram convidados a integrar o conselho. Em 22 de janeiro de 2026, o conselho lançou seu logotipo oficial, que se assemelha ao da ONU, mas com cores douradas e foco nos Estados Unidos.
A proposta do Conselho da Paz de Trump tem enfrentado ceticismo e questionamentos de atores internacionais. O Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) da União Europeia, em uma análise confidencial datada de 19 de janeiro de 2026, expressou preocupação com a concentração de poder nas mãos de Trump, citando princípios constitucionais da UE e a autonomia de sua ordem jurídica. O documento do SEAE também aponta que o novo Conselho da Paz se afasta significativamente do mandato autorizado pelo Conselho de Segurança da ONU, que se concentrava exclusivamente no conflito de Gaza, ao propor uma ampliação de seu escopo para resolver conflitos globalmente. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, manifestou em 23 de janeiro de 2026 sérias dúvidas sobre o escopo, a governança e a compatibilidade do conselho com a Carta das Nações Unidas. Vários países da UE, incluindo França e Espanha, já declararam que não participarão da iniciativa, e o SEAE criticou a disposição de que a escolha do nível de participação de um Estado-membro precise da aprovação do presidente, considerando-a uma interferência indevida na autonomia organizacional. Em 5 de fevereiro de 2026, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil tem interesse em participar do conselho, desde que seu objetivo seja focado na questão da Faixa de Gaza, mas ressaltou a estranheza pela ausência de representantes palestinos na direção do órgão, afirmando: "Eu disse ao presidente Trump que, se o Conselho for para cuidar de Gaza, o Brasil tem todo o interesse de participar. Agora, é muito estranho que você crie um conselho e você não tenha um palestino na direção desse conselho." Apesar do ceticismo de alguns aliados ocidentais, potências regionais do Oriente Médio, como Turquia, Egito, Arábia Saudita e Catar, e nações emergentes como a Indonésia, aderiram ao conselho.