Visão geral
O Conselho de Paz de Gaza é uma iniciativa proposta pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como parte da segunda fase de um acordo de paz para o território palestino. Seu objetivo é estabelecer um governo de transição e encerrar o conflito entre Israel e o Hamas. O conselho visa discutir questões como governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos e mobilização de capital para a Faixa de Gaza. A participação no conselho pode ser por um mandato de três anos, com a possibilidade de cargo vitalício para membros que contribuam com US$ 1 bilhão em fundos em dinheiro, embora a Casa Branca negue a existência de uma taxa mínima de adesão, afirmando que a contribuição oferece filiação permanente a países parceiros que demonstrem profundo compromisso com a paz. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado a integrar o conselho, mas ainda não se manifestou sobre a aceitação. O rascunho do estatuto do conselho prevê a concentração de poderes na figura do presidente do órgão. O logotipo oficial do "Conselho da Paz", lançado em 22 de janeiro de 2026, apresenta uma notável semelhança com o símbolo da Organização das Nações Unidas (ONU), diferenciando-se por ser dourado e centralizar os Estados Unidos.
Contexto histórico e desenvolvimento
A criação do Conselho de Paz de Gaza foi anunciada por Donald Trump em janeiro de 2026, como um elemento central do plano apoiado por Washington para pôr fim à guerra na região. A iniciativa surge em um cenário de intensas operações militares israelenses na Faixa de Gaza, iniciadas em outubro de 2023, e busca estabelecer uma estrutura para a estabilização e reconstrução do território. O projeto de estatuto do conselho, acessado pela agência Bloomberg News, detalha as condições de adesão, incluindo a sugestão de que países paguem US$ 1 bilhão para permanecer no conselho, com mandatos de até três anos para os países-membros. A Casa Branca, no entanto, classificou a reportagem como "enganosa", negando a exigência de uma taxa mínima de adesão e afirmando que a contribuição de US$ 1 bilhão oferece filiação permanente a países parceiros que demonstrem profundo compromisso com a paz. O rascunho do estatuto também aponta para a concentração de poderes na figura do presidente do conselho. Paralelamente, foi designado o major-general americano Jasper Jeffers para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza, com a missão de manter a segurança e treinar uma nova força policial. Líderes como Luiz Inácio Lula da Silva, Javier Milei e Vladimir Putin foram convidados a integrar o conselho. Em 22 de janeiro de 2026, o conselho lançou seu logotipo oficial, que se assemelha ao da ONU, mas com cores douradas e foco nos Estados Unidos.
Linha do tempo
- Outubro de 2023: Início do conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza.
- 17 de janeiro de 2026: Donald Trump anuncia a criação do Conselho de Paz de Gaza.
- 17 de janeiro de 2026: A Bloomberg News reporta que o governo Trump quer que países paguem US$ 1 bilhão para integrar o "Conselho da Paz", citando um rascunho do estatuto do órgão.
- 18 de janeiro de 2026: Notícias revelam detalhes do projeto de estatuto do conselho, incluindo a possibilidade de mandato vitalício para doadores de US$ 1 bilhão. É confirmado o convite a líderes como Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei.
- 18 de janeiro de 2026: Casa Branca nega a existência de uma taxa mínima de adesão, esclarecendo que a contribuição de US$ 1 bilhão garante filiação permanente.
- 18 de janeiro de 2026: O InfoMoney publica um artigo detalhando que o rascunho do estatuto prevê uma cobrança de US$ 1 bilhão por vaga, mandatos diferenciados e poderes concentrados no presidente do órgão, e confirma o convite ao presidente Lula.
- 19 de janeiro de 2026: O Kremlin, através de seu porta-voz Dmitry Peskov, confirma que Vladimir Putin foi convidado a integrar o Conselho de Paz de Gaza e que Moscou analisará os detalhes da proposta.
- 22 de janeiro de 2026: O "Conselho da Paz" de Donald Trump lança seu logotipo oficial, que se destaca pela semelhança com o símbolo da Organização das Nações Unidas (ONU), sendo dourado e centralizando os Estados Unidos.
Principais atores
- Donald Trump: Ex-presidente dos Estados Unidos e proponente do conselho, que presidirá o órgão e no qual os poderes seriam concentrados.
- Luiz Inácio Lula da Silva: Presidente do Brasil, convidado a integrar o conselho, ainda sem aceitação formal.
- Javier Milei: Presidente da Argentina, que confirmou ter sido convidado e expressou honra em participar.
- Vladimir Putin: Presidente da Rússia, convidado a integrar o conselho, com Moscou indicando que analisará a proposta.
- Marco Rubio: Secretário de Estado americano, integrante do conselho.
- Tony Blair: Ex-primeiro-ministro britânico, integrante do conselho.
- Marc Rowan: Empresário bilionário americano, integrante do conselho.
- Robert Gabriel: Assistente de Trump no Conselho de Segurança Nacional, integrante do conselho.
- Jasper Jeffers: Major-general americano, designado para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza.
- Governo dos Estados Unidos: Principal articulador da iniciativa.
Termos importantes
- Conselho de Paz de Gaza: Órgão proposto para gerenciar a transição, reconstrução e estabilização da Faixa de Gaza após o conflito, com poderes concentrados em seu presidente. Seu logotipo oficial é notavelmente semelhante ao da ONU, mas dourado e com os EUA no centro.
- Mandato vitalício: Condição de permanência indefinida no conselho para membros que contribuam com US$ 1 bilhão em fundos em dinheiro, conforme sugerido em rascunho de estatuto, embora negado pela Casa Branca como taxa mínima.
- Força Internacional de Estabilização (ISF): Força militar liderada pelos EUA com a missão de manter a segurança em Gaza e treinar uma nova força policial.
- Acordo de paz: Plano que visa encerrar a guerra entre Israel e o Hamas e estabelecer um governo de transição em Gaza.
- Multilateralismo: Princípio de cooperação entre múltiplos países na busca de objetivos comuns, frequentemente defendido pelo Brasil em fóruns internacionais.