Conflito EUA x Síria
Adicionado evento de 18/01/2026 sobre o Exército sírio assumindo o controle de Tabqa e áreas em Raqqa, e o decreto de 17/01/2026 reconhecendo o curdo como idioma nacional. Atualizadas as seções de Visão Geral, Contexto Histórico e Desenvolvimento, Linha do Tempo e Principais Atores com os últimos acontecimentos e apelos internacionais por desescalada.
O conflito entre os Estados Unidos e a Síria refere-se a uma série de ações militares dos EUA em território sírio, frequentemente justificadas como respostas a ataques ou ameaças a interesses americanos. Essas operações visam principalmente grupos terroristas como o Estado Islâmico, embora ocorram em um contexto geopolítico complexo envolvendo o governo sírio e outros atores regionais. Além das intervenções externas, a Síria é palco de conflitos internos significativos, como os confrontos entre o Exército sírio e forças curdas, que adicionam camadas de complexidade à situação do país. A violência recente em Aleppo, que resultou em 21 mortes e o deslocamento de 30 mil famílias, destaca a grave crise humanitária e as tensões contínuas na região. Mais recentemente, o Exército sírio ampliou seu controle no norte do país, assumindo áreas evacuadas pelas forças curdas e o aeroporto militar de Tabqa, na província de Raqqa, intensificando os confrontos e gerando apelos internacionais por desescalada.
As ações militares dos Estados Unidos na Síria são parte de um esforço mais amplo de combate ao terrorismo na região. Em um incidente notável, mísseis foram lançados na Síria em 10 de janeiro de 2026, pelo Exército dos EUA. Esta operação ocorreu após a morte de dois soldados americanos em dezembro do ano anterior. O Comando Central dos EUA afirmou que os ataques tinham como alvo diversas posições do Estado Islâmico na Síria, indicando uma retaliação e uma continuidade na estratégia de desmantelamento das capacidades do grupo terrorista. Os Estados Unidos, embora apoiem as forças curdas há anos, também apoiam as novas autoridades da Síria e têm pedido o fim das ações ofensivas do governo sírio nas áreas entre Aleppo e Tabqa.
Paralelamente, a Síria enfrenta conflitos internos. A queda de Bashar al-Assad em dezembro de 2024 marcou uma mudança significativa no cenário político sírio. Em março de 2025, o governo islamista em Damasco assinou um acordo com as forças curdas para integrá-las às novas instituições estatais. No entanto, este pacto foi paralisado, levando a novos confrontos. Em janeiro de 2026, intensos combates eclodiram em Aleppo, com o Exército sírio afirmando ter tomado o controle dos bairros de Sheikh Maksoud e Ashrafieh, controlados por curdos, enquanto os milicianos curdos negaram a rendição e prometeram continuar a resistência. Esses confrontos resultaram na morte de civis e no deslocamento de dezenas de milhares de pessoas. Em 9 de janeiro de 2026, o Exército sírio anunciou uma operação de segurança para expulsar as forças curdas de Sheikh Maksoud, após a rejeição da exigência de retirada. Apesar de um cessar-fogo anunciado, as forças curdas se recusaram a deixar os bairros, intensificando as tensões e as rivalidades regionais, com a Turquia apoiando a operação síria e Israel condenando os ataques contra a minoria curda. Em um aparente gesto de boa vontade, o presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, emitiu um decreto em 17 de janeiro de 2026, declarando o curdo como "idioma nacional" e concedendo à minoria um reconhecimento oficial. Contudo, em 18 de janeiro de 2026, o Exército sírio assumiu o controle de áreas no norte da Síria evacuadas pelas forças curdas e tomou o aeroporto militar de Tabqa, uma cidade-chave na província de Raqqa. As Forças Democráticas Sírias (FDS) acusaram o governo de trair o acordo de retirada e relataram combates intensos no norte do país, com bombardeios de artilharia e disparos de foguetes em áreas sob controle curdo na província de Raqqa. O Ministério da Defesa sírio, por sua vez, afirmou ter retomado o controle dos campos de petróleo de Safyan e Al-Tharwa na mesma província. Diante da escalada, França e o líder do Curdistão iraquiano, Nechirvan Barzani, também pediram uma desescalada imediata e um cessar-fogo permanente na Síria.