Visão geral
O conflito entre os Estados Unidos e a Síria refere-se a uma série de ações militares dos EUA em território sírio, frequentemente justificadas como respostas a ataques ou ameaças a interesses americanos. Essas operações visam principalmente grupos terroristas como o Estado Islâmico, embora ocorram em um contexto geopolítico complexo envolvendo o governo sírio e outros atores regionais. Além das intervenções externas, a Síria é palco de conflitos internos significativos, como os confrontos entre o Exército sírio e forças curdas, que adicionam camadas de complexidade à situação do país. A violência recente em Aleppo, que resultou em 21 mortes e o deslocamento de 30 mil famílias, destaca a grave crise humanitária e as tensões contínuas na região.
Contexto histórico e desenvolvimento
As ações militares dos Estados Unidos na Síria são parte de um esforço mais amplo de combate ao terrorismo na região. Em um incidente notável, mísseis foram lançados na Síria em 10 de janeiro de 2026, pelo Exército dos EUA. Esta operação ocorreu após a morte de dois soldados americanos em dezembro do ano anterior. O Comando Central dos EUA afirmou que os ataques tinham como alvo diversas posições do Estado Islâmico na Síria, indicando uma retaliação e uma continuidade na estratégia de desmantelamento das capacidades do grupo terrorista.
Paralelamente, a Síria enfrenta conflitos internos. A queda de Bashar al-Assad em dezembro de 2024 marcou uma mudança significativa no cenário político sírio. Em março de 2025, o governo islamista em Damasco assinou um acordo com as forças curdas para integrá-las às novas instituições estatais. No entanto, este pacto foi paralisado, levando a novos confrontos. Em janeiro de 2026, intensos combates eclodiram em Aleppo, com o Exército sírio afirmando ter tomado o controle dos bairros de Sheikh Maksoud e Ashrafieh, controlados por curdos, enquanto os milicianos curdos negaram a rendição e prometeram continuar a resistência. Esses confrontos resultaram na morte de civis e no deslocamento de dezenas de milhares de pessoas. Em 9 de janeiro de 2026, o Exército sírio anunciou uma operação de segurança para expulsar as forças curdas de Sheikh Maksoud, após a rejeição da exigência de retirada. Apesar de um cessar-fogo anunciado, as forças curdas se recusaram a deixar os bairros, intensificando as tensões e as rivalidades regionais, com a Turquia apoiando a operação síria e Israel condenando os ataques contra a minoria curda.
Linha do tempo
- Dezembro de 2024: Queda de Bashar al-Assad.
- Março de 2025: Governo islamista em Damasco assina acordo com forças curdas para integração em instituições estatais.
- Dezembro de 2025: Morte de dois soldados americanos na Síria.
- 06 de janeiro de 2026: Início de confrontos intensos em Aleppo entre o Exército sírio e forças curdas, resultando em mortes de civis e deslocamento de pessoas.
- 09 de janeiro de 2026: Exército sírio anuncia operação de segurança para expulsar as forças curdas de Sheikh Maksoud, em Aleppo, após recusa de evacuação. Anúncio de cessar-fogo que não foi respeitado.
- 10 de janeiro de 2026: Exército dos EUA lança mísseis contra alvos do Estado Islâmico na Síria, em resposta à morte dos soldados.
- 10 de janeiro de 2026: Exército sírio afirma ter tomado controle dos bairros de Sheikh Maksoud e Ashrafieh, em Aleppo; milicianos curdos negam e prometem resistência.
Principais atores
- Estados Unidos (EUA): Realiza operações militares na Síria, visando grupos terroristas. Preocupado com o custo humanitário do conflito.
- Síria: Território onde ocorrem as operações militares dos EUA e palco de conflitos internos.
- Exército Sírio: Forças armadas do governo sírio, envolvidas em operações contra grupos rebeldes e forças curdas.
- Forças Curdas (FDS): Milícias curdas que controlam grande parte do nordeste da Síria e possuem sua própria administração e forças armadas, frequentemente em conflito com o Exército sírio.
- Estado Islâmico (EI): Grupo terrorista alvo das ações militares americanas.
- Comando Central dos EUA: Órgão responsável por coordenar e executar as operações militares americanas na região.
- Governo Islamista em Damasco: Autoridade governamental na Síria, que assinou acordos com as forças curdas, mas também se envolve em confrontos com elas.
- Ahmed al-Sharaa: Presidente da Síria, que conversou com líderes internacionais sobre a situação em Aleppo e a presença curda.
- Tom Barrack: Enviado americano para a Síria, expressou gratidão pela trégua em Aleppo.
- Mazlum Abdi: Chefe das Forças Democráticas Sírias (FDS).
- Recep Tayyip Erdogan: Presidente da Turquia, que conversou com Ahmad al-Sharaa e apoia a operação síria contra os curdos.
- Emmanuel Macron: Presidente da França, com quem Ahmad al-Sharaa conversou sobre a situação curda.
- Ursula von der Leyen: Presidente da Comissão Europeia, visitou Damasco e instou as partes a demonstrarem moderação.
Termos importantes
- Estado Islâmico (EI): Organização jihadista sunita que atua em diversas regiões, incluindo a Síria, conhecida por suas táticas terroristas e controle territorial.
- Comando Central dos EUA (CENTCOM): Um dos onze comandos combatentes unificados do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, responsável pelas operações militares no Oriente Médio, Ásia Central e partes do Sul da Ásia.
- Aleppo: Importante cidade no norte da Síria, palco de intensos confrontos internos e crise humanitária.
- Sheikh Maksoud: Bairro em Aleppo, disputado entre o Exército sírio e as forças curdas, alvo de uma operação de expulsão.
- Ashrafieh: Bairro em Aleppo, também disputado entre o Exército sírio e as forças curdas.