Visão geral
O conflito entre os Estados Unidos e a Síria refere-se a uma série de ações militares dos EUA em território sírio, frequentemente justificadas como respostas a ataques ou ameaças a interesses americanos. Essas operações visam principalmente grupos terroristas como o Estado Islâmico, embora ocorram em um contexto geopolítico complexo envolvendo o governo sírio e outros atores regionais. Além das intervenções externas, a Síria é palco de conflitos internos significativos, como os confrontos entre o Exército sírio e forças curdas, que adicionam camadas de complexidade à situação do país.
Contexto histórico e desenvolvimento
As ações militares dos Estados Unidos na Síria são parte de um esforço mais amplo de combate ao terrorismo na região. Em um incidente notável, mísseis foram lançados na Síria em 10 de janeiro de 2026, pelo Exército dos EUA. Esta operação ocorreu após a morte de dois soldados americanos em dezembro do ano anterior. O Comando Central dos EUA afirmou que os ataques tinham como alvo diversas posições do Estado Islâmico na Síria, indicando uma retaliação e uma continuidade na estratégia de desmantelamento das capacidades do grupo terrorista.
Paralelamente, a Síria enfrenta conflitos internos. Em março de 2025, o governo islamista em Damasco assinou um acordo com as forças curdas para integrá-las às novas instituições estatais. No entanto, este pacto foi paralisado, levando a novos confrontos. Em janeiro de 2026, intensos combates eclodiram em Aleppo, com o Exército sírio afirmando ter tomado o controle dos bairros de Sheikh Maksoud e Ashrafieh, controlados por curdos, enquanto os milicianos curdos negaram a rendição e prometeram continuar a resistência. Esses confrontos resultaram na morte de civis e no deslocamento de dezenas de milhares de pessoas.
Linha do tempo
- Março de 2025: Governo islamista em Damasco assina acordo com forças curdas para integração em instituições estatais.
- Dezembro de 2025: Morte de dois soldados americanos na Síria.
- 06 de janeiro de 2026: Início de confrontos intensos em Aleppo entre o Exército sírio e forças curdas, resultando em mortes de civis e deslocamento de pessoas.
- 10 de janeiro de 2026: Exército dos EUA lança mísseis contra alvos do Estado Islâmico na Síria, em resposta à morte dos soldados.
- 10 de janeiro de 2026: Exército sírio afirma ter tomado controle dos bairros de Sheikh Maksoud e Ashrafieh, em Aleppo; milicianos curdos negam e prometem resistência.
Principais atores
- Estados Unidos (EUA): Realiza operações militares na Síria, visando grupos terroristas.
- Síria: Território onde ocorrem as operações militares dos EUA e palco de conflitos internos.
- Exército Sírio: Forças armadas do governo sírio, envolvidas em operações contra grupos rebeldes e forças curdas.
- Forças Curdas (FDS): Milícias curdas que controlam grande parte do nordeste da Síria e possuem sua própria administração e forças armadas, frequentemente em conflito com o Exército sírio.
- Estado Islâmico (EI): Grupo terrorista alvo das ações militares americanas.
- Comando Central dos EUA: Órgão responsável por coordenar e executar as operações militares americanas na região.
- Governo Islamista em Damasco: Autoridade governamental na Síria, que assinou acordos com as forças curdas, mas também se envolve em confrontos com elas.
Termos importantes
- Estado Islâmico (EI): Organização jihadista sunita que atua em diversas regiões, incluindo a Síria, conhecida por suas táticas terroristas e controle territorial.
- Comando Central dos EUA (CENTCOM): Um dos onze comandos combatentes unificados do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, responsável pelas operações militares no Oriente Médio, Ásia Central e partes do Sul da Ásia.
- Aleppo: Importante cidade no norte da Síria, palco de intensos confrontos internos.
- Sheikh Maksoud: Bairro em Aleppo, disputado entre o Exército sírio e as forças curdas.
- Ashrafieh: Bairro em Aleppo, também disputado entre o Exército sírio e as forças curdas.