Visão geral
As chuvas intensas que atingiram o estado de São Paulo entre o final de 2025 e o início de 2026 resultaram em enchentes, alagamentos e mortes. Até 26 de janeiro de 2026, o estado registrou 13 óbitos relacionados às precipitações, aproximando-se do total de mortes do verão anterior (2024-2025), que foi de 18. Os eventos causaram desabrigados e desalojados, com alertas meteorológicos emitidos para diversas regiões. Em 1º de fevereiro de 2026, a cidade de São Paulo enfrentou fortes chuvas que causaram inúmeros pontos de alagamento, vias intransitáveis e falta de energia para mais de 85 mil residências na Grande São Paulo.
Contexto histórico e desenvolvimento
Desde dezembro de 2025, o estado de São Paulo tem sido afetado por fortes chuvas. Em 16 de janeiro de 2026, um casal de idosos morreu na região do Córrego Morro do S, na Avenida Carlos Caldeira Filho, zona Sul da capital, após seu carro ser levado pela enxurrada. Em 25 de janeiro de 2026, um homem de 75 anos morreu na Vila Guilherme, zona Norte da capital paulista, ao ser arrastado por uma enxurrada enquanto tentava remover seu veículo. Este foi o 13º óbito no estado e o quarto na capital paulista desde o início da temporada de chuvas. A pancada de chuva que causou a fatalidade atingiu a região no meio da tarde, vinda do interior do estado, da região de Campinas, com o Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura emitindo estado de atenção às 15h35. Além da capital, áreas como a zona Leste e a região metropolitana, incluindo Guarulhos, foram severamente atingidas, com córregos extravasando e ventos de até 60 km/h. A Defesa Civil estadual registrou 259 pessoas desabrigadas e 647 desalojadas até a data.
Em 1º de fevereiro de 2026, a cidade de São Paulo foi novamente atingida por fortes chuvas, resultando em 22 pontos de alagamento identificados pelo Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE). Houve áreas intransitáveis, como na Avenida Jules Rimet, perto do Morumbis. Córregos como o Morro do S, Três Pontes (na Avenida Marechal Tito, Zona Leste) e Mooca (na Avenida Luís Inácio de Anhaia Melo, Zona Sudeste) transbordaram. O Corpo de Bombeiros registrou 26 chamados para quedas de árvore, 5 para enchentes e 3 para desabamentos. A rodovia Régis Bittencourt, em Itapecerica da Serra, também sofreu com alagamentos, causando 12 km de congestionamento. Mais de 85 mil residências na Grande São Paulo ficaram sem energia elétrica, segundo a Enel. A Defesa Civil estadual emitiu um alerta para chuvas persistentes, descargas elétricas e fortes rajadas de vento para os dias 2 e 3 de fevereiro, com risco de queda de granizo em pontos isolados, especialmente no Oeste Paulista.
Linha do tempo
- Dezembro de 2025: Início da temporada de chuvas intensas no estado de São Paulo.
- 16 de janeiro de 2026: Um casal de idosos morre na região do Córrego Morro do S, zona Sul de São Paulo, após seu carro ser arrastado por enxurrada.
- 25 de janeiro de 2026: Um homem de 75 anos morre em enchente na Vila Guilherme, São Paulo, elevando o total de óbitos para 13 no estado e 4 na capital.
- 25 de janeiro de 2026, 15h35: Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo emite estado de atenção para a região da Vila Guilherme.
- 26 de janeiro de 2026: Alerta de perigo para chuvas intensas (até 100 mm) e ventos (até 60 km/h) emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia para diversas regiões do estado de São Paulo, litoral norte, faixa leste, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul goiano.
- 1º de fevereiro de 2026: Fortes chuvas atingem a cidade de São Paulo, causando 22 pontos de alagamento, vias intransitáveis (ex: Av. Jules Rimet), transbordamento de córregos (Morro do S, Três Pontes, Mooca) e falta de energia para mais de 85 mil residências na Grande São Paulo. O Corpo de Bombeiros registra 26 quedas de árvore, 5 enchentes e 3 desabamentos.
- 1º de fevereiro de 2026, 12h48: A capital paulista entra em estado de atenção devido às chuvas.
- 2 e 3 de fevereiro de 2026: Defesa Civil estadual emite alerta para chuvas persistentes, descargas elétricas e fortes rajadas de vento em grande parte do estado, com risco de granizo em pontos isolados e cenário mais crítico no Oeste Paulista.
Principais atores
- População do estado de São Paulo: Direta ou indiretamente afetada pelas chuvas, incluindo vítimas fatais, desabrigados e desalojados.
- Prefeitura de São Paulo: Através do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), responsável por emitir alertas e monitorar ocorrências.
- Defesa Civil estadual: Responsável pelo registro e assistência a desabrigados e desalojados, além de emitir alertas de risco.
- Instituto Nacional de Meteorologia (INMET): Emite alertas e previsões sobre as condições climáticas.
- Corpo de Bombeiros: Atua no atendimento a ocorrências como quedas de árvore, enchentes e desabamentos.
- Enel: Concessionária de energia elétrica, responsável pelo restabelecimento do serviço em casos de interrupção.
- Arteris: Concessionária que administra rodovias, como a Régis Bittencourt, afetada por alagamentos.
Termos importantes
- Desabrigados: Pessoas que perderam suas moradias e necessitam de abrigo público ou de terceiros.
- Desalojados: Pessoas que foram obrigadas a abandonar temporária ou definitivamente suas casas, mas que possuem para onde ir (casa de parentes, amigos, etc.).
- Estado de atenção: Nível de alerta emitido por órgãos de gerenciamento de emergências indicando risco moderado de ocorrências devido a condições meteorológicas.
- Enchente: Transbordamento de um curso d'água, cobrindo áreas que normalmente não estão submersas.
- Enxurrada: Grande volume de água que corre com força e rapidez, geralmente após chuvas intensas, podendo arrastar objetos e pessoas.