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Chikungunya
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Chikungunya é uma infecção viral transmitida por mosquitos, principalmente das espécies Aedes aegypti e Aedes albopictus. A doença é caracterizada por dores intensas e debilitantes nas articulações, que podem persistir por vários anos, e é potencialmente fatal em crianças e idosos. Comum em regiões de clima tropical, a Chikungunya tem sido objeto de preocupação crescente devido ao aquecimento global, que pode expandir sua área de ocorrência para novas regiões, incluindo grande parte da Europa.
O vírus Chikungunya foi detectado pela primeira vez em 1952 no Planalto Makonde, na Tanzânia. Tradicionalmente, a infecção era mais prevalente em regiões tropicais, com milhões de casos anuais. No entanto, o aumento das temperaturas globais tem alterado o cenário de transmissão. Estudos recentes indicam que a temperatura mínima para a infecção do vírus no Aedes albopictus é de 2,5 °C, um patamar significativamente menor do que as estimativas anteriores (16 °C a 18 °C). A temperatura máxima favorável à transmissão varia entre 13 °C e 14 °C. Essas novas descobertas sugerem que o risco de surtos de Chikungunya pode abranger mais regiões e se prolongar por períodos mais longos do que o previsto.
Na Europa, os invernos frios costumavam ser uma barreira natural para a atividade dos mosquitos Aedes. Contudo, o aquecimento global tem permitido que esses mosquitos atuem durante todo o ano no sul do continente. Em 2025, a França e a Itália registraram centenas de casos de infecção, após vários anos com poucas ocorrências. Pesquisas indicam que 29 novos países podem ser afetados, com Albânia, Grécia, Itália, Malta, Espanha e Portugal identificados como os seis países sob maior risco de epidemias associadas ao Chikungunya. A taxa de aumento das temperaturas na Europa é aproximadamente o dobro da média global, intensificando a preocupação com a expansão da doença.