Adicionado evento de 31/01/2026 sobre a divulgação de novas imagens do ex-príncipe Andrew e alegações de encontro sexual no Castelo de Windsor, e atualizado o contexto e a visão geral com essas informações.
Visão geral
O Caso Epstein nos EUA refere-se à investigação e repercussões em torno de Jeffrey Epstein, um bilionário americano acusado de tráfico sexual internacional de menores e de operar uma rede de exploração sexual. Epstein foi preso em julho de 2019 e, um mês depois, foi encontrado morto em sua cela, em um aparente suicídio. O caso ganhou notoriedade pela proximidade de Epstein com figuras políticas e celebridades, e pela controvérsia em torno da divulgação dos arquivos da investigação, que revelam detalhes sobre suas atividades e conexões. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu publicamente que o ex-príncipe Andrew deponha perante uma comissão do Congresso norte-americano para ajudar as vítimas, dada a continuidade das revelações sobre seus vínculos com Epstein, incluindo novas imagens e alegações de encontros sexuais em propriedades reais.
Contexto e histórico
Jeffrey Epstein foi um financista conhecido por seu círculo social influente. As acusações de abuso sexual e tráfico de menores surgiram publicamente em 2006, levando a um acordo judicial controverso em 2008. Em 2019, novas acusações resultaram em sua prisão. A divulgação de documentos relacionados ao caso tem sido um ponto de tensão política nos EUA, especialmente devido às menções a indivíduos proeminentes e à pressão por transparência. As revelações mais recentes de janeiro de 2026, incluindo 3 milhões de páginas de documentos, 2.000 vídeos e 180 mil imagens, aprofundam o conhecimento sobre as relações de Epstein com figuras poderosas e as alegações levantadas contra ele e seus associados. Os arquivos detalham o tempo de Epstein na prisão, incluindo um relatório psicológico, e sua morte, juntamente com registros da investigação sobre Ghislaine Maxwell. E-mails revelam convites de Epstein ao 'Duque' (Andrew Mountbatten-Windsor) para encontrar uma mulher russa e discussões sobre jantares no Palácio de Buckingham. Outros e-mails mostram Epstein enviando dinheiro para o brasileiro Reinaldo Avila da Silva, marido do lorde Peter Mandelson, e Mandelson pedindo para se hospedar em propriedades de Epstein. O Departamento de Justiça dos EUA indicou que esta pode ser a última grande liberação de arquivos, afirmando que o processo de identificação e revisão de documentos está concluído. No entanto, democratas questionam a retenção de milhões de páginas de documentos sem justificativa adequada. As vítimas de Jeffrey Epstein, no entanto, expressaram frustração com as divulgações, afirmando que, apesar da publicação de milhões de documentos, os supostos agressores “continuam ocultos e protegidos”. Elas denunciam que os arquivos contêm informações que permitem sua identificação, enquanto os homens que as abusaram permanecem anônimos, e exigem a publicação completa dos arquivos Epstein, cobrando depoimento da procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi ao Congresso. Os documentos divulgados mencionam figuras como Elon Musk, Bill Gates, Howard Lutnick, Richard Branson, Steve Tisch e o ex-príncipe britânico Andrew, detalhando interações e alegações variadas. Novas revelações de fevereiro de 2026, a partir de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, incluem e-mails que mostram o ex-príncipe Andrew mantendo contato regular com Epstein por mais de dois anos após a condenação do financista por crimes sexuais contra crianças. Os arquivos também contêm fotos que parecem retratar Andrew com uma mulher não identificada, ajoelhado e tocando sua cintura. Alegações adicionais, reportadas pela BBC e pelo advogado Brad Edwards, indicam que uma mulher não britânica foi enviada por Epstein ao Reino Unido para um encontro sexual com Andrew em 2010, em uma propriedade real no Castelo de Windsor. Esta é a segunda denúncia de uma mulher alegando ter sido levada dos EUA ao Reino Unido para se encontrar com Andrew, após as acusações de Virginia Giuffre.
Linha do tempo
Julho de 2019: Jeffrey Epstein é preso sob acusações de tráfico sexual internacional.
Agosto de 2019: Epstein é encontrado morto em sua cela, em aparente suicídio.
Novembro de 2025: O Congresso dos EUA aprova um projeto de lei determinando a liberação dos arquivos da investigação do caso Epstein, sancionado pelo presidente Donald Trump.
12 de novembro de 2025: O Congresso dos EUA divulga mais de 20 mil páginas de arquivos, incluindo e-mails que sugerem que Donald Trump tinha conhecimento da conduta de Epstein.
18 de dezembro de 2025: Democratas do Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA divulgam 68 novas fotos do acervo de Epstein, incluindo imagens de mulheres com trechos do livro "Lolita" escritos no corpo e passaportes de jovens de diversos países.
19 de dezembro de 2025: O Departamento de Justiça dos EUA divulga centenas de milhares de páginas de arquivos da investigação, com a promessa de mais liberações nas semanas seguintes. A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein (Epstein Files Transparency Act) determinava que todos os documentos do Departamento de Justiça fossem publicados até esta data, mas a publicação foi atrasada.
13 de janeiro de 2026: Bill e Hillary Clinton se recusam a cumprir uma intimação do Congresso para depor sobre o caso Epstein, alegando que as tentativas do comitê são "legalmente inválidas" e motivadas por tratamento seletivo. Parlamentares republicanos preparam processos por desacato ao Congresso contra eles.
30 de janeiro de 2026: O Departamento de Justiça dos EUA divulga o maior lote de arquivos até o momento, incluindo 3 milhões de páginas de documentos, 2.000 vídeos e 180 mil imagens. Os arquivos incluem detalhes sobre o tempo de Epstein na prisão, um relatório psicológico e sua morte, além de registros da investigação de Ghislaine Maxwell. E-mails entre Epstein e "O Duque" (Andrew Mountbatten-Windsor) são revelados, discutindo jantares no Palácio de Buckingham e uma oferta de Epstein para apresentar uma mulher russa ao Duque. Outros e-mails mostram Epstein enviando dinheiro para o brasileiro Reinaldo Avila da Silva e lorde Peter Mandelson pedindo para se hospedar em propriedades de Epstein. O vice-procurador-geral Todd Blanche afirma que a divulgação marca o fim do processo de identificação e revisão de documentos, mas democratas questionam a retenção de milhões de páginas.
31 de janeiro de 2026: Novos documentos relacionados a Jeffrey Epstein são divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, incluindo imagens que mostram o ex-príncipe Andrew ajoelhado e tocando a cintura de uma mulher não identificada. E-mails convidando Epstein para conversar "em particular" no Palácio de Buckingham também são revelados. Uma mulher alega ter sido enviada por Epstein para um encontro sexual com Andrew em 2010, em uma propriedade real no Castelo de Windsor.
Principais atores
Jeffrey Epstein: Financista bilionário, acusado de tráfico sexual internacional de menores e de operar uma rede de exploração sexual.
Donald Trump: Presidente dos EUA, amigo de Epstein entre as décadas de 1990 e 2000, cujo nome aparece em documentos e fotos do acervo de Epstein. Tem sido pressionado a divulgar os arquivos completos da investigação. Documentos recentes incluem cerca de 4.500 menções a Trump, algumas delas em denúncias não verificadas de abuso sexual, as quais ele nega. O Departamento de Justiça classificou algumas alegações sobre Trump como "falsas e sensacionalistas", afirmando que são infundadas e sem credibilidade.
Bill Clinton: Ex-presidente dos EUA, também aparece em fotos do acervo de Epstein e teve uma amizade documentada com Epstein nas décadas de 1990 e 2000. Recusou-se a depor no Congresso sobre o caso, classificando a intimação como "legalmente inválida" e parte de um tratamento seletivo. Juntamente com Hillary, criticou o governo Trump por "atos sem precedentes" e indicou uma luta mais ativa contra as práticas republicanas.
Hillary Clinton: Ex-secretária de Estado dos EUA e ex-primeira-dama, recusou-se a depor no Congresso sobre o caso Epstein, alegando que a intimação era "legalmente inválida" e parte de um tratamento seletivo. Juntamente com Bill, criticou o governo Trump por "atos sem precedentes" e indicou uma luta mais ativa contra as práticas republicanas.
Ghislaine Maxwell: Parceira e confidente de Epstein, condenada por seu papel na rede de tráfico sexual. É a única outra pessoa, além de Epstein, acusada pelos crimes do financista. Imagens suas não foram censuradas nos documentos divulgados, e os novos arquivos incluem registros da investigação sobre ela.
Elon Musk: Empresário, mencionado em múltiplas mensagens de e-mail com Epstein entre 2012 e 2014, onde comparavam agendas para encontros na Flórida ou no Caribe, e em uma troca de mensagens de 2012 na qual Musk pergunta sobre uma "festa mais selvagem na sua ilha". Musk declarou que as mensagens podem ser "mal-interpretadas e usadas por meus detratores para manchar o meu nome", e pediu que a Justiça processe "aqueles que, ao lado de Epstein, cometeram crimes graves".
Bill Gates: Cofundador da Microsoft, mencionado em anotações de Epstein de 2013 que sugeriam envolvimento em relações extraconjugais e uso de drogas. Um rascunho de e-mail de Epstein também afirma que Gates teve relações extraconjugais e tentou encobrir uma infecção sexualmente transmissível. Um porta-voz de Gates classificou as acusações como "absolutamente absurdas e completamente falsas", atribuindo-as à frustração de Epstein por não ter um relacionamento contínuo.
Howard Lutnick: Secretário de Comércio dos EUA, planejava visitar a ilha de Epstein em 2012, apesar de ter afirmado anteriormente ter rompido relações com Epstein por volta de 2005.
Termos importantes
Tráfico sexual internacional: Recrutamento, transporte, transferência, alojamento ou acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade, ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra, para fins de exploração sexual.
Acervo de Epstein: Conjunto de documentos, fotos e outros materiais apreendidos durante as investigações sobre Jeffrey Epstein, que contêm informações sobre suas atividades e conexões.
Ilha Little Saint James: Propriedade de Epstein nas Ilhas Virgens dos EUA, conhecida como "Ilha do Prazer", onde parte dos crimes sexuais era cometida.
Lei de Transparência dos Arquivos Epstein (Epstein Files Transparency Act): Lei que determinava a publicação de todos os documentos do Departamento de Justiça relacionados ao caso Epstein até 19 de dezembro de 2025.
1 de fevereiro de 2026: O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirma publicamente que o ex-príncipe Andrew deveria depor perante uma comissão do Congresso norte-americano para explicar tudo o que sabe sobre Epstein, a fim de ajudar as vítimas. A declaração ocorre após a divulgação de novos documentos do Departamento de Justiça dos EUA que incluem e-mails mostrando contato regular entre Andrew e Epstein após a condenação deste último, e fotos que parecem retratá-lo com uma mulher não identificada. Alegações de que Epstein enviou uma mulher para um encontro sexual com Andrew em 2010 no Castelo de Windsor também são reportadas.
Richard Branson: Bilionário britânico, e-mails de 2013 sugerem uma relação próxima com Epstein, construída em parte pelo interesse em mulheres.
Steve Tisch: Produtor de cinema e co-proprietário do New York Giants, de 76 anos, associado a diversas mulheres em documentos de Epstein.
Príncipe Andrew (Andrew Mountbatten-Windsor): Ex-príncipe britânico, que perdeu seus títulos reais devido aos vínculos com Epstein. E-mails de agosto de 2010 revelam que Epstein o convidou para jantares no Palácio de Buckingham e ofereceu-se para apresentá-lo a uma mulher russa de 26 anos. Novos documentos de fevereiro de 2026 mostram que ele manteve contato regular com Epstein por mais de dois anos após a condenação do financista, e fotos parecem retratá-lo com uma mulher não identificada, ajoelhado e tocando sua cintura. Alegações recentes indicam que Epstein enviou uma mulher para um encontro sexual com Andrew em 2010 no Castelo de Windsor. Andrew negou repetidamente qualquer irregularidade, fez um pagamento não divulgado para encerrar um processo movido por Virginia Giuffre em 2022, e o rei Charles retirou seu título de príncipe e o expulsou de sua mansão em novembro de 2025.
Reinaldo Avila da Silva: Brasileiro, marido do lorde Peter Mandelson. E-mails de 2009 mostram que Epstein enviou £10.000 para ele para um curso de osteopatia.
Lorde Peter Mandelson: Político britânico. E-mails de 2009 revelam que ele pediu para se hospedar em uma das propriedades de Epstein. Mandelson foi demitido de seu cargo de embaixador do Reino Unido nos EUA em dezembro de 2024 após vir à tona que ele havia enviado mensagens de apoio a Epstein após a condenação. Ele afirmou que se arrepende da amizade e nunca presenciou irregularidades.
Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA: Órgão responsável pela divulgação de parte dos arquivos e fotos do acervo de Epstein. De maioria republicana, foi acusado pelos Clinton de tratamento seletivo.
Departamento de Justiça dos EUA: Responsável pela investigação e pela liberação dos arquivos do caso, incluindo o maior lote de documentos em janeiro de 2026. Afirmou que este deve ser o último grande lote de arquivos e que a Casa Branca não teve envolvimento na triagem dos documentos. O vice-procurador-geral Todd Blanche negou a exclusão de material comprometedor sobre Trump e afirmou que o processo de identificação e revisão de documentos está concluído. Novos documentos divulgados em fevereiro de 2026 continuam a revelar detalhes sobre as conexões de Epstein.
Vítimas: Mulheres e meninas abusadas e traficadas por Epstein e sua rede. Elas protestam que os agressores permanecem "ocultos e protegidos" e que os arquivos permitem sua identificação, exigindo a publicação completa dos documentos e o depoimento da procuradora-geral Pam Bondi.
Keir Starmer: Primeiro-ministro britânico, que publicamente defendeu em fevereiro de 2026 que o ex-príncipe Andrew deponha perante uma comissão do Congresso norte-americano para ajudar as vítimas do caso Epstein.