O Carnaval do Rio de Janeiro é uma das maiores festas populares do mundo, conhecido pelos desfiles de escolas de samba e blocos de rua, gerando um impacto econômico bilionário e alta ocupação hoteleira. Para 2026, o evento, que recebe apoio governamental significativo, terá 37 dias de programação e espera 8 milhões de foliões. Contudo, a celebração também é palco de debates sobre racismo e apropriação cultural, com campanhas como "Sem Racismo, o Carnaval Brilha Mais" buscando promover inclusão e respeito, enquanto enredos de escolas de samba abordam a diáspora africana e a religiosidade afro-brasileira.
O Carnaval do Rio de Janeiro é uma das maiores festas populares do Brasil e do mundo, conhecido por seus desfiles de escolas de samba, blocos de rua e pela grande movimentação turística e econômica que gera na cidade. O evento atrai milhões de foliões e tem um impacto financeiro significativo, com previsões de injeção bilionária na economia local. Para o período de 14 a 17 de fevereiro de 2026, a ocupação hoteleira na cidade já alcança 83,70%, com destaque para o Centro (90,90%), Glória a Botafogo (88,40%) e Ipanema/Leblon (87,50%). A expectativa é de forte presença de turistas, incluindo um grande número de estrangeiros, especialmente argentinos. Em um movimento de apoio governamental à cultura e ao turismo, o governo federal destinou R$ 12 milhões para a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), com cada uma das 12 agremiações recebendo R$ 1 milhão. Além disso, o Governo do Rio de Janeiro liberou R$ 40 milhões para as escolas do Grupo Especial. Contudo, a festa também é palco de debates importantes sobre questões sociais, como o racismo e a apropriação cultural, com ativistas e órgãos governamentais buscando promover um carnaval mais inclusivo e respeitoso, e estendendo parcerias para campanhas contínuas de conscientização, como o enfrentamento à violência contra a mulher. Recentemente, o carnaval carioca tem se conectado a outras grandes celebrações do país, como o Carnaval de Recife, através de iniciativas como o Festival CasaBloco, que promove o intercâmbio cultural e a valorização das diversas manifestações carnavalescas brasileiras. Para o Carnaval de 2026, escolas como a Paraíso do Tuiuti trarão enredos que aprofundam as discussões sobre a diáspora africana e a religiosidade afro-brasileira e afro-caribenha, como o "Lonã Ifá Lukumi", que explora as semelhanças culturais entre Brasil e Cuba.
Contexto histórico e desenvolvimento
O Carnaval do Rio de Janeiro tem suas raízes em festividades europeias que foram adaptadas e transformadas no Brasil. Ao longo dos séculos, incorporou elementos da cultura africana e indígena, desenvolvendo-se em uma celebração única que combina música, dança, fantasias e desfiles elaborados. Atualmente, a festa é um grande motor econômico para a cidade, com a programação se estendendo por semanas e atraindo um público massivo. A alta ocupação hoteleira, com 83,70% de reservas para o período principal e 73,13% para o Desfile das Campeãs, demonstra o impacto turístico do evento, que atrai visitantes de diversas nacionalidades, com forte presença de argentinos. O apoio governamental, como o recente repasse de R$ 12 milhões do governo federal e R$ 40 milhões do Governo do Rio de Janeiro para as escolas de samba, reforça a importância cultural e econômica do evento, que é visto como a maior imagem do Brasil no mundo. Apesar de suas raízes e contribuições negras, o carnaval contemporâneo tem sido alvo de críticas por um processo de embranquecimento, que por vezes marginaliza a presença e a estética negra em seus espaços de visibilidade. A busca por uma maior integração e valorização das diversas culturas carnavalescas do Brasil também se manifesta em eventos como o Festival CasaBloco, que busca unir as tradições do Rio de Janeiro e de outras capitais, como Recife, promovendo um intercâmbio de ritmos e manifestações. Escolas de samba, como a Paraíso do Tuiuti, continuam a usar seus enredos para explorar e celebrar a riqueza da cultura afro-brasileira e suas conexões com outras diásporas, como a cubana, através de temas como o "Lonã Ifá Lukumi", que aborda a religiosidade afro-caribenha e suas raízes iorubás.
Linha do tempo
2026: Previsão de 37 dias de programação carnavalesca na cidade do Rio de Janeiro.
2026: Expectativa de injeção de mais de R$ 5,7 bilhões na economia carioca durante o período do Carnaval.
2026: Estimativa de 8 milhões de foliões participando das celebrações.
12 de janeiro de 2026: Lançamento da campanha "Sem Racismo, o Carnaval Brilha Mais" pelo Ministério da Igualdade Racial no Rio de Janeiro, visando combater o racismo e a misoginia na festa.
17 de janeiro de 2026: Início da distribuição de material educativo da campanha "Sem Racismo, o Carnaval Brilha Mais" em diversas festas de carnaval pelo país, alertando contra injúria racial, fantasias ofensivas e discriminação.
19 de janeiro de 2026: O governo federal destina R$ 12 milhões para a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), com cada uma das 12 agremiações recebendo R$ 1 milhão. A assinatura do termo de cooperação é realizada na Cidade do Samba, envolvendo representantes da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), do Ministério da Cultura e da Liesa.
23 e 24 de janeiro de 2026: Abertura da 7ª edição do Festival CasaBloco na Praça do Arsenal, Centro Histórico do Recife, unindo os carnavais do Rio de Janeiro e Recife, com apresentações de Blocos Líricos e show de Elba Ramalho.
27 a 29 de janeiro de 2026: V Mostra CasaBloco de Cinema na Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) no Rio de Janeiro, com exibições de filmes sobre samba e rodas de conversa com artistas como Fernanda Abreu e Lenine.
29 a 31 de janeiro de 2026: Retorno do Festival CasaBloco ao Jockey Club, no Rio de Janeiro, com shows, performances, bailes e feiras de moda, incluindo apresentações de Alcione, Samuel Rosa, Lenine, Fernanda Abreu, Geraldo Azevedo, Juliana Linhares e Spok Frevo.
30 de janeiro de 2026: O Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO) divulga a segunda prévia da pesquisa de ocupação hoteleira para o período do Carnaval (14 a 17 de fevereiro), indicando 83,70% de ocupação. É também divulgada a primeira prévia para o Desfile das Campeãs (20 e 21 de fevereiro), com média de 73,13% de ocupação.
10 de fevereiro de 2026: A Paraíso do Tuiuti anuncia detalhes de seu enredo "Lonã Ifá Lukumi" para o Carnaval 2026, que abordará a diáspora africana em Cuba e no Brasil, com samba-enredo de Luiz Antonio Simas, Claudio Russo e Gustavo Clarão.
15 de fevereiro de 2026 (Domingo de Carnaval): Desfiles do Grupo Especial no Sambódromo, com a seguinte ordem: Acadêmicos de Niterói, Imperatriz Leopoldinense, Portela, Estação Primeira de Mangueira.
16 de fevereiro de 2026 (Segunda-feira de Carnaval): Desfiles do Grupo Especial no Sambódromo, com a seguinte ordem: Mocidade Independente de Padre Miguel, Beija-Flor de Nilópolis, Unidos do Viradouro, Unidos da Tijuca.
17 de fevereiro de 2026 (Terça-feira de Carnaval): Desfiles do Grupo Especial no Sambódromo, com a seguinte ordem: Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio, Acadêmicos do Salgueiro.
Principais atores
Prefeitura do Rio de Janeiro: Responsável pela organização e infraestrutura do evento.
Governo do Estado do Rio de Janeiro: Libera recursos para as escolas de samba do Grupo Especial.
Escolas de Samba: Fundamentais para os desfiles na Marquês de Sapucaí, como a Paraíso do Tuiuti, que em 2026 apresentará o enredo "Lonã Ifá Lukumi".
Blocos de Rua: Atrações populares que arrastam multidões por diversos bairros da cidade.
Setores de Turismo e Serviços: Incluindo hotelaria, gastronomia, transporte e comércio, que se beneficiam diretamente do fluxo de foliões. O Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO) monitora a ocupação hoteleira e as tendências do turismo.
Foliões: Participantes e espectadores que impulsionam a economia e a atmosfera da festa.
Samba Abstrato: Página na internet que denuncia o racismo no carnaval, criticando práticas como o "blackface de cabelo" e o embranquecimento da festa.
Ministério da Igualdade Racial (MIR): Órgão governamental que promove campanhas como "Sem Racismo, o Carnaval Brilha Mais" para combater o racismo e a discriminação durante o evento.
Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur): Atua na promoção do Brasil como destino turístico internacional, reconhecendo o carnaval como uma importante ferramenta diplomática e cultural. Participou da destinação de recursos para as escolas de samba.
Ministério da Cultura: Órgão governamental que apoia e fomenta a cultura brasileira, envolvido na destinação de recursos para as escolas de samba.
Marcelo Freixo: Presidente da Embratur, destaca o carnaval como a maior imagem do Brasil no mundo e as escolas de samba como parceiras diplomáticas.
Márcia Lopes: Ministra das Mulheres, busca estender a parceria com a Liesa para campanhas de conscientização contra a violência à mulher ao longo de todo o ano.
Festival CasaBloco: Iniciativa que promove a união e o intercâmbio entre os carnavais do Rio de Janeiro e de outras cidades, como Recife, valorizando a diversidade cultural brasileira.
Rita Fernandes: Idealizadora e diretora-geral do Festival CasaBloco, responsável pela concepção e expansão do projeto de intercâmbio cultural carnavalesco.
Cordão da Bola Preta: Tradicional bloco de rua do Rio de Janeiro, com 107 anos de história, que participa do intercâmbio promovido pelo Festival CasaBloco.
Galo da Madrugada: Tradicional bloco de rua do Recife, símbolo do carnaval pernambucano, que se encontra com o Cordão da Bola Preta no Festival CasaBloco.
Alcione, Samuel Rosa, Lenine, Fernanda Abreu, Geraldo Azevedo, Juliana Linhares e Spok Frevo: Artistas de destaque que se apresentam no Festival CasaBloco no Rio de Janeiro.
Alfredo Lopes: Presidente do HotéisRIO, destaca a forte presença de turistas, especialmente argentinos, no carnaval carioca.
Luiz Antonio Simas: Professor de história e compositor, coautor do samba-enredo "Lonã Ifá Lukumi" da Paraíso do Tuiuti para 2026, interessado na religiosidade afro-caribenha e suas relações com o Brasil.
Claudio Russo e Gustavo Clarão: Compositores parceiros de Luiz Antonio Simas no samba-enredo da Paraíso do Tuiuti.
Pixulé (Roosevelt Martins Gomes da Cunha): Intérprete do samba-enredo da Paraíso do Tuiuti.
Nei Lopes: Cantor, compositor, pesquisador e escritor, autor do livro "Ifá Lucumí: o resgate da tradição", que inspirou o enredo da Paraíso do Tuiuti.
Jack Vasconcelos: Carnavalesco da Paraíso do Tuiuti, responsável pela concepção do desfile "Lonã Ifá Lukumi".
Rafael Zamora Díaz (Awó de Orumilá Ogunda Keté): Babalaô cubano que trouxe o Ifá Lucumí para o Brasil no início da década de 1990.
Controvérsias e Questões Sociais
O Carnaval do Rio de Janeiro, apesar de sua exuberância, também é palco de importantes discussões sociais. Ativistas e pesquisadores têm levantado questões sobre o racismo estrutural e a apropriação cultural presentes na festa. A página "Samba Abstrato", por exemplo, denuncia o "blackface de cabelo", onde pessoas brancas utilizam perucas ou penteados afro como adereço, equiparando-o a fantasias como "nega maluca" e "indígena", que ridicularizam identidades raciais. Essa prática é vista como uma continuidade do "blackface" histórico, que estereotipava e degrada pessoas negras.
Outra crítica recorrente é o "embranquecimento" da festa, que se manifesta na escolha de mulheres brancas como passistas, por vezes em detrimento de mulheres negras das comunidades, mesmo quando as primeiras não possuem a mesma habilidade no samba. Este processo é interpretado como um "aniquilamento social e cultural" da população negra, negando sua presença e contribuição histórica na construção do carnaval.
Em resposta a essas questões, o Ministério da Igualdade Racial (MIR) lançou a campanha "Sem Racismo, o Carnaval Brilha Mais", com o objetivo de educar e combater o racismo e a misoginia. A campanha distribui material educativo alertando contra injúrias raciais, fantasias ofensivas e violências simbólicas, e incentiva denúncias através do Disque 100 e da ouvidoria do MIR. Além disso, o Ministério das Mulheres, por meio da ministra Márcia Lopes, busca estabelecer uma parceria contínua com a Liesa para campanhas de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, não apenas durante o período carnavalesco, mas ao longo de todo o ano, reforçando o compromisso com um carnaval mais seguro e respeitoso para todos. A escolha de enredos como "Lonã Ifá Lukumi" pela Paraíso do Tuiuti para o Carnaval 2026, que explora a diáspora africana e a religiosidade afro-caribenha, contribui para aprofundar a discussão sobre a riqueza cultural e a resistência negra, contrapondo narrativas de embranquecimento e valorizando a ancestralidade e a espiritualidade afro-diaspórica.
Enredos do Carnaval 2026
O Carnaval de 2026 no Rio de Janeiro promete trazer uma rica tapeçaria de temas, com as escolas de samba do Grupo Especial explorando diversas narrativas e homenagens. Os enredos refletem a diversidade cultural, histórica e social do Brasil e suas conexões com o mundo.
Domingo (15 de fevereiro):
Acadêmicos de Niterói: "Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil"
Imperatriz Leopoldinense: "Camaleônico"
Portela: "O Mistério do Príncipe do Bará"
Estação Primeira de Mangueira: "Mestre Sacacá do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra"
Segunda-feira (16 de fevereiro):
Mocidade Independente de Padre Miguel: "Rita Lee, a Padroeira da Liberdade"
Beija-Flor de Nilópolis: "Bembé do Mercado"
Unidos do Viradouro: "Pra Cima, Ciça"
Unidos da Tijuca: "Carolina Maria de Jesus"
Terça-feira (17 de fevereiro):
Paraíso do Tuiuti: "Lonã Ifá Lukumi" – Este enredo, criado pelo carnavalesco Jack Vasconcelos e com samba-enredo de Luiz Antonio Simas, Claudio Russo e Gustavo Clarão, mergulha na diáspora africana, explorando as semelhanças e conexões da religiosidade afro-caribenha de Cuba com o Brasil. Inspirado no livro "Ifá Lucumí: o resgate da tradição" de Nei Lopes, o desfile abordará a chegada do Ifá na Terra, sua expansão, a resistência à escravidão em Cuba (incluindo a Revolta de Matanzas liderada por Carlota Lacumí), a figura do primeiro babalaô cubano Adeshina Remigio Herrera, a interação com povos originários, elementos do culto religioso (comparáveis ao candomblé) e a chegada do Ifá Lucumí ao Brasil através do babalaô Rafael Zamora Díaz.
Unidos de Vila Isabel: "Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África"
Acadêmicos do Grande Rio: "A Nação do Mangue"
Acadêmicos do Salgueiro: "A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau"
Intercâmbio Cultural: Festival CasaBloco
O Festival CasaBloco, em sua 7ª edição, tem desempenhado um papel significativo na promoção do intercâmbio cultural entre os carnavais do Brasil. Em 2026, o festival uniu, pela primeira vez, os festejos do Rio de Janeiro e de Recife, com eventos na Praça do Arsenal, no Centro Histórico do Recife, e no Jockey Club e Cinemateca do MAM, no Rio de Janeiro. A iniciativa, idealizada por Rita Fernandes, busca dar visibilidade à diversidade dos carnavais brasileiros, destacando a importância das culturas carnavalescas de Pernambuco, Rio de Janeiro e Bahia.
O festival promove encontros simbólicos, como o do tradicional Cordão da Bola Preta, do Rio, com o Galo da Madrugada, de Recife, reforçando a conexão entre as festas. A programação inclui shows de grandes nomes da música brasileira, como Alcione, Samuel Rosa, Lenine, Fernanda Abreu, Geraldo Azevedo, Juliana Linhares e Spok Frevo, além de bailes temáticos e performances. No Rio de Janeiro, a V Mostra CasaBloco de Cinema na Cinemateca do MAM, exibe filmes sobre o samba e rodas de conversa com artistas e figuras importantes do carnaval. A idealizadora Rita Fernandes expressa o desejo de expandir o projeto para outras cidades com ricas tradições carnavalescas, como Belém (PA) e São Luís (MA), reconhecendo a cultura como um motor econômico e social.
Termos importantes
Folião: Pessoa que participa ativamente das festividades do Carnaval.
Blocos de Rua: Grupos carnavalescos que desfilam pelas ruas, geralmente com bandas e arrastando multidões.
Escolas de Samba: Associações que preparam desfiles elaborados com enredos, fantasias, carros alegóricos e samba-enredo, competindo no Sambódromo.
Injeção econômica: Termo usado para descrever o montante de dinheiro que entra na economia de uma região devido a um evento ou atividade.
Ocupação hoteleira: Percentual de quartos de hotel ocupados em um determinado período, indicador da demanda turística.
Blackface de cabelo: Termo cunhado para descrever o uso de perucas ou penteados afro por pessoas brancas no carnaval, considerado uma forma de apropriação cultural e racismo, similar ao "blackface" histórico.
Aniquilamento social e cultural: Conceito que descreve o apagamento e a negação da presença e contribuição da população negra em espaços de visibilidade e na construção cultural, como observado no embranquecimento do carnaval.
Campanha Sem Racismo, o Carnaval Brilha Mais: Iniciativa do Ministério da Igualdade Racial para combater o racismo, a misoginia e a discriminação no carnaval, promovendo a educação e incentivando denúncias.
Festival CasaBloco: Evento que promove o intercâmbio cultural entre os carnavais de diferentes cidades brasileiras, unindo tradições e artistas.
Lonã Ifá Lukumi: Enredo da Paraíso do Tuiuti para o Carnaval 2026, que explora a diáspora africana e a religiosidade afro-caribenha em Cuba e no Brasil. "Lonã" refere-se a conexões entre humanos e divindades; "Ifá" é uma forma de religiosidade que une espiritualidade e racionalidade; "Lukumi" (ou Lucumí) designa os descendentes iorubás escravizados em Cuba.