Desde a invasão russa em 2022, brasileiros têm se juntado à Guerra da Ucrânia, muitos atraídos por promessas de altos salários como mercenários ou voluntários. Contudo, relatos indicam que essas promessas são enganosas, com combatentes enfrentando condições severas, falta de experiência militar e violência, incluindo tortura por parte de comandantes ucranianos para quem tenta desertar. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil registra 19 mortos e 44 desaparecidos, enquanto a Embaixada da Ucrânia no Brasil afirma não recrutar, mas integra voluntários com os mesmos direitos e deveres de cidadãos ucranianos.
Desde o início da invasão russa em 2022, a Guerra da Ucrânia tem atraído combatentes estrangeiros, incluindo brasileiros. Muitos desses indivíduos, atraídos por promessas de altos salários e aventura, alistam-se como mercenários ou voluntários. No entanto, relatos de ex-combatentes brasileiros revelam uma realidade de promessas financeiras enganosas, condições de combate severas, falta de experiência militar prévia e até violência por parte dos próprios comandantes ucranianos, incluindo tortura para aqueles que tentam desertar.
A Guerra da Ucrânia, que se aproxima do quarto ano desde a invasão russa, tem sido um palco para a atuação de combatentes estrangeiros. No Brasil, indivíduos são recrutados, muitas vezes, por meio de promessas de altos salários, que se revelam enganosas. Marcos Souto, conhecido pelo codinome "Corvo", é um exemplo de brasileiro que se juntou ao conflito sem experiência militar prévia, atraído pela promessa de um salário de 50 mil, que ele inicialmente interpretou como reais, mas que na verdade eram grívnias ucranianas (equivalente a cerca de R$ 5.800). A Embaixada da Ucrânia no Brasil afirma não recrutar brasileiros, e que aqueles que se alistam têm os mesmos direitos e deveres de um cidadão ucraniano em serviço militar. A realidade no front, segundo relatos, inclui dificuldades como fome, perda de peso significativa e a violência de comandantes ucranianos contra desertores.