Azul
Adicionado evento de 20/02/2026 sobre a disparada das ações da Azul, resultados da oferta pública primária, grupamento de ações e novos aportes de investimento, com expectativa de saída do Chapter 11.
A Azul é uma companhia aérea brasileira que, em janeiro de 2026, estava em processo de reestruturação financeira, buscando a saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Parte desse plano envolveu a unificação de ações, uma proposta que enfrentou rejeição na votação antecipada de assembleias marcadas para o dia 12 de janeiro de 2026. Como parte desse processo de reestruturação, a companhia também anunciou que seu capital poderá alcançar até R$ 15,7 bilhões após a conversão de bônus de subscrição, com a homologação prevista para quarta-feira, 14 de janeiro de 2026. Em 28 de janeiro, a Azul lançou uma oferta privada de títulos de dívida com vencimento em 2031 para reorganizar suas finanças, quitar dívidas emergenciais e fortalecer o caixa, após suas ações despencarem na bolsa de valores no início do mês. Em 11 de fevereiro de 2026, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou o aumento da participação minoritária da United Airlines na Azul, de 2,02% para aproximadamente 8% do capital social, com a injeção de US$ 100 milhões, crucial para o plano de recuperação da companhia. Em 18 de fevereiro de 2026, a Azul anunciou que garantiu mais US$ 300 milhões em investimentos, sendo US$ 100 milhões da American Airlines, US$ 100 milhões adicionais da United Airlines e US$ 100 milhões de credores atuais, fortalecendo ainda mais sua estrutura de capital. Em 20 de fevereiro de 2026, as ações da Azul (AZUL53) registraram um salto de até 60% em meio às expectativas de saída da recuperação judicial, após a empresa divulgar os resultados de sua oferta pública primária de ações, que captou R$ 5 bilhões para converter dívidas do financiamento Debtor in Possession (DIP). A companhia também aprovou um grupamento de ações na proporção de 75 para 1, resultando em um novo capital social de R$ 21,76 bilhões dividido em cerca de 54,73 bilhões de ações ordinárias. A Azul reforçou a expectativa de concluir sua saída do Chapter 11 ainda em fevereiro de 2026.
A companhia Azul iniciou um plano de reestruturação financeira, que incluiu um processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Como parte desse plano, foi proposta a unificação de ações. Em 11 de janeiro de 2026, a votação antecipada para as assembleias que ocorreriam no dia seguinte indicou uma liderança da rejeição à proposta de unificação de ações. Adicionalmente, a Azul comunicou que, após a conversão de bônus de subscrição, seu capital poderá ser elevado para até R$ 15,7 bilhões. A homologação desse aumento de capital está agendada para uma reunião do conselho de administração na quarta-feira, 14 de janeiro de 2026. No início de janeiro de 2026, as ações da empresa despencaram mais de 70% na bolsa de valores, chegando a uma desvalorização de 90%. Em 28 de janeiro, a Azul anunciou o lançamento de uma oferta privada de títulos de dívida com vencimento em 2031, emitida por sua subsidiária Azul Secured Finance LLP, com o objetivo de quitar um financiamento emergencial feito durante a recuperação judicial e apoiar a reorganização financeira de longo prazo. Para garantir o pagamento aos investidores, a Azul ofereceu como garantia receitas de áreas estratégicas como o programa de fidelidade Azul Fidelidade, a Azul Viagens e a Azul Cargo, além de marcas e propriedades intelectuais. Agências de classificação de risco, como Moody’s e Fitch Ratings, atribuíram notas de alto risco especulativo (B2 e B- esperado, respectivamente) aos novos títulos, mas com perspectiva estável, refletindo o andamento do plano de reestruturação.
Em 11 de fevereiro de 2026, o plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, por unanimidade, o aumento da participação minoritária da United Airlines na Azul. Esta aprovação permite uma injeção de US$ 100 milhões pela United, elevando sua participação de 2,02% para aproximadamente 8% do capital social da Azul. A operação é parte do processo de reestruturação da Azul sob o Chapter 11, que prevê uma captação mínima de US$ 850 milhões para a saída da recuperação judicial, sendo US$ 750 milhões de credores e os US$ 100 milhões da United. A Superintendência-Geral do Cade já havia aprovado o negócio em dezembro de 2025, mas o caso foi levado ao tribunal após recurso do Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPSConsumo), que levantou preocupações concorrenciais. O relator do Cade, Diogo Thomson, votou pela aprovação sem restrições formais, mas impôs a necessidade de compromissos rigorosos de governança e compliance, incluindo salvaguardas no novo Estatuto Social da Azul para restringir o acesso a informações concorrencialmente sensíveis e disciplinar potenciais conflitos de interesse. O Cade alertou que qualquer ampliação futura da participação da United, mudanças nos direitos políticos ou aumento de influência, bem como uma eventual entrada da American Airlines no capital da Azul, deverão ser submetidas a nova análise aprofundada. A Azul destacou que atrasos na análise poderiam trazer graves riscos à sua saúde financeira e à continuidade operacional, sendo a conclusão do processo essencial para fortalecer sua posição competitiva e expandir a oferta de voos.
Em 18 de fevereiro de 2026, a Azul anunciou que garantiu compromissos de investimento adicionais de US$ 300 milhões. Desse total, US$ 100 milhões virão da American Airlines, por meio da subscrição de garantias, e outros US$ 100 milhões da United Airlines, que ocorrerão dentro da oferta pública de ações lançada pela Azul. Além disso, credores atuais da companhia se comprometeram a fornecer os US$ 100 milhões restantes, também no âmbito da oferta pública. Esses investimentos visam fortalecer a estrutura de capital da Azul e apoiar a implementação de seu plano de reestruturação, que já havia garantido US$ 1,37 bilhão em uma emissão de títulos de dívida em janeiro.
Em 20 de fevereiro de 2026, a Azul divulgou os resultados de sua oferta pública primária de ações, parte do processo de conversão das dívidas relacionadas ao financiamento Debtor in Possession (DIP). A companhia emitiu 45,47 trilhões de novas ações ordinárias a aproximadamente R$ 0,0001 por papel, totalizando R$ 5 bilhões em captação. O conselho também aprovou um grupamento de ações na proporção de 75 para 1, resultando em um novo capital social de R$ 21,76 bilhões dividido em cerca de 54,73 bilhões de ações ordinárias. A empresa também firmou aditivos aos acordos de investimento em equity com American Airlines e United Airlines, que se comprometeram separadamente com aportes de US$ 100 milhões cada. A Azul assinou um novo acordo com credores existentes para um investimento adicional de US$ 100 milhões, além de contratos de subscrição de warrants com a United e com esses credores, que podem elevar os aportes em até US$ 15 milhões e US$ 10 milhões, respectivamente. O investimento da American Airlines será analisado pelo CADE nas próximas semanas. A companhia reforçou que espera concluir sua saída do Chapter 11 ainda em fevereiro de 2026.