Azul
Adicionado evento de 28/01/2026 sobre a oferta privada de títulos de dívida da Azul, detalhes sobre o processo de Chapter 11, desempenho das ações e classificação de risco.
A Azul é uma companhia aérea brasileira que, em janeiro de 2026, estava em processo de reestruturação financeira, buscando a saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Parte desse plano envolveu a unificação de ações, uma proposta que enfrentou rejeição na votação antecipada de assembleias marcadas para o dia 12 de janeiro de 2026. Como parte desse processo de reestruturação, a companhia também anunciou que seu capital poderá alcançar até R$ 15,7 bilhões após a conversão de bônus de subscrição, com a homologação prevista para quarta-feira, 14 de janeiro de 2026. Em 28 de janeiro, a Azul lançou uma oferta privada de títulos de dívida com vencimento em 2031 para reorganizar suas finanças, quitar dívidas emergenciais e fortalecer o caixa, após suas ações despencarem na bolsa de valores no início do mês.
A companhia Azul iniciou um plano de reestruturação financeira, que incluiu um processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Como parte desse plano, foi proposta a unificação de ações. Em 11 de janeiro de 2026, a votação antecipada para as assembleias que ocorreriam no dia seguinte indicou uma liderança da rejeição à proposta de unificação de ações. Adicionalmente, a Azul comunicou que, após a conversão de bônus de subscrição, seu capital poderá ser elevado para até R$ 15,7 bilhões. A homologação desse aumento de capital está agendada para uma reunião do conselho de administração na quarta-feira, 14 de janeiro de 2026. No início de janeiro de 2026, as ações da empresa despencaram mais de 70% na bolsa de valores, chegando a uma desvalorização de 90%. Em 28 de janeiro, a Azul anunciou o lançamento de uma oferta privada de títulos de dívida com vencimento em 2031, emitida por sua subsidiária Azul Secured Finance LLP, com o objetivo de quitar um financiamento emergencial feito durante a recuperação judicial e apoiar a reorganização financeira de longo prazo. Para garantir o pagamento aos investidores, a Azul ofereceu como garantia receitas de áreas estratégicas como o programa de fidelidade Azul Fidelidade, a Azul Viagens e a Azul Cargo, além de marcas e propriedades intelectuais. Agências de classificação de risco, como Moody’s e Fitch Ratings, atribuíram notas de alto risco especulativo (B2 e B- esperado, respectivamente) aos novos títulos, mas com perspectiva estável, refletindo o andamento do plano de reestruturação.