A Justiça argentina investiga se as 44 mortes na implosão do submarino ARA San Juan em 2017 foram evitáveis, com ex-oficiais da Marinha sendo julgados por negligência.
A Justiça argentina está no centro de um julgamento crucial para determinar se as 44 mortes decorrentes da implosão do submarino ARA San Juan em 2017 poderiam ter sido evitadas. O Ministério Público argumenta que o acidente foi previsível, dado o estado da embarcação, que havia excedido em 26 meses o prazo recomendado para reparos. Quatro ex-oficiais da Marinha enfrentam acusações de descumprimento de obrigações e negligência qualificada, com penas que podem variar de um a cinco anos de prisão.
Familiares das vítimas, representados pela advogada Valeria Carreras, buscam visibilidade para o caso, afirmando que os tripulantes foram "enviados para a morte". O julgamento ocorre em Río Gallegos, uma localização distante de Mar del Plata, onde muitos tripulantes e três dos acusados residiam, o que gerou críticas de advogados que interpretam a escolha do local como uma tentativa de "invisibilizar" a tragédia. A investigação sobre outros possíveis responsáveis na linha de comando, incluindo o ex-presidente Mauricio Macri, ainda não foi concluída.