Declarações do embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, sobre o "direito bíblico" de Israel na região geraram forte condenação internacional, sendo classificadas como perigosas e inflamatórias.
As declarações do embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, de que Israel tem um "direito bíblico" sobre grande parte do Oriente Médio, provocaram uma onda de condenação internacional. Países como Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Egito, Turquia, Indonésia e Paquistão emitiram uma declaração conjunta, classificando os comentários como "perigosos e inflamatórios" e uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. Huckabee é conhecido por seu apoio aos assentamentos israelenses na Cisjordânia, que são considerados ilegais pela maioria dos países.
Apesar da repercussão, um porta-voz da Embaixada dos EUA em Israel esclareceu que as falas de Huckabee não refletem uma mudança na política oficial dos Estados Unidos. As autoridades israelenses, por sua vez, não se manifestaram publicamente sobre a entrevista ou a reação internacional até o momento. O incidente destaca a sensibilidade das questões territoriais e religiosas na região e o impacto das declarações de figuras diplomáticas.