Israel aprova medidas na Cisjordânia que facilitam apropriação de terras e geram condenação internacional
Novas medidas israelenses na Cisjordânia ocupada, que facilitam a apropriação de terras por colonos judeus, são vistas como anexação de fato e geram forte condenação internacional.
Pontos principais
- Israel aprovou novas medidas para a Cisjordânia ocupada, facilitando a apropriação de terras palestinas por colonos judeus.
- As iniciativas incluem o fim da proibição de venda direta de terras da Cisjordânia a judeus e a abertura de registros locais de propriedade.
- O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, declarou que o objetivo é 'matar a ideia de um Estado palestino'.
- Palestinos, países árabes, grupos israelenses contrários à ocupação e o Reino Unido condenaram as medidas, consideradas ilegais pelo direito internacional.
- A Autoridade Palestina e a ONG Peace Now alertam para o risco de colapso da AP e um 'roubo massivo de terras'.
O gabinete de segurança de Israel aprovou novas medidas para a Cisjordânia ocupada, que são amplamente vistas como uma anexação de fato e facilitam significativamente a apropriação de terras palestinas por colonos judeus. Entre as iniciativas, destacam-se o fim da proibição de venda direta de terras da Cisjordânia a judeus e a abertura de registros locais de propriedade, o que pode levar a um 'roubo massivo de terras', segundo a ONG Peace Now. O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou abertamente que o objetivo é 'matar a ideia de um Estado palestino', intensificando as tensões na região.
As medidas provocaram forte condenação internacional, incluindo de palestinos, países árabes, grupos israelenses contrários à ocupação e o Reino Unido, que as consideram ilegais sob o direito internacional. A Autoridade Palestina expressou preocupação com o risco de colapso. As iniciativas foram anunciadas antes de uma reunião entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, que reiterou a oposição dos EUA à anexação. A Corte Internacional de Justiça já havia declarado em 2024 que a ocupação de territórios palestinos por Israel é ilegal.
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