A morte de Nemesio Oseguera, "El Mencho", líder do CJNG, em operação militar com apoio dos EUA, gerou violência em 20 estados, com mais de 70 mortes, e levou ao envio de 2 mil soldados adicionais a Jalisco.
O narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como "El Mencho" e líder do poderoso Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), foi morto em uma operação militar em Tapalpa, Jalisco. A informação, confirmada por fontes do governo e pelo Exército do México, marca um duro golpe contra uma das organizações criminosas mais influentes do país. El Mencho era considerado o narcotraficante mais procurado do mundo, com uma recompensa de US$ 15 milhões oferecida pela DEA e pelos Estados Unidos, que também forneceram apoio de inteligência à operação e comemoraram sua morte como um avanço significativo. A descoberta de seu paradeiro, que levou à operação, ocorreu após a visita de sua namorada, e ele morreu durante o transporte para um hospital após ser ferido no confronto. A operação conjunta entre forças federais do México e uma nova unidade de inteligência dos EUA (JIATF-CC) também resultou na prisão de 25 pessoas e na apreensão de armamentos de alta potência, incluindo lançadores de foguetes.
A operação federal desencadeou uma série de confrontos e bloqueios em 20 estados mexicanos, com veículos incendiados, estradas interditadas e ataques a prédios públicos. O ministro da Segurança do México, Omar García Harfuch, confirmou que a onda de violência resultou na morte de 25 membros da Guarda Nacional e na prisão de 70 pessoas em sete estados. Além disso, uma autoridade do Ministério Público estadual também foi morta nos incidentes. A violência levou ao fechamento de escolas em pelo menos oito estados, fechamento de agências bancárias e suspensão do transporte público em algumas áreas, como Jalisco. Mais de 250 bloqueios foram realizados por integrantes do cartel, e 81 lojas Oxxo foram incendiadas. Autoridades ativaram o 'código vermelho' e pediram que a população permanecesse em casa, com relatos de disparos no Aeroporto Internacional de Guadalajara, embora o GAP tenha informado que o aeroporto operava normalmente. Voos foram cancelados no Aeroporto Internacional de Puerto Vallarta e partidas do Campeonato Mexicano foram adiadas. Em resposta à escalada da violência, o México enviou 2 mil soldados adicionais para Jalisco, visando reforçar a segurança e conter os ataques.
Os impactos da violência se estenderam para além das ruas, afetando o cotidiano e o lazer. Quatro partidas de futebol foram canceladas pela Federação Mexicana de Futebol, com relatos de pânico em estádios. Ao menos 14 outras pessoas, incluindo sete membros da Guarda Nacional, morreram em meio aos confrontos em Jalisco, Michoacán e Guanajuato. Além disso, a violência do cartel resultou na morte de um guarda prisional, um promotor e 30 membros da própria organização criminosa, totalizando mais de 70 mortes. O cartel chegou a oferecer recompensa pela morte de militares. O governo dos EUA também emitiu um alerta para seus cidadãos em estados mexicanos afetados pela violência. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, pediu calma à população em meio aos distúrbios, afirmando que o país está em alerta, mas em paz, e que a situação deve se normalizar. O ministro da Segurança monitora possíveis sucessores de El Mencho. O presidente dos EUA, Donald Trump, pressionou o México a intensificar os esforços contra os cartéis.
El Mencho, um ex-policial, co-fundou o CJNG em 2009, transformando-o em um dos cartéis mais violentos do México, com grande capacidade de tráfico de cocaína, heroína, metanfetamina e fentanil para os Estados Unidos. Sob sua liderança, o CJNG expandiu-se rapidamente, dedicando-se à produção e venda de drogas, extorsão e foi responsável por muitos homicídios contra rivais e agentes da lei, além de tentativas de assassinato de funcionários do governo, rivalizando com o Cartel de Sinaloa. Em meio à onda de violência, "El Tuli", outra liderança do cartel, também foi morto em confronto após ordenar parte dos ataques.
G1 Mundo • 23 fev, 21:03
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