Daily Journal
Daily Journal

Exercício físico fortalece cérebro e protege contra Alzheimer, revela estudo da UCSF

Um estudo da UCSF descobriu que o exercício físico fortalece o cérebro e pode proteger contra o Alzheimer ao restaurar a integridade da barreira hematoencefálica através da enzima GPLD1.

Daily Journal
Foto: InfoMoney
||
21/02 às 15:00

Pontos principais

  • Cientistas da UCSF identificaram que o exercício físico melhora o raciocínio e a memória, protegendo o cérebro contra o envelhecimento e doenças como o Alzheimer.
  • A prática de exercícios fortalece o sistema de defesa natural do cérebro, reduzindo inflamações associadas ao declínio cognitivo.
  • A enzima GPLD1, produzida no fígado durante o exercício, remove a proteína TNAP da barreira hematoencefálica, restaurando sua integridade e prevenindo a entrada de substâncias nocivas.
  • A redução dos níveis de TNAP em camundongos idosos melhorou a barreira hematoencefálica, diminuiu a inflamação e otimizou o desempenho em testes de memória.
  • Os resultados abrem novas perspectivas para o desenvolvimento de medicamentos que visam restaurar a barreira hematoencefálica como estratégia terapêutica para o Alzheimer.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) revelaram que o exercício físico desempenha um papel crucial no fortalecimento do cérebro e na proteção contra o Alzheimer. O estudo aponta que a atividade física melhora o raciocínio e a memória, ao mesmo tempo em que fortalece o sistema de defesa natural do cérebro, combatendo inflamações que contribuem para o declínio cognitivo. A chave para esse processo reside na restauração da integridade da barreira hematoencefálica, que se enfraquece com a idade, permitindo a entrada de substâncias nocivas.

Durante o exercício, o fígado produz a enzima GPLD1, que atua removendo a proteína TNAP da barreira hematoencefálica. O acúmulo de TNAP foi associado a problemas de memória e cognição em camundongos, e sua redução demonstrou melhorias significativas na barreira, diminuição da inflamação e otimização do desempenho em testes de memória. Essas descobertas abrem caminho para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para o Alzheimer, focadas na restauração da barreira hematoencefálica.

Tópicos relacionados

Comentários

Carregando comentários...