Especialistas alertam que um acordo nuclear em negociação entre EUA e Arábia Saudita pode permitir o enriquecimento de urânio em território saudita, levantando preocupações sobre proliferação nuclear em meio às tensões regionais.
A Arábia Saudita poderá desenvolver a capacidade de enriquecer urânio em seu próprio território, caso um acordo nuclear proposto com os Estados Unidos seja concretizado. Especialistas em não proliferação nuclear expressam sérias preocupações de que tal medida possa pavimentar o caminho para um programa de armas nucleares saudita, especialmente se o Irã, seu rival regional, avançar na obtenção de uma bomba atômica. O governo Trump está empenhado em fechar cerca de 20 acordos comerciais nucleares, incluindo o com a Arábia Saudita, visando benefícios econômicos e estratégicos.
Embora o rascunho do acordo preveja salvaguardas com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o enriquecimento de urânio é um passo fundamental para a militarização, gerando apreensões semelhantes às levantadas pelo programa iraniano. A proposta surge em um cenário de crescentes tensões entre EUA e Irã, com o Irã já enriquecendo urânio a níveis próximos do uso bélico. O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, já havia declarado publicamente que a Arábia Saudita buscaria armas nucleares se o Irã as obtivesse, intensificando a relevância e o risco potencial deste acordo.