Vacina contra herpes-zóster e Viagra mostram potencial contra o Alzheimer
Pesquisadores identificaram que a vacina contra herpes-zóster, o Viagra e o riluzole, medicamentos já aprovados, podem ser promissores no tratamento ou prevenção do Alzheimer, acelerando o desenvolvimento de novas terapias.
Pontos principais
- Estudo financiado pela Alzheimer’s Society e University of Exeter aponta três medicamentos aprovados com potencial contra o Alzheimer.
- A vacina contra herpes-zóster (Zostavax) é a candidata mais promissora, seguida pelo Viagra (sildenafila) e o riluzole.
- O reaproveitamento de medicamentos existentes oferece um caminho mais rápido e acessível para novos tratamentos, reduzindo custos e tempo de desenvolvimento.
- Os fármacos foram selecionados por atuar em processos biológicos ligados ao Alzheimer e por serem seguros para idosos.
- Especialistas defendem a realização de ensaios clínicos robustos para confirmar a eficácia desses medicamentos em humanos.
Pesquisadores da University of Exeter, com financiamento da Alzheimer’s Society, identificaram três medicamentos já aprovados que apresentam potencial promissor no combate à doença de Alzheimer. A vacina contra herpes-zóster (Zostavax) se destaca como a candidata mais promissora, seguida pelo Viagra (sildenafila) e o riluzole. Essa abordagem de reaproveitamento de fármacos existentes é vista como um caminho mais rápido e acessível para o desenvolvimento de novos tratamentos, dada a complexidade e o alto custo associados à criação de medicamentos inéditos.
Os medicamentos foram selecionados com base em sua capacidade de interagir com processos biológicos relacionados ao Alzheimer, resultados preliminares favoráveis e segurança para uso em idosos. A vacina contra herpes-zóster pode modular o sistema imunológico para neutralizar mudanças prejudiciais ligadas à doença, enquanto a sildenafila (Viagra) pode proteger células nervosas e reduzir o acúmulo da proteína tau. O riluzole, por sua vez, demonstrou melhorias cognitivas em estudos com animais. Especialistas enfatizam a necessidade de ensaios clínicos robustos para confirmar a eficácia desses medicamentos em humanos e avançar no tratamento da doença.
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