Autoridades de espionagem europeias duvidam de um acordo de paz na Ucrânia em 2026, contradizendo Donald Trump e apontando que a Rússia não busca um fim rápido para a guerra.
Chefes de inteligência de cinco agências europeias manifestaram ceticismo em relação à possibilidade de um acordo de paz na Ucrânia em 2026, contrariando as afirmações do presidente Donald Trump de que um acordo mediado pelos EUA estaria "razoavelmente próximo". Segundo essas autoridades, a Rússia não demonstra interesse em um fim rápido para a guerra, utilizando as negociações como uma tática para pressionar por alívio de sanções e acordos comerciais, em vez de buscar uma resolução genuína.
As negociações são consideradas um "teatro" pela inteligência europeia, com a Rússia visando objetivos estratégicos como a destituição do presidente ucraniano Zelenskiy e uma Ucrânia neutra. A economia russa, que não está à beira do colapso, reduz a urgência de Moscou por uma paz rápida. Recentemente, negociadores ucranianos e russos se reuniram em Genebra sem avanços, com a Rússia exigindo a retirada das forças ucranianas de Donetsk. A equipe de negociação dos EUA, liderada por Steve Witkoff e Jared Kushner, tem sido criticada por sua falta de experiência diplomática e conhecimento sobre a complexidade da região.