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Vaticano recusa participar do "Conselho da Paz" de Trump, priorizando a ONU

O Vaticano declinou o convite para integrar o "Conselho da Paz" proposto por Donald Trump, argumentando que a gestão de crises internacionais deve ser responsabilidade das Nações Unidas.

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Foto: InfoMoney
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18/02 às 10:01

Pontos principais

  • O Vaticano recusou o convite para o "Conselho da Paz" de Donald Trump, citando a natureza particular do conselho e a primazia da ONU.
  • O cardeal Pietro Parolin enfatizou que a ONU deve ser a principal entidade a gerenciar situações de crise internacional.
  • O conselho, presidido por Trump, foi inicialmente planejado para supervisionar a governança temporária de Gaza e seria expandido para conflitos globais.
  • Críticos veem o conselho como uma estrutura colonial e questionam a ausência de representantes palestinos.
  • A Itália e a União Europeia planejam participar como observadores, enquanto aliados ocidentais dos EUA se mantiveram afastados.

O Vaticano anunciou que não participará do "Conselho da Paz" proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, reforçando sua posição de que a gestão de crises internacionais é uma atribuição primordial das Nações Unidas. A recusa foi justificada pela natureza particular do conselho e pela necessidade de respeitar a primazia da ONU em tais questões, conforme declarado pelo cardeal Pietro Parolin. Este conselho, idealizado por Trump, tinha como objetivo inicial supervisionar a governança temporária de Gaza após um cessar-fogo, com planos de expansão para outros conflitos globais.

A iniciativa de Trump tem enfrentado críticas, especialmente de especialistas em direitos humanos, que a veem como uma estrutura colonial e questionam a ausência de representantes palestinos. Enquanto a Itália e a União Europeia planejam participar como observadores, diversos aliados ocidentais dos EUA optaram por se manter afastados. A decisão do Vaticano sublinha a importância das instituições multilaterais na resolução de conflitos, como o de Gaza, que já resultou em mais de 72.000 mortes e uma grave crise humanitária, com acusações de genocídio e investigações em curso pela ONU.

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