O Vaticano anunciou que não participará do "Conselho da Paz" proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, reforçando sua posição de que a gestão de crises internacionais é uma atribuição primordial das Nações Unidas. A recusa foi justificada pela natureza particular do conselho e pela necessidade de respeitar a primazia da ONU em tais questões, conforme declarado pelo cardeal Pietro Parolin. Este conselho, idealizado por Trump, tinha como objetivo inicial supervisionar a governança temporária de Gaza após um cessar-fogo, com planos de expansão para outros conflitos globais.
A iniciativa de Trump tem enfrentado críticas, especialmente de especialistas em direitos humanos, que a veem como uma estrutura colonial e questionam a ausência de representantes palestinos. Enquanto a Itália e a União Europeia planejam participar como observadores, diversos aliados ocidentais dos EUA optaram por se manter afastados. A decisão do Vaticano sublinha a importância das instituições multilaterais na resolução de conflitos, como o de Gaza, que já resultou em mais de 72.000 mortes e uma grave crise humanitária, com acusações de genocídio e investigações em curso pela ONU.
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