A União Europeia e a Ucrânia anunciaram boicote aos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina em protesto contra a participação de atletas da Rússia e Belarus com seus símbolos nacionais, em meio à guerra na Ucrânia.
A União Europeia e a Ucrânia anunciaram um boicote aos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina, em uma forte reação à decisão de permitir que atletas da Rússia e Belarus participem do evento com seus símbolos nacionais. Glenn Micallef, da UE, e Matvii Bidny, da Ucrânia, expressaram indignação, classificando a presença das bandeiras como inaceitável em meio ao conflito na Ucrânia. O ministro ucraniano do Esporte, Matvii Bidny, confirmou que a Ucrânia não participará da cerimônia de abertura nem de eventos oficiais, e o ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiga, instruiu embaixadores a buscar o apoio de outros países para o boicote.
A decisão do Comitê Paralímpico Internacional (CPI) de conceder dez convites (seis para a Rússia e quatro para Belarus) para os Jogos representa um passo significativo para a reintegração esportiva desses países, que haviam sido banidos desde a invasão da Ucrânia em 2022. Este movimento do CPI gerou uma resposta contundente da comunidade internacional, com a União Europeia e a Ucrânia liderando o protesto e buscando pressionar por uma revisão da medida.