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Ministro israelense defende 'migração' de palestinos e anulação dos Acordos de Oslo

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, defendeu a "migração" de palestinos da Cisjordânia e Gaza, propondo a anulação dos Acordos de Oslo e a expansão do controle israelense sobre terras palestinas, gerando condenação internacional.

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Foto: G1 Mundo
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18/02 às 08:00

Pontos principais

  • O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, defendeu a "migração" de palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.
  • Smotrich propôs a anulação dos Acordos de Oslo e a eliminação da ideia de um Estado árabe terrorista.
  • O governo israelense aprovou um plano para facilitar o controle sobre terras palestinas na Cisjordânia, incluindo registro como "propriedade estatal" e compra por israelenses judeus.
  • Missões de 85 países na ONU condenaram as medidas, classificando-as como anexação de fato e contrárias ao direito internacional.
  • O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a Israel para reverter sua política de registro de terras, chamando-a de "desestabilizadora" e "ilegal".

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, gerou forte condenação internacional ao defender a "migração" de palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Smotrich afirmou ser necessário "eliminar a ideia de um Estado árabe terrorista" e anular os Acordos de Oslo, que estabeleceram a Autoridade Palestina. Paralelamente, o governo israelense aprovou um plano para facilitar o controle sobre terras administradas pela Autoridade Palestina na Cisjordânia, permitindo o registro como "propriedade estatal" e a compra por israelenses judeus, além de acelerar a expansão de assentamentos, com 52 novas colônias aprovadas para 2025.

As ações e declarações de Smotrich e do governo israelense foram amplamente criticadas. Missões de 85 países na ONU condenaram as medidas, classificando-as como anexação de fato e contrárias ao direito internacional. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a Israel para reverter sua política de registro de terras, alertando que ela é "desestabilizadora" e "ilegal", e que tais políticas minam a possibilidade de uma solução de dois Estados.

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