O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, defendeu a "migração" de palestinos da Cisjordânia e Gaza, propondo a anulação dos Acordos de Oslo e a expansão do controle israelense sobre terras palestinas, gerando condenação internacional.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, gerou forte condenação internacional ao defender a "migração" de palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Smotrich afirmou ser necessário "eliminar a ideia de um Estado árabe terrorista" e anular os Acordos de Oslo, que estabeleceram a Autoridade Palestina. Paralelamente, o governo israelense aprovou um plano para facilitar o controle sobre terras administradas pela Autoridade Palestina na Cisjordânia, permitindo o registro como "propriedade estatal" e a compra por israelenses judeus, além de acelerar a expansão de assentamentos, com 52 novas colônias aprovadas para 2025.
As ações e declarações de Smotrich e do governo israelense foram amplamente criticadas. Missões de 85 países na ONU condenaram as medidas, classificando-as como anexação de fato e contrárias ao direito internacional. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a Israel para reverter sua política de registro de terras, alertando que ela é "desestabilizadora" e "ilegal", e que tais políticas minam a possibilidade de uma solução de dois Estados.