Negociações de paz em Genebra entre EUA, Ucrânia e Rússia terminaram sem acordo para o fim da guerra, mas novas reuniões são esperadas, apesar das posições divergentes.
Ucrânia e Rússia deram início a dois dias de negociações de paz em Genebra, com a mediação dos Estados Unidos, em um esforço para resolver o conflito. O ponto central das discussões é a questão territorial, com a Rússia reivindicando 20% da região de Donetsk. Paralelamente, o presidente Donald Trump tem exercido pressão sobre Kiev para que se chegue a um acordo rapidamente, o que tem gerado descontentamento por parte do presidente ucraniano Zelenskiy, que se queixa da pressão para fazer concessões.
As negociações, que duraram quase duas horas na quarta-feira e cerca de seis horas na terça-feira, terminaram sem um acordo para o fim da guerra. Ambas as partes descreveram as conversas como "difíceis", mas indicaram que novos encontros ocorrerão em breve. Volodymyr Zelensky afirmou que houve progresso e que os lados concordam "em quase tudo" no âmbito militar, mas acusou a Rússia de arrastar as negociações. A Ucrânia busca um acordo de paz que considere "real e justo", defendendo a imposição de sanções mais rigorosas à Rússia e o aumento do fornecimento de armas.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comentou via chat no WhatsApp que a última rodada de negociações trilaterais, envolvendo Kiev, Moscou e Washington, foi "difícil". Apesar das dificuldades e das posições ainda divergentes, ele confirmou que as partes concordaram em realizar futuras reuniões, indicando um compromisso contínuo com o diálogo.
InfoMoney • 18 fev, 09:04
G1 Mundo • 18 fev, 07:35
InfoMoney • 17 fev, 14:18